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A menina que roubava livros: filme x livro

E aí, galera, tudo bem

Ahh a dor e a delicia de ver nosso livro queridinho virar filme. A gente morre de amores, mas também se treme de medo de excluírem aquela cena preferida, de mudarem as características dos personagens...  Claro que como fãs a gente sabe que não dá para colocar tudo em 2h de filme, mas bem que gostaríamos, né?  



Quando descobri que "A menina que roubava livros" ia virar filme, a minha primeira preocupação foi com a morte, por mais estranho que isso possa soar, rs. Para mim, a narrativa em terceira pessoa feita pela morte é um dos diferenciais da história (afinal foi por isso que comprei o livro para começo de conversa) e tive medo do filme ficar descaracterizado caso eles optassem por ignorar essa parte. Mas eu amei o cuidado em manter a nossa narradora mórbida, apesar de no filme a voz ser masculina quando é descrita como feminina.

No geral, "A menina que roubava livros" funciona muito bem como filme, os atores são excelentes e exatamente como eu imaginava. É verdade que o livro é mais cruel nas descrições da Segunda Guerra e em como esse momento afetou as pessoas. Ler as partes em que os vizinhos precisam se esconder dos bombardeios me deixava claustrofóbica. No filme é menos denso. Ele também anemiza o temperamento de Liesel, principalmente quando ela chega ao seu novo lar. Mas não são pontos que me incomodaram.

O que mais senti falta foi de um melhor desenvolvimento da relação entre Liesel e a mulher do prefeito. A relação delas vai crescendo gradativamente ao longo do livro e isso é muito importante no final. Outro ponto é a forma como Max aparece na história, achei que ficou um pouco jogado. 

No mais, o filme é muito bom e o final me deixou tão emocionada quanto no livro. 

Especial A menina que roubava livros

Oi, galera, tudo bem?

A gente se ausenta por um mês, mas quando volta já lança logo um especial! E essa semana vamos falar de "A menina que roubava livros", o primeiro livro da minha coleção!



E eu preciso confessar que meu amor pela Liesel começou beeeem lá no inicio. "A menina que roubava livros" foi publicado no Brasil há 11 anos. Mas acredita que eu me lembro exatamente de quando ele foi lançado? Isso porque o livro estava em destaque na livraria e a capa me chamou a atenção o suficiente para me fazer ler a sinopse e depois a orelha. Essa foi uma das poucas vezes em que eu me senti tão interessada em uma obra que eu nunca tinha ouvido falar. Normalmente já chego na livraria com um objetivo e não compro livro sem recomendação. 

A verdade é que eu achei a sinopse meio mórbida. Aliás, eu sei o texto da contracapa de cabeça "Quando a morte conta uma história, você tem que parar para ler".  Li a orelha e decidi comprar com o pouco do dinheiro que tinha restado da minha mesada!

Li "A menina que roubava livros" pela primeira vez aos 17 anos. Não poderia ter amado mais! Estava na época de vestibular, então o livro conseguiu me distrair de toda a pressão de passar em uma faculdade. Naquela época eu não conseguia ler muito por causa do ritmo de estudos.  Reli aos 25 e percebi que eu tinha me engano. Eu podia, sim, amar ainda mais "A menina que roubava livros". Ao voltar para o universo de Liesel, eu pude assimilar melhor a história, absorver mais detalhes.

E você, já leu "A menina que roubava livros"?  Conta aí a sua experiência

Resenha | No Tempo dos Feiticeiros

Oi gente, aqui é Fernanda

Hoje eu trouxe pra vocês a resenha de um livro super legal, da mesma autora de Como treinar o seu dragão.

Título: No tempo dos feiticeiros
Autor: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Livro cedido em parceria com a editora




No Tempo dos Feiticeiros mostra a guerra entre duas tribos: os feiticeiros, que eram mágicos, e os guerreiros, que não eram. Esta é a história de Xar, um menino feiticeiro cujos poderes ainda não despertaram, e de Desejo, uma menina guerreira cujo maior sonho é ser reconhecida pela mãe. Xar e Desejo foram ensinados a odiar um ao outro, mas terão que superar as diferenças e enfrentar um mal que pode destruir seus lares.


De um lado vamos conhecer Xar, filho caçula do Rei Encanzo, o grande líder dos feiticeiros. Xar vem enfrentando um grande problema, sua magia ainda não despertou e ele se sente muito inferior em relação aos outros do grupo. Xar resolve que precisa caçar uma bruxa, para que então possa roubar seus poderes, mas o maior problema é que bruxas estão praticamente extintas, será quase impossível achar uma, só que ele não está disposto a desistir. É nessa busca que ele vai acabar se deparando com Desejo. 


Desejo é filha da Rainha Sicórax, que comanda o grupo dos guerreiros. Desejo tem que lidar constantemente com o fato de que sua mãe a acha fraca para uma guerreira. A rainha é uma mulher muito rígida e gosta de apontar os defeitos na filha, vive criticando-a. Desejo precisa do reconhecimento da mãe, isso é tudo o que ela mais quer e nada vai impedi-la da conseguir. 

Xar e Desejo são historicamente de tribos inimigas, mas os dois possuem um mesmo objetivo e vão enfrentar todos os perigos juntos. 

No tempo dos feiticeiros é um livro maravilhoso, não só em sua história, mas também em seu projeto gráfico, é repleto de ilustrações feita pela própria Cressida Cowell, o que só deixou o livro ainda mais interativo e prazeroso. Foi uma leitura extremamente rápida, as quatrocentas páginas praticamente voaram diante dos meus olhos, quando eu percebi já estava chegando ao final.

A narrativa da Cressida esta ainda melhor do na série Como treinar o seu dragão. Vale ressaltar que esse é um livro infanto-juvenil, então é uma história criada para esse público, você tem que ter isso em mente antes de ler. Não é uma fantasia madura, mas é um livro que nos ensina boas lições. Lições sobre como é importante manter nossa essência, aceitar quem somos, independente de opiniões alheias, sobre a busca constante por reconhecimento.

Adorei toda a ambientação criada pela autora, o enredo muito original e os personagens divertidos.  Foi impossível seguras as gargalhadas. Me lembrou o sucesso que foi a outra série e tenho certeza que essa também será. É impossível não se encantar por Xar e Desejo.

Estou curiosa e ansiosa pela continuação. Foi uma leitura ótima, surpreendente e altamente recomendável para qualquer público. 





Cinco motivos para assinar o Intrínsecos

Oi, galera, tudo bem?

Quem esteve na Bienal de São Paulo ou é um seguidor fiel das redes sociais da Intrínseca já está sabendo dessa novidade. O Intrínsecos é um clube de assinatura da editora Intrínseca que está comemorando 15 anos de mercado. Os planos são mensais (R$ 54,90) ou anuais (R$ 49,90) e o leitor recebe em casa uma edição exclusiva (e com brindes, claro). Se você ainda tem duvidas se vale a pena se aventurar por mais esse clube de assinatura, aqui vão cinco motivos pelos quais você deve, SIM ser um Intrínseco. 

A edição é exclusiva (E EM CAPA DURA)


Sabe aquele livro capa dura que você fala: poxa, vida, queria um desses? Pois é. Você pode ter em casa. E o melhor é que o projeto vai ser exclusivo. Funciona assim: os livros do Intrínsecos serão lançados pela editora, sim. Mas quem for assinante, recebe uma cópia meses antes do livro estar disponível nas lojas. Ou seja, o livro é inédito, o que significa que não corre o risco de você já ter um  exemplar em casa e, além disso, você vai ler antes de muita gente! O projeto gráfico é exclusivo para o clube de assinaturas e ainda será em capa dura, com direito àquelas fitinhas para marcar a página e tudo. Quantos livros assim você tem em casa? Com o Intrínsecos você vai poder ter pelo menos 12, se você  fizer o plano anual =P. 

O livro do mês é escolhido pela equipe da Intrínseca


Já pensou que moral é receber em casa um livro escolhido com muito amor pela equipe da Intrínseca? Pois é! A equipe é tão dedicada que farão pessoalmente a curadoria do conteúdo que chega na sua casa. Todo o mês eles escolherão uma aposta para ser enviado aos assinantes. O mais legal é que você terá em casa livros de vários gêneros, sempre com alta qualidade, para variar ainda mais as suas leituras. Você poderá conhecer autores novos ou ter uma edição exclusiva daquele seu autor preferido. UM LÓSHO SÓ! 

Não é caro!


Já parou para pensar em quanto custa um livro capa dura? Ele requer mais cuidado, tem um custo de produção mais elevado, um material mais resistente, o que reflete diretamente no preço que você encontra nas lojas. Agora pensa em um livro capa dura, com marcador, brinde e ainda uma revista. Não tem como dizer que R$ 49,90 é um preço alto, certo? Muito livro brochura custa isso! 

Tem brinde!


Todo amante de livros também AMA um brinde, né? E o assinante do Intrínsecos não precisa se preocupar com isso. Junto do livro, a caixinha vem com brinde. Se você assinar até o dia 21 de agosto, além do brinde padrão da caixa, você ainda leva uma ecobag. Tá esperando o que, nénon?

Não precisa se preocupar com nada



Uma vez que você assina o Intrínsecos, você não precisa se preocupar com mais nada. Todo o mês você vai receber a sua caixinha, sem sair de casa e sem precisar ficar na frente do computador/celular pesquisando quais são as novidades da Intrínseca para adicionar na sua lista de desejados, afinal, eles já vão mandar um livro fresquinho pra sua casa. E já pensou na sensação de ser surpreendido com uma caixa exclusiva sem saber o que tem dentro? Demais, né?!

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Resenha 408 | Todas as coisas boas

E aí, galera, beleza?

Hoje a resenha é do novo livro do Matthew Quick, "Todas as coisas belas', lançado pela Intrínseca. Se você quer história sobre autoconhecimento, que debate até que ponde devemos nos adaptar ao que é esperado da gente, esse vai ser o seu livro do ano!

Título: Todas as coisas belas
Autor: Matthew Quick
Páginas: 272
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Depois de O Lado Bom da Vida, Matthew Quick cria romance para todos que desejam se encontrar Consagrado no Brasil com o best-seller O Lado Bom da Vida, Matthew Quick traz ao público jovem uma ode à liberdade, abordando as complexas questões de identidade que marcam a transição para a idade adulta. Aos 18 anos, Nanette O’Hare é a típica boa garota. No fundo, porém, ela nunca se sentiu realmente parte do grupo, sufocando em um permanente desconforto com diversas atitudes das amigas e com os padrões sociais. Mas tudo muda quando, no último ano do colégio, ela ganha um livro de seu professor preferido, o clássico cult O ceifador de chicletes, e fica fascinada com a mensagem de que ela pode ser de fato quem é. Nanette se torna amiga do recluso autor e se apaixona por Alex, um jovem poeta que também é fã do livro. Encantada com esse novo mundo que se abre, ela se permite, pela primeira vez, tomar as próprias decisões. No entanto, aos poucos Nanette percebe que a liberdade pode ser um desejo arriscado e começa a se perguntar se a rebeldia não cobra um preço alto demais.
Olhando de fora você diria que Nanette é uma garota normal. Não que ela tenha muitos amigos, mas ela joga futebol, é uma das melhores jogadoras. Sua melhor amiga é parte da equipe. No último ano do Ensino Médio e com a quantidade de gols que já fez, Nanette é uma candidata em potencial para garantir várias bolsas por desempenho esportivo em faculdades. Mas se você a conhecer por dentro, exatamente onde Matthew Quick nos leva em "Todas as coisas boas", você percebe que Nanette é não consegue ser ela mesma. Na verdade, ela nem sabe quem é de verdade e acaba agindo dentro daquilo que esperam que ela faça. 

Tudo muda quando ela ganha "O ceifador de chicletes" do seu professor preferido. Ele parecia ser a única pessoa que a entendia. Mas quando acaba de ler a obra, fica totalmente fissurada na história a ponto de procurar o autor. É aí que surge Booker, o nome por trás do "Ceifador de chicletes" e, com ele, Alex, um outro jovem fã do livro, imediatista e impulsivo, que vai tanto encantar quanto confundir ainda mais Nanette. 

Hora de confessar que eu estava com receio de ler o livro. Amei "O lado bom da vida", mas não curti tanto assim "A sorte do agora". Demorei muuuuito para terminar de ler e como ele foi a minha última experiência com o autor, estava com medo de "Todas as coisas boas" ser semelhante. Mas o resultado é que fiquei tão viciada em "Todas as coisas boas" quanto Nanette ficou com "O ceifador de chicletes". 

A trama fala de autodescobertas e da necessidade (ou não) de se encaixar dentro de certos padrões. Mas o que fez deste livro o meu novo xodózinho foi a construção da protagonista. Nanette é crível sem precisar apelar para exageros que tantos young/new adults adoram explorar. Suas inseguranças, aparentemente "comuns" a qualquer pessoa da mesma idade, são justamente o que fazem dela uma personagem tão incrível e tão digna por lutar para ser quem é.  A Nanette sou eu quando faço as coisas pensando em agradar mais a família que a mim mesma". A Nanette é você que acha que precisa emagrecer x quilos para ser mais atraente. Nanete é aquele amigo que precisa passar para um certo curso na faculdade porque os pais disseram que é isso que ele precisa fazer. Nanete pode ser qualquer um.

"Todas as coisas boas" reforçou aquilo que eu já sei: se descobrir pode ser assustador, doloroso e pode até ser sinônimo de solidão. Mas é extremamente necessário. E o belo mesmo é ser quem nós somos. 



Resenha 402 | Vejo você no espaço

Oi, gente, tudo bem?

Às vezes uma leitura leve com um protagonista super doce e inocente era tudo o que você precisava para esquentar o coração. "Te vejo no espaço" não apareceu na minha vida como um foguete -  o livro veio pelo Correio mesmo, infelizmente, o que significa que demorou para chegar - mas bastou eu começar a ler para me apaixonar.

Livro: Vejo você no espaço
Autor(a): Jack Cheng
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Livro cedido em parceria com a editora


Sinopse: Alex tem onze anos e adora o espaço sideral, foguetes, sua família e seu cachorro, Carl Sagan - uma homenagem a seu maior herói, o astrônomo autor de Cosmos e Pálido ponto azul. A missão de vida de Alex é enviar seu iPod dourado para o espaço, do mesmo jeito que Sagan (o cientista, não o cachorro) enviou os Discos de Ouro nas sondas Voyager, em 1977, com sons e imagens da Terra, a fim de mostrar aos extraterrestres como é a vida no nosso planeta. Por isso, Alex constrói um foguete. E por isso ele viaja do Colorado ao Novo México, de Las Vegas a Los Angeles, gravando tudo o que acontece pelo caminho. Ele encontra pessoas incríveis, gentis e interessantes, desencava segredos e descobre que, mesmo para um menino com uma mãe complicada e um irmão ausente, família pode significar algo bem maior do que se imagina.
Um livro tocante e delicioso sobre aprendermos a discernir realidade e aparências, Vejo Você No Espaço é uma lição de que família também se constrói e de que, com honestidade, força e amor, nos tornamos tão grandes quanto o próprio universo.
Alex é um menino de nove anos, mas com maturidade de treze. Apaixonado por Ciência e Astronomia, nomeou o seu cachorro de Carl Segan em homenagem ao seu "herói" astrofísico. Sozinho, ele montou um protótipo de foguete e se inscreveu em um campeonato de lançamento em outro Estado. Mas não é só isso. Alex grava frequentemente diversos áudios no "ipod de Ouro" narrando o seu dia-a-dia para que os seres inteligentes do espaço saibam o que acontece na Terra. A ideia é colocar o ipod dentro do foguete e enviá-lo para além da estratosfera! Sua mãe, com quem vive sozinho, já que o irmão mais velho foi morar na Califórnia e é agente, tem alguns "dias silenciosos", que é quando ela só fica deitada na cama e não gosta de falar com ninguém. Ela também sai para fazer caminhadas, às vezes longas, que podem durar o dia todo, às vezes mais curtas. Mas às vésperas do evento de foguetes, Alex sai sozinho de casa para lançar o seu projeto.  Ele só não sabia que no caminho farias vários amigos, se envolveria em algumas roubadas, perderia algumas coisas, mas encontraria outras igualmente especiais.


Alex é uma fofura. Super comunicativo e tão inocente quanto curioso. "Vejo você no espaço" era exatamente o que eu estava precisando, e não sabia, em um período meio cansativo na minha vida.

Boa parte da trama, contada de maneira informal, como se fosse um diário, é narrada pela perspectiva do menino, mas em alguns momentos ele empresta seu ipod para que outras pessoas também possam falar com os extraterrestres. Com Alex, cada descoberta é uma nova aventura e tudo se torna especial.

Se você busca uma história mais densa, não vai encontrar aqui. O autor não deixa pontas soltas, mas prefere não se aprofundar em algumas partes. Mas não tem problema, o que importa mesmo são as lições que aprendemos no fim do livro.

Conhecer Alex e acompanhar a sua rotina totalmente inusitada é também um exercício de percepção do que realmente importa na vida. O livro é para adolescentes e também para as crianças grandes como eu que, no auge dos 28 anos, ainda se emociona quando lê sobre família de sangue e de coração.

Comprem, leiam e venham me contar.


Resenha 397| Mais escuro

Oi gente, 

Aqui é a Fernanda e não sei se vocês sabem, mas eu sou loucamente apaixonada pela série 50 tons de cinza e eu não poderia deixar de trazer a resenha desse livro maravilhoso pra vocês. Só pra lembrar, hoje nos cinemas estreia o terceiro filme da trilogia, Cinquenta Tons de Liberdade. Quem vamos?

Título: Mais Escuro
Autor: E. L. James
Editora: Intrínseca
Páginas: 496
Cedido em parceria com a editora

E. L. James revisita Cinquenta Tons com um mergulho mais profundo e sombrio na história de amor que envolveu milhões de leitores em todo o mundo. O relacionamento quente e sensual de Anastasia Steele e Christian Grey chega ao fim com muitas acusações e sofrimento, mas Grey não consegue tirar Ana da cabeça. Determinado a reconquistá-la, ele tenta suprimir seus desejos mais obscuros e sua necessidade de controle absoluto, e disposto a amar Ana nos termos estabelecidos por ela. Mas os horrores de sua infância ainda o assombram, e, como se não bastasse, o chefe manipulador de Ana, Jack Hyde, claramente a quer. Será que o terapeuta e confidente de Grey, Dr. Flynn, poderá ajudá-lo a enfrentar seus demônios? Ou será que a possessividade de Elena, sua sedutora, e a devoção perturbada de Leila, sua ex-submissa, vão arrastá-lo para o passado? E se Christian vai reconquistar Ana, será que um homem tão sombrio e cheio de problemas espera mesmo mantê-la?

Mais escuro começa exatamente de onde Grey terminou, o livro nada mais é que 50 tons mais escuro pela versão do Christian. Talvez alguém diga que o livro foi desnecessário, mas eu discordo. Durante a leitura da trilogia eu sempre senti falta de ter uma noção do que o Grey estava pensando e de ter acesso a cenas em que ele não estava com a Ana. E Mais Escuro veio justamente para suprir essa necessidade. 

De certo que o livro é sim bem repetitivo, afinal são as mesmas cenas do segundo livro da trilogia, mas além disso, somos agraciados com cenas sobre o passado de Christian, memórias da infâncias, cenas durante o período em que foi submisso da Elena e por ai vai. 

Ao analisar como um todo, eu não sei se eu gosto mais da visão do Christian ou da Ana. Mas, acho que o Christian ainda leva a vantagem, estou adorando poder rever a história pelo ponto de vista dele, além do lado possessivo, ele é muito sarcástico e irônico, o que dá ao livro um toque que humor completamente necessário. 

Foi maravilhoso acompanhar algumas cenas icônicas pela visão do Grey, eu já tinha dado um Berro no outro livro e agora fiquei ainda mais satisfeita. 

Eu sempre fui apaixonada pelo Christian e eu realmente gostei dele nesse livro, mas em diversos momentos ele pensava uma coisas tão idiotas que eu tinha vontade de dar uns tapas na cara dele. Principalmente sobre a relação dele com a Elena, se quando eu li a trilogia eu já achava que ele era cego por não enxergar toda a situação, esse livro só me fez ter ainda mais certeza. Christian foi completamente deturpado pela Elena, não é possível. 

Se você acompanhou a trilogia, tenho certeza que vai amar ler Mais escuro e ver tudo pelos olhos do Christian. E se você nunca leu e quiser começar a ler tudo pela visão do Grey, também sinta-se a vontade, o resultado final será o mesmo. 


Meu livro preferido da trilogia é Cinquenta Tons de Liberdade, o último livro e confesso estar ansiosíssima para ler o livro pela visão do Grey. Nesse desfecho acontece muitas cenas importantes em que ele não esteve próximo a Ana e eu preciso muito saber o que aconteceu pelos olhos dele. 

Eu adorei essas capas novas para representar a versão do Christian, mas a melhor capa ainda é a de Grey. A revisão e diagramação impecáveis como sempre.

Como eu disse, o último filme da franquia estreia hoje e quem já vai correndo assistir levanta a mão? Estou em êxtase com esse lançamento e com grandes expectativas, mas ainda acho que o filme poderia ter sido dividido em duas partes, é muita coisa pra pouco tempo. Depois eu volto aqui com uma resenha do filme, ok? 







Resenha 393 | Amor & Gelato

Oi gente!

Aqui é Fernanda e hoje eu trouxe a resenha desse livro delicioso.

Título: Amor & Gelato
Autora: Jenna Evans Welch
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora

Depois da morte da mãe, Lina fica com a missão de realizar um último pedido: ir até a Itália para conhecer o pai. Do dia para a noite, ela se vê na famosa paisagem da Toscana, morando em uma casa localizada no mesmo terreno de um cemitério memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, com um homem que nunca tinha ouvido falar. Apesar das belezas arquitetônicas, da história da cidade e das comidas maravilhosas, o que Lina mais quer é ir embora correndo dali. Mas as coisas começam a mudar quando ela recebe um antigo diário da mãe. Nele, a menina embarca em uma misteriosa história de amor, que pode explicar suas próprias origens. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. Uma trajetória que fará Lina descobrir o amor, a si mesma e também aprender a lidar com a perda. Amor & gelato é uma deliciosa viagem pelos mais românticos pontos turísticos italianos, com direito a tudo de mais intenso que o lugar tem a oferecer: desde paixões até corações partidos.
Eu comecei a desejar esse livro quando descobri que ele se passava em Florença, um das cidades que eu mais quero conhecer no mundo, sou completamente fascinada pela Itália. Eu tinha certeza que iria me apaixonar por esse livro, não tinha como ser diferente. 

Amor & Gelato conta a história de Carolina, mais conhecida como Lina, uma jovem que acaba de perder a mãe, que faleceu vítima de um câncer. Lina agora tem a missão de realizar o último pedido de sua mãe, que ela fosse para a Itália conhecer seu pai. E quando ela menos espera, ela esta desembarcando na região da Toscana e morando numa casa que fica dentro de um cemitério que serve de memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial. 

Tudo ao redor de Lina é completamente encantador, mas ela só consegue pensar em um jeito de ir embora. Ao longo dos seus primeiros dias ela já vai arrumando motivos para adiar sua partida, aparentemente sua mãe deixou um antigo diário para ela, algo que pode explicar seu passado. Isso sem falar nos novos amigos que ela acaba de fazer Ren e Thomas, dois lindos meninos que começam a mexer com seus sentimentos. 



Esse livro foi uma leitura muito deliciosa, o meu maior sonho é conhecer a Itália, mais especificamente Veneza e Florença, e foi maravilhoso poder conhecer um pouquinho mais sobre Florença, confesso que anotei todos os pontos turísticos mencionados nos livros, alguns eu já conhecia por pesquisa própria, mas outros eu anotei para olhar depois. Me senti dentro da cidade, senti aquele frio na barriga toda vez que Lina ia conhecer algum lugar famoso. 

A narrativa é incrível, a leitura flui tão rápido que eu comecei a ler o livro de uma maneira muito despretensiosa, eu pretendia ler apenas algumas páginas antes de dormir, mas quando eu percebi já estava terminando o livro. Amei tudo, os personagens, a ambientação, o enredo criado, as amizades, as confusões. O livro é bem adolescente e ao mesmo tempo muito maduro.

Escrevo a resenha até com certa dificuldade, o livro teve tantas referências legais que é difícil não contar o livro inteiro. As histórias de amor presente no livro também me conquistaram e juro que eu não acharia ruim se ele tivesse o dobro de páginas, amei ler sobre o passado da mãe de Lina e por mim poderia ter muitos mais trechos. 

Enfim, é um livro muito incrível. Vale muito a pena conferir, é aquele tipo de livro que você vai ler em uma sentada. Apenas leiam esse livro e depois me contem. A capa é linda e tem tudo a ver com o livro.




Personagem da Vez | Daisy

Oi, gente, tudo bem?

Dando continuidade a semana especial "Tartarugas até lá embaixo", eu tinha prometido falar mais da Daisy e do porquê a considero a melhor personagem criada pelo John Green.

Preparados?

Ela e Aza se conheceram há muito tempo e são melhores amigas. Daisy Ramirez é totalmente nerd e isso é o que eu mais amo nela porque normalmente a cota de "personagem geek" é sempre ocupada por um homem. Já reparam? Mas nós também gostamos de jogar videogame, assistimos Star Wars, curtimos quadrinhos, lemos/escrevemos fanfics, certo? E a Daisy é tudo isso e mais um pouco. Ela é o elo da Aza com a realidade. Para quem não leu a resenha de "Tartarugas" (corre lá no post de segunda), Aza é a protagonista do livro e sofre com TOC, o que faz com que, muitas vezes, fique presa em seus próprios pensamentos - ou aspirais, como ela mesma chama. 

Isso tudo sem contar que Daisy é escritora. Ela é autora de várias fanfics pautadas na tórrida relação de amor entre Rey e Chewbacca. E, sim, ela coleciona fãs e é super conhecida no site em que publica suas histórias.


São de Daisy as melhores tiradas (como por exemplo "Parta corações, mas não quebre promessas"), as ideias mais doidas e aquela palavra sensata que você precisava ouvir mas ninguém teve coragem de dizer. Daisy é uma mescla de todos os personagens que John Green já criou, mas ainda melhor.

Para finalizar, sabe o que é engraçado? Fui pesquisar no Google algumas imagens de meninas nerds que pudessem ilustrar como eu imagino a Daisy. O que eu encontrei ao buscar "garota geek" ou "menina nerd" foi aquele padrão de menina com blusa pra dentro da calça, óculos fundo de garrafa, maria-chiquinha e aparelho. Mas eu imagino a Daisy confiante, sempre com uma blusa de HQs/desenhos com mensagens engraçadas, cabelo grande preparado para ser preso em um coque bem no alto da cabeça e sempre com uma mochila colorida nas costas. Não me lembro do John Green ter descrito a Daisy no livro, mas desde que li o sobrenome dela, a imagino com traços latinos, pele morena e cabelos bem pretos.

Resenha 392 | Tartarugas até lá embaixo

Oi, pessoal, tudo bem?

Nessa semana especial "Tartarugas até lá embaixo", nada melhor que começar com a resenha do livro. Já leram? Querem ler? Estão com medo? Eu conto tudo abaixo.

Livro: Tartarugas até lá embaixo
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Livro cedido através da parceria com a editora




Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo. A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Foram seis anos de espera por um novo livro daquele que encantou todo mundo com o seu "A culpa é das estrelas".Em "Tartarugas até lá embaixo" John Green fala sobre transtorno obsessivo-compulsivo ao nos apresentar Aza, uma adolescente de 16 anos que morre de medo de todas as bactérias que podem habitar o seu corpo ou daquelas que ela pode adquirir através do contato com outras pessoas. Constantemente ela se vê presa em uma enorme espiral onde se questiona se consegue ou não estar no controle de sua própria vida.

Para ajudá-la a conviver melhor com toda essa insegurança, Aza conta com a ajuda de Daisy (absolutamente a melhor personagem que John Green já escreveu. Vou detalhar melhor abaixo ou/e outro post) Daisy simplesmente escreve fanfics de Star Wars cujo casal principal é ninguém menos que Ray e Chewbacca (POIS É!!). Além da maravilhosa imaginação para escrever histórias na internet, é também de Daisy a ideia de tentar desvendar o desaparecimento de um milionário que estava prestes a ser preso. A recompensa para quem ajudar a encontrá-lo é grande e Daisy tem certeza de que ela e a sua melhor amiga conseguem encontrar alguma pista. 

Por trás dessa aventura, John Green mostra como o TOC pode afetar de diferentes formas o dia-a-dia de quem sofre com isso. Esse é um livro muito pessoal do autor, que também foi diagnosticado com transtornos obsessivos. Mas, se por um lado ele apresente o "problema", John Green também traz a solução ao mostrar que os nossos medos não devem ser capazes de paralisar nossas vidas.

Antissépticos, várias caixas de band-aid, um réptil neozelandês capaz de viver por séculos, referências nerds, o primeiro amor e várias lições de amizade pautam essa história que pode não ser a melhor do John Green, porém, com certeza, é a mais perturbadora.

Senti falta de diálogos memoráveis como os de "A culpa é das estrelas", por exemplo. Terminei o livro sem me lembrar de nenhuma frase marcante. Contudo, uma coisa é certa, a história da Aza é forte e é apresentada de uma forma muito crua (no sentido de falar de uma realidade sem nenhuma maquiagem) e sincera.

Toda a espera valeu a pena.



Vem por aí | Editora Intrínseca

Oi pessoal! Aqui é a Fernanda.

Sei que o assunto bienal já é coisa do passado, mas durante as semanas do evento nós fomos a um encontro da Editora Intrínseca e por lá conhecemos algumas novidades da editora.

Vem conferir os futuros lançamentos


Lançamento: 11/10/2017
Naomi, Rose, Leo e Red são adolescentes enfrentando aquela fase em que se relacionar no colégio é tão difícil quanto encarar os próprios problemas. Red tem uma mãe alcoólatra e um pai ausente; o irmão de Leo está na prisão; Rose usa sexo e drogas para mascarar traumas antigos e Naomi se esconde atrás de peruca e maquiagem pesada. Quatro adolescentes tão diferentes viram melhores amigos quando são obrigados a formar uma banda. O que era uma tarefa chata vira a famosa e popular Mirror, Mirror. Através da música, eles encontram um caminho para encarar o mundo de outra forma.Mas tudo desmorona quando Naomi some misteriosamente e é encontrada, dias depois, entre a vida e a morte. O acidente desestrutura a banda e, consequentemente, a vida de todos. A sólida relação de amizade que eles achavam estar construindo tinha uma rachadura, e tudo o que restam são dúvidas e vazios. O que aconteceu com Naomi? Foi um acidente ou um ataque? Por que ela fugiria e deixaria a banda para trás? Por que esconderia segredos dos seus melhores amigos? Para desvendar o mistério por trás dessa história, Red e os amigos entram em uma investigação que vai desenterrar seus próprios segredos obscuros e fazê-los confrontar a diferença entre o que eles realmente são de verdade e a imagem que passam para o mundo.

 Lançamento 10/10/2017
Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo. A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.

 Lançamento 29/09/2017
Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes, Douglas confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein. Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos. Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.
Mindhunter foi adaptado pela Netflix e em breve estréia. 

Lançamento: 03/10/2017
O destino dos mundos está de novo nas mãos de Magnus Chase. Será que ele vai conseguir derrotar Loki de uma vez por todas?
Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses. Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?


Lançado durante a bienal 
Para todos os garotos que já amei, P.S.: Ainda amo você e Agora e para sempre, Lara Jean são os três volumes de uma trilogia apaixonante que acompanha os altos e baixos da vida de Lara Jean Song, uma menina descendente de coreanos que guarda suas cartas de amor em uma caixa de chapéu que ganhou da mãe. Mas não são cartas escritas para ela, e sim por ela. Uma para cada garoto que Lara Jean já amou - cinco ao todo.
Escrevendo, a filha do meio da família Song - uma garota inteligente, planejada e responsável, que tem a receita do cookie perfeito - consegue abrir o coração e colocar em palavras tudo aquilo que não é capaz de dizer em voz alta. São palavras, afinal, que jamais serão lidas por ninguém. Quando, porém, essas cartas secretas são enviadas aos destinatários, a vida de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar. Algo, talvez, muito mais emocionante.

Resenha 383 | Geekerela

Oi gente!

É a Fernanda do Lendo e Esmaltando, estou aqui de novo para trazer uma resenha super legal.

Título: Geekerela
Autor: Ashley Poston
Páginas: 384
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: Um divertido romance que traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje. Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas. Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário. Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam.

Geekerela é uma releitura do clássico conto da Cinderela e dessa vez nos conta a história de Elle, uma jovem de perdeu seu pai e agora mora a madrasta e suas filhas. Elle é fã da série Starfiel e essa paixão pela série foi herdada do seu pai, que de tão fã até organizou uma exposição a ExcelsiCon. 

Starfield vai ganhar uma refilmagem no estilo hollywoodiano e Elle esta muito empolgada, mas sua animação vai por água abaixo quando ela descobre que seu personagem preferido, o Carmindor, será interpretado por Darien Freeman, um astro adolescente que não tem nada a ver com o perfil do personagem. 

A produção do filme anuncia um concurso de cosplay na ExcelsiCon, valendo um ingresso para o famoso baile da grande feira nerd e um encontro com o ator. Elle não pode resistir a essa oportunidade.

Esse livro me lembrou muito um dos meus filmes preferidos da adolescência, o filme A nova cinderela, estrelado pela Hilary Duff e Chad Michael Murray. É como se fosse o filme, só que com um toque Geek, o que deixou o livro muito bacana. 

Elle é a típica personagem da cinderela, sofre demais e nunca consegue dar um basta na situação. As vezes eu me irritava porque ela não tomava nenhuma atitude, se fosse eu não teria aguentado nem um 1/3 das coisas que ela aguentou, muito menos teria virado empregada doméstica de madrasta. Mas enfim, isso é a história da cinderela né mores?

Darien Freeman é um personagem muito legal, se encaixa perfeitamente com a Elle e adorei que ele teve atitude quando foi preciso. 



A narrativa desse livro é sensacional, comecei a ler um pouco e quando vi já estava na página cem, tive que me segurar muito para não passar a noite inteira lendo. Não espere encontrar algo diferente da história de cinderela, porque esse livro nada mais é que uma releitura, mas com algumas mudanças até que bem originais. 

Seria um ultraje eu comentar o que esse livro tem de diferente da história da cinderela ou seria um tremendo spoiler. Mas, só posso dizer que um das irmãs é bem diferente do que a história original e gostei muito dessa novidade que a autora nos trouxe. 

A leitura deixou bem claro o quando a autora foi cuidadosa com a criação do universo geek, ela pensou em cada mínimo detalhe sobre Starfield e durante a leitura eu já consegui imaginar todo aquele universo bem estilo Star Wars. Sem falar que todos os detalhes da ExcelsiCon foram tão bacanas de ler, consegui associar a Comic Con só que no livro é tudo mais Geek. Adorei a ideia no baile na feira, já quero uma novidade dessas. 

Resumindo, Geekerela foi uma excelente leitura, muito prazerosa e divertida. Já quero uma continuação da história de Elle e Darien. Amei demais e recomendo para todo mundo que é fã de Cinderela e também ama o universo Geek. 





Resenha | Pax

Oi, pessoal, tudo bem?

Título: Pax
Autor: Sara Pennypacker
Editora : Intrínseca
Páginas : 288
Livro cedido em parceria com a editora


Sinopse: Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos. Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.


Sabe a história do pequeno príncipe e a sua relação com a raposa? Então imagine essa história em meio a Segunda Guerra Mundial. É mais ou menos o que acontece com Pax. Peter tinha 7 anos quando perdeu a mãe e, desde então, o convívio com o pai tem sido difícil. O que alivia essa situação é Pax, sua raposa. O garoto e o animal são praticamente extensões do mesmo todo. Eles se completam e parecem sempre saber o que o outro está pensando.

Porém o pai de Peter é convocado para lutar durante a Segunda Guerra Mundial e o garoto precisa ir morar com o avô. O que significa ter que abandonar Pax. Se por um lado será difícil para Peter continuar sem o seu melhor amigo, a raposa também fica assustada longe da pessoa que sempre a protegeu. Pax nunca conheceu a floresta, então não sabe como agir diante dos perigos que ela pode apresentar.

O livro me soou como uma fábula sobre amizade. Uma caminhada de sacrifícios, de autoconhecimentos e uma lição de amor sem limite.  É daqueles infantojuvenis que levam uma lição para crianças e adultos, leitura para todas as idades.

A narrativa é feita em terceira pessoa, com capítulos intercalados entre Pax e Peter. Mas o ponto de vista da raposa é excepcional e consegue transmitir toda a inocência do animal.  A escrita da Sara também é muito boa. Acho que o principal desafio de um livro com dois narradores é diferenciar (e bem) quem está falando em cada capítulo. E isso Sara faz muito facilmente. 

No geral, “Pax” é levemente instável. Em alguns momentos a leitura se tornou um pouco arrastada e o final é corrido - e até previsível. Mas os ápices da história conseguem compensar. É impossível não se sensibilizar com a raposa, principalmente se você também tem um animal de estimação. Se eu tivesse que descrever esse livro com uma palavra seria: comovente. Ele conseguiu me tocar e me mostrar a pureza do amor incondicional e da confiança sem limites. 

Destaque também para a edição do livro. Capa dura e lindas ilustrações de Jon Klassen que deixam tudo ainda mais mágico. 

Resenha 379 | Belgravia

Oi, pessoal, tudo bem?

Hoje é dia de resenha!

Título: Belgravia
Autora: Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: Uma nova saga histórica, fascinante e irresistível, repleta de segredos e escândalos.
Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos.

Estamos diante de um romance histórico e o que me chamou a atenção no livro foi 1) ele é escrito por um homem, em meio à milhares de livros assinados por mulheres e 2) É do mesmo autor de Dontown Abby. Já que eu não vejo a série, vamos ler o livro do cara. 

A narrativa se passa na aristocracia londrina, com direito a muita gente metida que só está interessada no status e uma variedade de joguinhos de interesses.No olho deste furação, desta cidade que está vivendo a iminente ameaça de invasão de Napoleão, temos duas famílias: de um lado os Trenchard. Alice só quer ser aceita, mas apesar de ter nascido em uma família rica, não tem título de nobreza. De outro, Bronckenhurst. Edmund, o visconde Bellasis, um charmoso soldado, por quem Alice é apaixonada. 

Décadas se passam e entre as duas famílias só restaram mal-entendidos. Mas uma revelação pode mudar tudo.

O livro é fluido e o autor dá um bom panorama de como era a sociedade da época. Os personagens são bem construídos e a história tem várias reviravoltas. 

É um bom romance de época e me surpreendeu. Belgravia é um pouco diferente dos outros livros do gênero que costumamos ler. Talvez pelo autor ter uma experiência com televisão, ele consegue explorar um pouco mais os dramas. Esse é aquele livro que você consegue ver facilmente uma adaptação.

A edição tá linda demais e este é um daqueles livros que nenhum fã de romance de época pode perder.



Resenha 374 | A última carta de amor

Oi pessoal, tudo bem?

Seguindo o nosso especial sobre a Jojo Moyes junto da Intrinseca, hoje é dia de resenha de "A última carta de amor", livro relançado com uma capa super linda que me deixou encantada.



Título: A última carta de amor
Autor: Jojo Moyes
Páginas 384
Editora: Intrinseca
Livro cedido em parceria com a editora


Sinopse: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento, como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado, Ellie começa a procurar por "B", e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do próprio relacionamento. Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A Última Carta de Amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.
Lançado há algum tempo, antes mesmo de fazer o sucesso estrondoso que fez com Como eu era antes de você, “A última carta de amor” pode ter ficado um pouco esquecido pelos fãs. Mas recentemente a Intrínseca relançou o livro, com uma capa super linda, seguindo o design das demais obras da autora.
Como eu falei em outros posts, ainda não fui picada pelo mosquito “Jojolover”. Mas isso não impede de ler o que a autora escreve em busca do livro que seja “o meu número”. 

Uma coisa é certa: Jojo gosta de colocar o dedo na ferida. Então ela vai falar de uma mãe solteira, vai falar do comportamento das mulheres nos anos 40, vai falar de suicídio assistido e, no caso deste livro, vai falar sobre traição e, claro, sobre o amor (ou as formas de torná-lo mais visível).



De novo a autora vai lá no passado para contar a história de um casal. Desta vez trata-se de Jennifer, mulher de um rico empresário dos anos 60. Ela é o exemplo do “bela, recatada e do lar”, até se apaixonar por um jornalista. Eles passam a se comunicar através de cartas e são estas mensagens que conectam Jennifer com Ellie, no tempo presente. 

Ela namora um cara casado e é completamente apaixonada por ele. Ao procurar pautas para uma matéria jornalística, ela acaba encontrando uma carta de amor enviada à Jennifer e faz disto uma investigação para saber se o casal teve o seu merecido “final feliz”. 

Acho que o que a Jojo faz é uma inversão de valores, que nem sempre funciona comigo (vocês podem ver minha opinião nas resenhas anteriores, principalmente na de Como eu era antes de você que acho que é a polêmica deste humilde blog desatualizado hahahahha). No meu caso, concordei com as razões de Jennifer, mas não completamente com as de Ellie. Vai entender a minha cabeça pisciana?!























O questionamento do livro é: uma traição é uma traição se o seu relacionamento “extraconjugal” for o amor da sua vida? Não tiro o mérito da autora em escrever histórias tão palpáveis e tocantes. Admirei Jennifer pela sua coragem e determinação em nadar contra a corrente em plena década de 60 quando a mulher era tão inferiorizada. As cartas são absolutamente lindas!!!

O livro começou um pouco perdido, senti como se a autora estivesse dando informações soltas e me perguntava como ela iria linkar tudo depois. Foi a mesma sensação que eu tive com o Navio de noivas. Talvez a autora vá mais devagar quando o livro tem muitos personagens e pule na linha do tempo. Requer um pouco de paciência, pelo menos até as 50, 60 primeiras páginas. Depois tudo começa a fluir. 

Gostei do livro é uma história bem reflexiva, mas ainda não é o “meu livro”.




Resenha 373 | Navio das noivas

Oi pessoal, tudo bem?

Quem ama Jojo Moyes aí? Essa semana a Intrinseca preparou um especial sobre a autora e é a oportunidade perfeita para falarmos de "O navio das noivas". Quem já leu?

Título: O navio das noivas
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrinseca
Páginas: 384
Livro cedido em parceria com a editora



Sinopse: Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas.  Enquanto desbravam oceanos, os antigos amores e as promessas do passado parecem memórias distantes. Ao longo da viagem de seis semanas — apesar de permeada por medos, incertezas e esperanças — amizades são formadas, mistérios são revelados, destinos são selados e o felizes para sempre de outrora não é mais a garantia do futuro que foi planejado.

Jojo Moyes para mim ainda é uma incógnita. Já li quatro livros dela e só gostei mesmo de um (não, não foi "Como eu era antes de você", que é um dos livros que está na minha lista negra. Se quiser saber o porquê, clique aqui). Por isso, a cada livro novo dela que me apresentam, eu leio sem expectativa nenhuma, apenas torcendo para me decepcionar menos.

Foi aí que a Intrínseca lançou “O navio de noivas”. Uma sinopse legal, quatro protagonistas caracterizadas como “de personalidade forte”, um livro no período da Segunda Guerra... Ok, esse tinha elementos básicos que pudessem me interessar.

O prologo do livro começa em 2002, com uma avó e sua neta durante uma viagem para a índia. Até que elas entram em um estaleiro e a avó começa a contar sobre suas lembranças do passado. Cliché, mas a gente perdoa.


Na primeira parte, vamos pra a Austrália e conhecemos alguns personagens que irão conduzir a trama: Maggie, Avice, Jean e Frances.  Elas são totalmente diferentes entre si. A primeira vive em uma fazenda com o pai e os irmãos. A segunda é nascida em berço de ouro, uma típica filha da alta sociedade: esnobe, elitista, arrogante.  Jean é a boa praça, destemida, meio doidinha, mas sem malicia. E Frances é uma enfermeira com um passado sofrido.

Elas são apenas quatro das mais de 600 mulheres que embarcarão no HMS Victória, um porta aviões de guerra para irem ao encontro de seus noivos/maridos. Mulheres tão intensas e com ideologias diferentes dividirão a mesma cabine pelas próximas semanas, o que não vai ser fácil.




“O navio das noivas” e baseado na história da avó da Jojo. É uma bonita história, apesar do começo lento.  Claro que, das quatro mulheres, é meio difícil você gostar e se identificar com todas.  A Avice, por exemplo, sabe muito bem como ser insuportável.  A autora dá algumas reviravoltas na história, que me pegaram na baixa guarda.

É um livro também de percepção. A autora soube ingressar bem no universo daquela época. Mulheres sem direito a opinião, submissas. As personagens são reais e bem caracterizadas. A autora aposta naquela combinação drama e romance que funcionou muito bem.

Ainda não me considero do time das JojoLovers e nem posso dizer que “O navio das noivas” entrou para os meus favoritos. Mas é uma leitura que eu recomendo e que vai agradar e surpreender os fãs e os nem tão fãs, como eu!






Resenha 368 | Temporada de acidentes

Oi pessoal, tudo bem?

Sabe quando um livro te surpreende tanto que você quer contar sobre ele para todo mundo? Pois é. Este é "Temporada de acidentes". Sério, vocês precisam ler. Mas, primeiro... leiam a resenha e deixem essa blogueira feliz.

Título: Temporada de acidentes
Autor: Moïra Fowley-Doyle
Editora: Intrinseca
Páginas: 256
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo. A temporada de acidentes vai começar. Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores. No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal? Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.
É sempre em outubro. Este é um mês que requer cuidado redobrado para Melanie e sua família. Ela já perdeu muitos parentes neste período e teme que o pior aconteça com suas filhas Cara, Alice e seu filho postiço Sam. Por isto outubro é considerado "a temporada de acidentes". Sem saber o que vem pela frente, Cara e seus irmãos buscam diariamente sobreviver aos desastres iminentes.Eles até que tentam levar uma vida "normal", mas todos do colégio acham a família de Cara esquisita. A amizade com Bea também não ajuda. Ela joga cartas e é tida como "bruxa" pelos alunos. É Bea, aliás, quem alerta sobre o perigo desta temporada, que promete ser "a pior de todas".

Logo de inicio adianto que o livro é super bacana. A premissa é o máximo: um mês onde coisas terríveis acontecem. Como? Porque? É isto que a autora Moïra vai costurando ao longo da leitura. O ritmo é fluido, daqueles que você vai se envolvendo no decorrer das páginas.


Boa parte da narrativa é feita pela perspectiva de Cara. Ela é criativa e tem uma forma própria de ver o mundo.  Ela consegue ir além do óbvio. É difícil para a jovem ter uma vida como a dos outros. Mas ela não perde a sua fé. Ela acredita e vai atrás de uma justificativa para a temporada de acidentes.

Seria injusto falar apenas de Cara quando todos os personagens tem o seu brilho. É impossível não se sensibilizar com os dramas, não torcer para que tudo dê certo e suspirar com um romance tão lindo e tocante. 

Outro trunfo da leitura é a inserção de tabus a serem debatidos. A autora trata tudo de forma lúdica e com grande sensibilidade. O livro é bem mais do que aparenta e isso é sensacional. Pude refletir bastante e sair do senso comum. 

"Temporada de acidentes" beira a poesia, é a união perfeita entre a fantasia e realidade. A autora escreve muito bem e abusa das metáforas. Não é aquele texto pobre e cheio de clichés. Ela conduz muito bem a história, sem perder o seu fio condutor. Envolve o leitor nos mistérios que estão por trás da temporada de acidentes. Alguns fáceis de serem deduzidos, outros nem tanto. 

No final, o livro me lembrou bastante Mentirosos, não só pelas semelhanças na escrita de ambas as autoras, como em alguns rumos que as histórias tomaram.