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A menina que roubava livros: filme x livro

E aí, galera, tudo bem

Ahh a dor e a delicia de ver nosso livro queridinho virar filme. A gente morre de amores, mas também se treme de medo de excluírem aquela cena preferida, de mudarem as características dos personagens...  Claro que como fãs a gente sabe que não dá para colocar tudo em 2h de filme, mas bem que gostaríamos, né?  



Quando descobri que "A menina que roubava livros" ia virar filme, a minha primeira preocupação foi com a morte, por mais estranho que isso possa soar, rs. Para mim, a narrativa em terceira pessoa feita pela morte é um dos diferenciais da história (afinal foi por isso que comprei o livro para começo de conversa) e tive medo do filme ficar descaracterizado caso eles optassem por ignorar essa parte. Mas eu amei o cuidado em manter a nossa narradora mórbida, apesar de no filme a voz ser masculina quando é descrita como feminina.

No geral, "A menina que roubava livros" funciona muito bem como filme, os atores são excelentes e exatamente como eu imaginava. É verdade que o livro é mais cruel nas descrições da Segunda Guerra e em como esse momento afetou as pessoas. Ler as partes em que os vizinhos precisam se esconder dos bombardeios me deixava claustrofóbica. No filme é menos denso. Ele também anemiza o temperamento de Liesel, principalmente quando ela chega ao seu novo lar. Mas não são pontos que me incomodaram.

O que mais senti falta foi de um melhor desenvolvimento da relação entre Liesel e a mulher do prefeito. A relação delas vai crescendo gradativamente ao longo do livro e isso é muito importante no final. Outro ponto é a forma como Max aparece na história, achei que ficou um pouco jogado. 

No mais, o filme é muito bom e o final me deixou tão emocionada quanto no livro. 

Especial A menina que roubava livros

Oi, galera, tudo bem?

A gente se ausenta por um mês, mas quando volta já lança logo um especial! E essa semana vamos falar de "A menina que roubava livros", o primeiro livro da minha coleção!



E eu preciso confessar que meu amor pela Liesel começou beeeem lá no inicio. "A menina que roubava livros" foi publicado no Brasil há 11 anos. Mas acredita que eu me lembro exatamente de quando ele foi lançado? Isso porque o livro estava em destaque na livraria e a capa me chamou a atenção o suficiente para me fazer ler a sinopse e depois a orelha. Essa foi uma das poucas vezes em que eu me senti tão interessada em uma obra que eu nunca tinha ouvido falar. Normalmente já chego na livraria com um objetivo e não compro livro sem recomendação. 

A verdade é que eu achei a sinopse meio mórbida. Aliás, eu sei o texto da contracapa de cabeça "Quando a morte conta uma história, você tem que parar para ler".  Li a orelha e decidi comprar com o pouco do dinheiro que tinha restado da minha mesada!

Li "A menina que roubava livros" pela primeira vez aos 17 anos. Não poderia ter amado mais! Estava na época de vestibular, então o livro conseguiu me distrair de toda a pressão de passar em uma faculdade. Naquela época eu não conseguia ler muito por causa do ritmo de estudos.  Reli aos 25 e percebi que eu tinha me engano. Eu podia, sim, amar ainda mais "A menina que roubava livros". Ao voltar para o universo de Liesel, eu pude assimilar melhor a história, absorver mais detalhes.

E você, já leu "A menina que roubava livros"?  Conta aí a sua experiência