Oi gente, tudo bem?
Eu sou a Mari Sacramento, do blog
Cantinho de Leitura da Mari e, à convite da Kel, fui representando o blog Por uma Boa Leitura na cabine de imprensa do filme Trumbo - A Lista Negra, realizada pela Editora Intrínseca na quinta-feira, dia 14/01. Eu sou apaixonada por cinema e agradeço a oportunidade de assistir o filme em primeira mão.
Título: Trumbo
Direção: Ray Roach
Elenco: Bryan Cranston, Michael Stuhlbarg, Diane Lane, Elle Fanning, Diane Lane
Distribuidor: California Filmes
Lançamento: 28 de janeiro de 2016 (2h4min)
Sinopse: O roteirista Dalton Trumbo (Bryan Cranston) tem uma história singular em Hollywood: apesar de ter escrito algumas das histórias de maior sucesso da época, como A Princesa e o Plebeu (1953), ele se recusou a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas do congresso e acabou preso e proibido de trabalhar. Mesmo quando saiu da prisão, Trumbo demorou anos para vencer o boicote do governo, sofrendo com uma série de problemas envolvendo familiares e amigos próximos.
Quem não conhece, mesmo que apenas de ouvir falar, filmes clássicos como Spartacus, com Kirk Douglas e A Princesa e o Plebeu, com Audrey Hepburn? Esses e outros filmes têm algo em comum: o roteirista. Ambos foram escritos por Dalton Trumbo, um roteirista americano que, conforme mostra no filme, era um dos melhores de Hollywood em sua época, mas que, após se filiar ao Partido Comunista, foi inserido na Lista Negra.
A Lista Negra era composta por nomes que tinham alguma ligação com o comunismo, Trumbo e outros nove roteiristas e diretores de cinema foram interrogados, presos e sofreram boicotes por todos os lados. Qualquer pessoa que ousasse contrata-los era cortada das produções hollywoodianas.
Eu adorei o filme e, principalmente, a atuação de Bryan Cranston que, inclusive, está concorrendo ao Oscar de melhor ator por sua participação em Trumbo. Ele soube passar a emoção nas várias fases da carreira do roteirista, principalmente no tempo em que passou preso e na fase pós-prisão, onde Trumbo buscou se reerguer no meio cinematográfico. Apesar do drama, o filme teve sacadas que arrancou sorrisos de muitos na sala do cinema, eu mesma me peguei sorrindo algumas vezes.
Em meio à Guerra Fria e a debates sobre a liberdade de expressão e a primeira emenda da constituição americana, Trumbo se viu obrigado a utilizar de pseudônimos e a escrever por valores bem abaixo do que estava acostumado à cobrar pelos seus roteiros. Viu seus filmes receberem o Oscar da sala de sua casa, sem poder usufruir dos créditos por eles.
Eu gosto muito de biografias e saí do cinema com vontade de ler o livro, que foi lançado pela Intrínseca no dia 14 de janeiro. Para quem também se interessou, segue a sinopse do livro de Bruce Cook, retirada do
Skoob.
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"Em 1947, o jornal The Hollywood Reporter divulgou uma série de nomes de vários profissionais do cinema americano supostamente envolvidos com o comunismo. Todos os olhares do Congresso dos Estados Unidos se voltaram para a possibilidade de comunistas e simpatizantes estarem sutilmente instilando sua propaganda nos filmes de Hollywood. Dez pessoas foram intimadas a depor no Comitê de Atividades Antiamericanas – um grupo depois conhecido como os “Dez de Hollywood” –, e o roteirista Dalton Trumbo era seu principal nome.
Radical à própria maneira, franco e irônico, membro do Partido Comunista, Trumbo recusou-se a entregar qualquer informação. Foi julgado, declarado culpado por desacato ao Congresso e preso, em 1950. Começara a caça às bruxas da era McCarthy, e depois de cumprir pena Trumbo estava na lista negra de centenas de profissionais banidos de trabalhar para os grandes estúdios. Atuando por trás das câmeras, por quase uma década viveu de produzir roteiros clandestinamente, a preços medíocres, até que dois Oscars depois, e com o esvaziamento do macarthismo, Trumbo se tornou o primeiro integrante da lista a ser novamente creditado em uma produção, abrindo caminho para o fim definitivo da caça às bruxas em Hollywood.
Trumbo é uma biografia franca de uma figura exuberante, que esteve no epicentro de um dos períodos mais tumultuados da história americana recente. Apesar da notoriedade como escritor e do apogeu como o mais bem pago roteirista de sua época, criador de épicos como A princesa e o plebeu, Exodus, Spartacus e Papillon, nenhuma das criações de Dalton Trumbo é capaz de rivalizar com sua própria história."
O filme estreia no final no mês de janeiro e eu pretendo voltar ao cinema para assistir mais uma vez e, claro, estarei torcendo por Bryan Cranston no Oscar, a atuação dele realmente me impressionou. Indico a todos!
Mais uma vez agradeço a Kel e a Editora Intrínseca pela oportunidade.
Até a próxima.
Com carinho,