E aí, galera, tudo bem
Ahh a dor e a delicia de ver nosso livro queridinho virar filme. A gente morre de amores, mas também se treme de medo de excluírem aquela cena preferida, de mudarem as características dos personagens... Claro que como fãs a gente sabe que não dá para colocar tudo em 2h de filme, mas bem que gostaríamos, né?
Quando descobri que "A menina que roubava livros" ia virar filme, a minha primeira preocupação foi com a morte, por mais estranho que isso possa soar, rs. Para mim, a narrativa em terceira pessoa feita pela morte é um dos diferenciais da história (afinal foi por isso que comprei o livro para começo de conversa) e tive medo do filme ficar descaracterizado caso eles optassem por ignorar essa parte. Mas eu amei o cuidado em manter a nossa narradora mórbida, apesar de no filme a voz ser masculina quando é descrita como feminina.
No geral, "A menina que roubava livros" funciona muito bem como filme, os atores são excelentes e exatamente como eu imaginava. É verdade que o livro é mais cruel nas descrições da Segunda Guerra e em como esse momento afetou as pessoas. Ler as partes em que os vizinhos precisam se esconder dos bombardeios me deixava claustrofóbica. No filme é menos denso. Ele também anemiza o temperamento de Liesel, principalmente quando ela chega ao seu novo lar. Mas não são pontos que me incomodaram.
O que mais senti falta foi de um melhor desenvolvimento da relação entre Liesel e a mulher do prefeito. A relação delas vai crescendo gradativamente ao longo do livro e isso é muito importante no final. Outro ponto é a forma como Max aparece na história, achei que ficou um pouco jogado.
No mais, o filme é muito bom e o final me deixou tão emocionada quanto no livro.

