Dica | Cupom de desconto para livros novos

E aí, galera, tudo bem?



O ano já começou e as leituras também. E como fã de livro não resiste a uma promoção, queria indicar para vocês o site CUPOM VÁLIDO . Vocês conhecem? O site é super confiável e oferece descontos para mais de 400 lojas, entre elas, claro, livrarias como Amazon, Saraiva e sites como Submarino, Americanas e Carrefour

O site é bem intuitivo e muito fácil de mexer. Abaixo coloquei alguns prints para explicar melhor como funciona! Basta acessar o site do CUPOM VÁLIDO e logo de cara você vai ver um carrossel com as lojas participantes. Clique na sua loja de preferência! Eu escolhi a Amazon.



Na página seguinte você verá uma série de cupons disponíveis. No caso da Amazon, tem cupons para o Kindle, ebooks, para descontos nos 100 mais vendidos do site...  Eu escolhi o cupom de livros com até 80% de desconto. 



Clicando no link, ele te direciona diretamente para o site da Amazon e já te mostra os produtos com desconto. Aproveitei e comprei um livro que eu estava doida para ler "O conto da Aia", já leram? Eu adorei a série e tô doida para me aprofundar melhor na história. 



Mas atenção na dica. Alguns cupons do CUPOM VÁLIDO precisam ser inseridos diretamente na página de pagamento, quando você for encerrar o pedido. Veja a imagem abaixo e repare que alguns cupons aparecem como "Clique para ver" e outros, como o cupom que eu usei, aparece como "clique para ativar".  Nos cupons escritos "clique para ver", aparecerá um popup com o código para ser inserido manualmente na hora da compra. 



É isso, galera. Curtiram a dica? Boas compras!!!

A menina que roubava livros: filme x livro

E aí, galera, tudo bem

Ahh a dor e a delicia de ver nosso livro queridinho virar filme. A gente morre de amores, mas também se treme de medo de excluírem aquela cena preferida, de mudarem as características dos personagens...  Claro que como fãs a gente sabe que não dá para colocar tudo em 2h de filme, mas bem que gostaríamos, né?  



Quando descobri que "A menina que roubava livros" ia virar filme, a minha primeira preocupação foi com a morte, por mais estranho que isso possa soar, rs. Para mim, a narrativa em terceira pessoa feita pela morte é um dos diferenciais da história (afinal foi por isso que comprei o livro para começo de conversa) e tive medo do filme ficar descaracterizado caso eles optassem por ignorar essa parte. Mas eu amei o cuidado em manter a nossa narradora mórbida, apesar de no filme a voz ser masculina quando é descrita como feminina.

No geral, "A menina que roubava livros" funciona muito bem como filme, os atores são excelentes e exatamente como eu imaginava. É verdade que o livro é mais cruel nas descrições da Segunda Guerra e em como esse momento afetou as pessoas. Ler as partes em que os vizinhos precisam se esconder dos bombardeios me deixava claustrofóbica. No filme é menos denso. Ele também anemiza o temperamento de Liesel, principalmente quando ela chega ao seu novo lar. Mas não são pontos que me incomodaram.

O que mais senti falta foi de um melhor desenvolvimento da relação entre Liesel e a mulher do prefeito. A relação delas vai crescendo gradativamente ao longo do livro e isso é muito importante no final. Outro ponto é a forma como Max aparece na história, achei que ficou um pouco jogado. 

No mais, o filme é muito bom e o final me deixou tão emocionada quanto no livro. 

Especial A menina que roubava livros

Oi, galera, tudo bem?

A gente se ausenta por um mês, mas quando volta já lança logo um especial! E essa semana vamos falar de "A menina que roubava livros", o primeiro livro da minha coleção!



E eu preciso confessar que meu amor pela Liesel começou beeeem lá no inicio. "A menina que roubava livros" foi publicado no Brasil há 11 anos. Mas acredita que eu me lembro exatamente de quando ele foi lançado? Isso porque o livro estava em destaque na livraria e a capa me chamou a atenção o suficiente para me fazer ler a sinopse e depois a orelha. Essa foi uma das poucas vezes em que eu me senti tão interessada em uma obra que eu nunca tinha ouvido falar. Normalmente já chego na livraria com um objetivo e não compro livro sem recomendação. 

A verdade é que eu achei a sinopse meio mórbida. Aliás, eu sei o texto da contracapa de cabeça "Quando a morte conta uma história, você tem que parar para ler".  Li a orelha e decidi comprar com o pouco do dinheiro que tinha restado da minha mesada!

Li "A menina que roubava livros" pela primeira vez aos 17 anos. Não poderia ter amado mais! Estava na época de vestibular, então o livro conseguiu me distrair de toda a pressão de passar em uma faculdade. Naquela época eu não conseguia ler muito por causa do ritmo de estudos.  Reli aos 25 e percebi que eu tinha me engano. Eu podia, sim, amar ainda mais "A menina que roubava livros". Ao voltar para o universo de Liesel, eu pude assimilar melhor a história, absorver mais detalhes.

E você, já leu "A menina que roubava livros"?  Conta aí a sua experiência

Lançamento do livro "Héracles e Tórr"


Se você é do Rio de Janeiro, você não pode perder o lançamento de “Héracles e Tórr – o legado do trovão e o trono unívoco”, do autor M.K Greece, amanhã (29/09) no Tijuca Tênis Clube. O livro é repleto de aventura, onde os heróis terão que viajar para outros mundos, até entre as tramas do tempo, para encontrar deuses e outros heróis que possam ajudá-los a superar o que lhes parece ser impossível.



Programação:
19:30h - abertura do evento
20h - show com Lica Tito e Carol Faria.
20:30h - bate papo com o autor M.K. Greece
21h - sessão de autógrafos e buffet

Informações:
Local: Tijuca Tênis Clube - Rua Conde de Bonfim, 451
Teatro Henriqueta Brieba
Horário: 19:30h
Evento gratuito
Classificação: 15 anos
Preço de capa; R$ 35,00

Inscrições abertas para nova antologia da The Books Editora

Sempre quis escrever mas não sabe por onde começar? Talvez o tema dessa antologia vá te inspirar, principalmente se você gosta de animais!

A The Books Editora, organizada pela Raquel Machado e Simone Soares, está selecionando textos para a sua nova antologia. Se você ficou interessado, preste atenção nas regras abaixo:

Informações básicas:
Data limite inscrição: 10/10/18
Número de páginas: Mínimo 8 Máximo 12
Taxa: R$200,00 (o autor receberá 5 livros)



Maiores informações podem ser vistas no edital:
Clique aqui

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Qualquer dúvida podem enviar e-mail para: antologiamascotes@gmail.com.

Resenha | No Tempo dos Feiticeiros

Oi gente, aqui é Fernanda

Hoje eu trouxe pra vocês a resenha de um livro super legal, da mesma autora de Como treinar o seu dragão.

Título: No tempo dos feiticeiros
Autor: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Livro cedido em parceria com a editora




No Tempo dos Feiticeiros mostra a guerra entre duas tribos: os feiticeiros, que eram mágicos, e os guerreiros, que não eram. Esta é a história de Xar, um menino feiticeiro cujos poderes ainda não despertaram, e de Desejo, uma menina guerreira cujo maior sonho é ser reconhecida pela mãe. Xar e Desejo foram ensinados a odiar um ao outro, mas terão que superar as diferenças e enfrentar um mal que pode destruir seus lares.


De um lado vamos conhecer Xar, filho caçula do Rei Encanzo, o grande líder dos feiticeiros. Xar vem enfrentando um grande problema, sua magia ainda não despertou e ele se sente muito inferior em relação aos outros do grupo. Xar resolve que precisa caçar uma bruxa, para que então possa roubar seus poderes, mas o maior problema é que bruxas estão praticamente extintas, será quase impossível achar uma, só que ele não está disposto a desistir. É nessa busca que ele vai acabar se deparando com Desejo. 


Desejo é filha da Rainha Sicórax, que comanda o grupo dos guerreiros. Desejo tem que lidar constantemente com o fato de que sua mãe a acha fraca para uma guerreira. A rainha é uma mulher muito rígida e gosta de apontar os defeitos na filha, vive criticando-a. Desejo precisa do reconhecimento da mãe, isso é tudo o que ela mais quer e nada vai impedi-la da conseguir. 

Xar e Desejo são historicamente de tribos inimigas, mas os dois possuem um mesmo objetivo e vão enfrentar todos os perigos juntos. 

No tempo dos feiticeiros é um livro maravilhoso, não só em sua história, mas também em seu projeto gráfico, é repleto de ilustrações feita pela própria Cressida Cowell, o que só deixou o livro ainda mais interativo e prazeroso. Foi uma leitura extremamente rápida, as quatrocentas páginas praticamente voaram diante dos meus olhos, quando eu percebi já estava chegando ao final.

A narrativa da Cressida esta ainda melhor do na série Como treinar o seu dragão. Vale ressaltar que esse é um livro infanto-juvenil, então é uma história criada para esse público, você tem que ter isso em mente antes de ler. Não é uma fantasia madura, mas é um livro que nos ensina boas lições. Lições sobre como é importante manter nossa essência, aceitar quem somos, independente de opiniões alheias, sobre a busca constante por reconhecimento.

Adorei toda a ambientação criada pela autora, o enredo muito original e os personagens divertidos.  Foi impossível seguras as gargalhadas. Me lembrou o sucesso que foi a outra série e tenho certeza que essa também será. É impossível não se encantar por Xar e Desejo.

Estou curiosa e ansiosa pela continuação. Foi uma leitura ótima, surpreendente e altamente recomendável para qualquer público. 





Cinco motivos para assinar o Intrínsecos

Oi, galera, tudo bem?

Quem esteve na Bienal de São Paulo ou é um seguidor fiel das redes sociais da Intrínseca já está sabendo dessa novidade. O Intrínsecos é um clube de assinatura da editora Intrínseca que está comemorando 15 anos de mercado. Os planos são mensais (R$ 54,90) ou anuais (R$ 49,90) e o leitor recebe em casa uma edição exclusiva (e com brindes, claro). Se você ainda tem duvidas se vale a pena se aventurar por mais esse clube de assinatura, aqui vão cinco motivos pelos quais você deve, SIM ser um Intrínseco. 

A edição é exclusiva (E EM CAPA DURA)


Sabe aquele livro capa dura que você fala: poxa, vida, queria um desses? Pois é. Você pode ter em casa. E o melhor é que o projeto vai ser exclusivo. Funciona assim: os livros do Intrínsecos serão lançados pela editora, sim. Mas quem for assinante, recebe uma cópia meses antes do livro estar disponível nas lojas. Ou seja, o livro é inédito, o que significa que não corre o risco de você já ter um  exemplar em casa e, além disso, você vai ler antes de muita gente! O projeto gráfico é exclusivo para o clube de assinaturas e ainda será em capa dura, com direito àquelas fitinhas para marcar a página e tudo. Quantos livros assim você tem em casa? Com o Intrínsecos você vai poder ter pelo menos 12, se você  fizer o plano anual =P. 

O livro do mês é escolhido pela equipe da Intrínseca


Já pensou que moral é receber em casa um livro escolhido com muito amor pela equipe da Intrínseca? Pois é! A equipe é tão dedicada que farão pessoalmente a curadoria do conteúdo que chega na sua casa. Todo o mês eles escolherão uma aposta para ser enviado aos assinantes. O mais legal é que você terá em casa livros de vários gêneros, sempre com alta qualidade, para variar ainda mais as suas leituras. Você poderá conhecer autores novos ou ter uma edição exclusiva daquele seu autor preferido. UM LÓSHO SÓ! 

Não é caro!


Já parou para pensar em quanto custa um livro capa dura? Ele requer mais cuidado, tem um custo de produção mais elevado, um material mais resistente, o que reflete diretamente no preço que você encontra nas lojas. Agora pensa em um livro capa dura, com marcador, brinde e ainda uma revista. Não tem como dizer que R$ 49,90 é um preço alto, certo? Muito livro brochura custa isso! 

Tem brinde!


Todo amante de livros também AMA um brinde, né? E o assinante do Intrínsecos não precisa se preocupar com isso. Junto do livro, a caixinha vem com brinde. Se você assinar até o dia 21 de agosto, além do brinde padrão da caixa, você ainda leva uma ecobag. Tá esperando o que, nénon?

Não precisa se preocupar com nada



Uma vez que você assina o Intrínsecos, você não precisa se preocupar com mais nada. Todo o mês você vai receber a sua caixinha, sem sair de casa e sem precisar ficar na frente do computador/celular pesquisando quais são as novidades da Intrínseca para adicionar na sua lista de desejados, afinal, eles já vão mandar um livro fresquinho pra sua casa. E já pensou na sensação de ser surpreendido com uma caixa exclusiva sem saber o que tem dentro? Demais, né?!

Corre, assina logo!
Clica aqui


Amsterdã, uma surpresa na Europa

Oi pessoal, tudo bem?

Tem tempo que não falo de viagem por aqui. Vocês já foram a Amsterdã? Já pensaram em visitar a cidade? Porque, sinceramente, eu nunca tinha pensado, e ela só apareceu no meu roteiro porque era lá a chegada mais barata na Europa. No fim, a cidade me surpreendeu e muito! Listei aqui alguns lugares essenciais para visitar na cidade. Entre, eles, claro, a indispensável Casa de Anne Frank que, com certeza, vai ser um dos lugares mais emocionantes que você irá conhecer na vida.

Chegamos na cidade e nos hospedamos bem perto da praça dos museus. Para mim, o lugar foi o ideal. Nosso hotel foi o Aalders: limpo, muito bem localizado, confortável e numa rua super tranquila. O fato dele ser tão pertinho da praça dos museus ajudou na missão de tirar uma foto no famosíssimo I amsterdam. As letras mais parecem um formigueiro de gente. Mas, se você quer uma foto só sua, temos duas opções: procurar os outros letreiros que se espalham pela cidade (sim, existem outros dois itinerantes, mas você tem que ficar de olho para descobrir onde eles estão), ou basta acordar cedo e ir lá. Fomos 7: 30 da manhã e foi super tranquilo. Tinham outras três pessoas mas nos revesamos super na boa para tirar nossas fotos. Aproveitamos e comemos nas barraquinhas que ficam no entorno da praça. Aliás, não dá para ir para Amsterdã e não comer um stroopwafel feito na hora. Ele é uma especie de Wafflel, mais fino e mais crocante, recheado com caramelo. Nas feiras de rua você ainda consegue colocar toppens: chocolate, m&ms, etc.



Já que acordamos cedo, ficamos na fila para o Museu do Van Gogh. Sim, tem fila desde cedo e os ingressos esgotam que é uma beleza. Ele funciona todos os dias a partir das 9h e o ingresso custa 18 euros. Reserve pelo menos umas 2 horas para o museu. As obras do pintor são lindas e merecem ser admiradas com calma. 

De lá, fomos para uma feira de rua chamada Albert Cuyp Market: É lá que você vai encontrar lembrancinhas, gorros, luvas, cachecóis, e, claro, comidas tipicas, como mais stroopwafel. A feira é enorme. Para chegar lá pegamos um tran, que são os famosos "bondinhos" de Amsterdã. Eles são super funcionais e pontuais. Não deixa de ser uma característica de Amsterdã e um "passeio turístico". Não andamos de bike, que aliás é outra coisa que tem muito por lá (Bruno não sabe andar), fizemos tudo de tran. 

Vocês não podem deixar de terminar o dia no Adam Lookout. É o maior prédio de Amsterdã e no topo dele tem o balanço mais alto da Europa. Que tal se balançar com a cidade inteira aos seus pés? Prepare-se pro frio e para a fila. Para chegar lá tem uma balsa gratuita na estação central. E existem alguns combos que dão direito a entrada no prédio. Você pode juntar com a Fábrica da Heineken, por exemplo. Mas como fomos no fim da tarde, acabamos comprando o combo que dava direito a dois drinks. 

Andar no balanço em si é pago, você paga para entrar no prédio como um rooftop. Mas o balanço é "barato" (máxima do quem converte não se diverte) e você paga a mais 3 euros. A sensação é incrível. Pegamos exatamente o pôr do sol de inverno de Amsterdã. O metal do balanço estava um gelo, mas foi maravilhoso. Se vocês quiserem uma experiência diferente, não deixem de fazer esse passeio.


E por falar na Heineken, cerveja cuja sede está em Amsterdã, o tour de lá é bem bacana, mas costuma fechar cedo, então fica ligado. Normalmente fecha 17:30. 

Para você que gosta de literatura, Amsterdã também foi feito para você. Eu não pude deixar de conferir o banquinho de ACEDE que, sim, é apenas um banco como vários outros idênticos na beira dos canais de Amsterdã, mas foi ali que o Ansel e a Shailene sentaram. Hoje em dia o banco é cheio de declarações de amor e cadeados de namorados. Tirei minha foto que ficou quaaaaaase parecida com a do filme e seguimos viagem. 


Aliás, o legal de Amsterdã é justamente andar por aí sem rumo, com calma, observar os canais (faça um passeio pelos canais! É bem bacana. O condutor é o guia e vai te contando várias curiosidades da cidade, principalmente que envolvem o período da Segunda Guerra). 

Foi saindo desse passeio de barco que descemos em frente a casa de Anne Frank. Se você pretende (e precisa!) ir lá, deve comprar antecipadamente pela internet para evitar dor de cabeça.


A casa funcionava também o trabalho de Otto Frank, pai de Anne e por algum tempo foi o local onde a família e mais quatro judeus se esconderam. Das oito pessoas, apenas Otto sobreviveu A casa é um dos museus mais visitados de Amsterdã. São milhões de visitantes por ano que mantém viva a memória de Anne. O audio-guia do museu é super explicativo. Tem em português também. Você passeia por cada cômodo da casa até chegar ao anexo.O que mais me chamou a atenção no museu foi justamente o silêncio e o respeito das pessoas. Ninguém fala nada é um momento de muita reflexão. Não dá nem para descrever a experiência que tive ali, principalmente quando cheguei ao anexo. É como se você tivesse ainda mais próximo daquilo tudo que aprendeu nas aulas de História. E por mais que você saiba que tudo aquilo aconteceu de verdade, só quem passou pela Segunda Guerra e, de fato, viveu os horrores desse período, sabe o quanto é doloroso. Consegui sentir mais que o 1% de dor que sentimos ao ler os livros. 

E aí, curtiram as dicas? Já foram para Amsterdã? 


Resenha 409 | Queria que você me visse

Fala galera, tudo bem?

Tá precisando de um livro fofinho e rápido de ser lido para dar um alívio depois de uma leitura que te deixou bem cansado? Então você pode gostar de "Queria que você me visse".

Título: Queria que você me visse
Autor: Emery Lord
Editora: Seguinte
Páginas: 352
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Neste romance envolvente, Vivi e Jonah descobrem que, quando se encontra a pessoa certa no momento ideal, tudo muda para sempre.  Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander.  Vivi é apaixonada pela vida. Encantadora e sem papas na língua, ela se recusa a tomar um de seus remédios porque sente que ele reprime seu ímpeto de viver novas aventuras. E, ao encontrar Jonah, ela tem certeza de que está prestes a viver mais uma. Mas será que Jonah está disposto a correr os mesmos riscos que ela?

O pai de Jonah morreu há poucos meses e nada tem sido fácil desde então. Ele vive em Verona Cove, uma cidadezinha da Califórnia com seus cinco irmãos e a mãe, que ainda não se recuperou da morte do marido. Mas basta Vivi chegar à cidade para tudo mudar. Seu jeito alegre e extrovertido encanta os moradores de Verona Cove, em especial a família de Jonah. Porém, por trás de toda a sua animação, Vivi esconde os seus próprios fantasmas. Enquanto a garota é a responsável por mudar a vida de Jonah, ela lentamente mergulha em sua própria doença mental, o que pode colocar os dois em perigo.


O livro é simples, mas é fluido, conseguiu me prender até o final. A trama fala de saúde mental e relações familiares em uma linguagem bem jovem. Apesar de não ser um livro com muita profundidade, ele cumpriu o que foi proposto: mostra que às vezes precisamos lidar com pressões que nem sempre parecem caber dentro de nós, mas apesar dos dias ruins serem um fato inegável, eles não estão ali 100% do tempo. Dias bons sempre irão aparecer.

Na medida em que conhecemos os personagens, graças à narrativa intercalada em primeira pessoa, descobrimos seus passados, seus traumas, seus medos. Os capítulos de Vivi são os mais ágeis, sua vida é uma verdadeira montanha russa. Ela é descolada e muito impulsiva. Sua narração dá mais ritmo para a trama. Vivi tenta ser aquela pessoa animada e contagiante. Seu temperamento acaba envolvendo quem está a sua volta (e quem está lendo também). É assim que ela vai ajudar Jonah. Mas nem sempre Vivi tem seus dias bons, e quando esses momentos chegam, ela muda totalmente.  Foi um pouco difícil entender as atitudes da personagem e por isso não consegui manter uma relação de amores por ela o tempo inteiro. Algumas das suas atitudes me deixavam com o pé atrás, como culpar a depressão por algo errado que tenha feito, não acho que depressão possa ser uma justificativa. No lado oposto, Jonah é mais centrado e muito generoso. Ele cadencia a trama. Gostei, principalmente, de como a autora explorou a relação do menino com sua família. 

"Queria que você me visse" fala sobre depressão, tristeza, luto, problemas familiares e escolhas.




Resenha 408 | Todas as coisas boas

E aí, galera, beleza?

Hoje a resenha é do novo livro do Matthew Quick, "Todas as coisas belas', lançado pela Intrínseca. Se você quer história sobre autoconhecimento, que debate até que ponde devemos nos adaptar ao que é esperado da gente, esse vai ser o seu livro do ano!

Título: Todas as coisas belas
Autor: Matthew Quick
Páginas: 272
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Depois de O Lado Bom da Vida, Matthew Quick cria romance para todos que desejam se encontrar Consagrado no Brasil com o best-seller O Lado Bom da Vida, Matthew Quick traz ao público jovem uma ode à liberdade, abordando as complexas questões de identidade que marcam a transição para a idade adulta. Aos 18 anos, Nanette O’Hare é a típica boa garota. No fundo, porém, ela nunca se sentiu realmente parte do grupo, sufocando em um permanente desconforto com diversas atitudes das amigas e com os padrões sociais. Mas tudo muda quando, no último ano do colégio, ela ganha um livro de seu professor preferido, o clássico cult O ceifador de chicletes, e fica fascinada com a mensagem de que ela pode ser de fato quem é. Nanette se torna amiga do recluso autor e se apaixona por Alex, um jovem poeta que também é fã do livro. Encantada com esse novo mundo que se abre, ela se permite, pela primeira vez, tomar as próprias decisões. No entanto, aos poucos Nanette percebe que a liberdade pode ser um desejo arriscado e começa a se perguntar se a rebeldia não cobra um preço alto demais.
Olhando de fora você diria que Nanette é uma garota normal. Não que ela tenha muitos amigos, mas ela joga futebol, é uma das melhores jogadoras. Sua melhor amiga é parte da equipe. No último ano do Ensino Médio e com a quantidade de gols que já fez, Nanette é uma candidata em potencial para garantir várias bolsas por desempenho esportivo em faculdades. Mas se você a conhecer por dentro, exatamente onde Matthew Quick nos leva em "Todas as coisas boas", você percebe que Nanette é não consegue ser ela mesma. Na verdade, ela nem sabe quem é de verdade e acaba agindo dentro daquilo que esperam que ela faça. 

Tudo muda quando ela ganha "O ceifador de chicletes" do seu professor preferido. Ele parecia ser a única pessoa que a entendia. Mas quando acaba de ler a obra, fica totalmente fissurada na história a ponto de procurar o autor. É aí que surge Booker, o nome por trás do "Ceifador de chicletes" e, com ele, Alex, um outro jovem fã do livro, imediatista e impulsivo, que vai tanto encantar quanto confundir ainda mais Nanette. 

Hora de confessar que eu estava com receio de ler o livro. Amei "O lado bom da vida", mas não curti tanto assim "A sorte do agora". Demorei muuuuito para terminar de ler e como ele foi a minha última experiência com o autor, estava com medo de "Todas as coisas boas" ser semelhante. Mas o resultado é que fiquei tão viciada em "Todas as coisas boas" quanto Nanette ficou com "O ceifador de chicletes". 

A trama fala de autodescobertas e da necessidade (ou não) de se encaixar dentro de certos padrões. Mas o que fez deste livro o meu novo xodózinho foi a construção da protagonista. Nanette é crível sem precisar apelar para exageros que tantos young/new adults adoram explorar. Suas inseguranças, aparentemente "comuns" a qualquer pessoa da mesma idade, são justamente o que fazem dela uma personagem tão incrível e tão digna por lutar para ser quem é.  A Nanette sou eu quando faço as coisas pensando em agradar mais a família que a mim mesma". A Nanette é você que acha que precisa emagrecer x quilos para ser mais atraente. Nanete é aquele amigo que precisa passar para um certo curso na faculdade porque os pais disseram que é isso que ele precisa fazer. Nanete pode ser qualquer um.

"Todas as coisas boas" reforçou aquilo que eu já sei: se descobrir pode ser assustador, doloroso e pode até ser sinônimo de solidão. Mas é extremamente necessário. E o belo mesmo é ser quem nós somos. 



Resenha 407 | Ele

Fala, galera, tudo bem?

Mês passado eu li "Ele", uma prova antecipada que a Paralela me mandou desse romance erótico gay escrito pelas autoras Sarina Bowen e Elle Kennedy.

Título: Ele - Quando Ryan conheceu James (Livro 1)
Autoras: Elle Kennedy e Sarina Bowen
Editora: Paralela
Páginas: 256
Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: James Canning nunca descobriu como perdeu seu melhor e mais próximo amigo. Quatro anos atrás, seu tatuado, destemido e impulsivo companheiro desde a infância simplesmente cortou contato. O maior arrependimento de Ryan Wesley é ter convencido seu amigo extremamente hétero a participar de uma aposta que testou os limites da amizade deles. Agora, prestes a se enfrentarem nos times de hóquei da faculdade, ele finalmente terá a oportunidade de se desculpar. Mas, só de olhar para o seu antigo crush, Wes percebe que ainda não conseguiu superar sua paixão adolescente. Jamie esperou bastante tempo pelas respostas sobre o que aconteceu com seu relacionamento com Wes, mas, ao se reencontrarem, surgem ainda mais dúvidas. Uma noite de sexo pode estragar uma amizade? Essa e outras questões sobre si mesmos vão ter que ser respondidas quando Wesley e Jamie se veem como treinadores no mesmo acampamento de hóquei.

Ryan e James se conheceram na adolescência quando frequentavam um acampamento de hóquei nas  férias de verão. Foi lá que eles lapidaram suas habilidades  e se tornavam cada vez melhores em suas posições. James mostrou-se um goleiro excelente e Ryan, um atacante implacável. Assim como as suas técnicas no esporte, a amizade dos dois também crescia a cada verão. Ryan era aquele garoto que gostava de desafios, era dele que partiam as brincadeiras sacanas. James era mais sério, mas sempre acabava convencido. Foi nessa época que Ryan se apaixonou pelo melhor amigo, mesmo sabendo que ele era hétero, e foi um dos seus desafios que acabou afastando os dois.E foi nisso que Ryan acreditou durante um bom tempo. 

Anos mais tarde, eles disputam as fases finais do campeonato de hóquei universitário. Ryan está a dois jogos de encerrar com louvor a sua participação no time da faculdade e iniciar a carreira como profissional. Mas para chegar a vitória, ele terá que passar pelo melhor goleiro da liga, James, seu (ex) melhor amigo. Só a ideia de ter que enfrentá-lo em um jogo já deixa claro que Ryan ainda é apaixonado por James. Mas será que essa amizade ainda pode existir? 

Representatividade importa, sim. E foi por isso que quis ler "Ele". As livrarias estão lotadas de livros eróticos com casais heterossexuais, mas eu nunca tinha lido um que apresentasse protagonistas do mesmo sexo. É importante construir esse ambiente democrático também na literatura e se manter aberto para conhecer outros pontos de vista.

"Ele" não é desses romances que só foca no sexo, apesar das cenas bem explícitas. O mais legal do livro para mim foi ver como que o James se descobre. A narrativa é alternada o que dá mais profundidade aos sentimentos James foi de longe o meu preferido. Apesar de ter tido relacionamentos com mulheres, ele percebe que homens também o atraem. E tudo bem por ele. James é um personagem super maduro que racionaliza as mudanças que acontecem na sua vida. É o contraponto perfeito pro Ryan, que é mais solto e mais ligado às emoções. Falando um pouco dele, o Ryan é assumidamente gay, seus colegas de time também sabem disso, mas falar sobre o assunto não é uma necessidade entre eles. 

Não sou homem e também não sou homossexual para falar sobre isso com mais propriedade, mas, aos meus olhos, o livro não é caricato e não cai no senso comum. Cansei de ler livro e ver novela/série, em que o personagem gay é aquele alivio cômico fashionista. Aqui as autoras inserem toda a intensidade numa trama, que num primeiro olhar pode parecer simples, para falar de vida adulta, descobertas e reencontros. 

"Ele" é um livro para ser lido despido de qualquer preconceito, apenas com as lentes do amor para todXs. 



Resenha 406 | Mais que amigos

Oi gente,

Aqui é Fernanda e hoje eu trouxe pra vocês a resenha de um new adult maravilhoso.

Título: Mais que amigos
Autor: Lauren Layne
Editora: Paralela
Páginas: 224
Livro cedido em parceria com a editora


Será que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível? Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento. Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver. Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro… certo? Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível!

Aqui conhecemos Parker Blanton, uma jovem de 22 anos que leva a vida que sempre sonhou, ela tem um namorado inteligente e super responsável, um emprego promissor e mora com seu melhor amigo Ben Olsen. Parken e Ben são tão grudados que as pessoas sempre duvidam que eles morem sob o mesmo tento sem nunca ter vivido um caso. 

Eles nunca se importaram muito com o que as pessoas falam sobre eles, sabem que não foram feitos um para o outro. Mas a relação entre eles começa a mudar quando Parker fica sem namorado, de coração partido ela sabe que pode contar com Ben para se recuperar. Parker quer curtir os prazeres da nova vida de solteira e conta com seu amigo para lhe mostrar, mas será que Ben vai ficar confortável com essa situação?

New adult é o meu gênero preferido de leitura e quando a Paralela anunciou esse lançamento eu logo fiquei muito animada, com a ascensão dos romances de época a publicação dos new adult foram deixadas um pouco de lado né? Mais que amigos só veio para comprar o quanto esse gênero é incrível e eu acho que as editoras deveriam voltar a dar um destaque maior.



Me encantei por Ben logo nas primeiras páginas do livro, o personagem é super engraçado e um excelente melhor amigo. Fiquei apaixonada com o modo como ele trata Parker, todo o cuidado que ele tem com ela. Gostei de como o relacionamento deles foi evoluindo de amizade para amor, mas na verdade eu acho que o amor sempre esteve ali, eles só não perceberam. 

Ben se encaixa perfeitamente na família e na vida de Parker, é como se eles se completassem. Eles formam um casal muito descontraído, sem muitas cobranças e acho que a amizade que já existia entre os dois deixou a construção do relacionamento ainda melhor. 

A narrativa do livro é maravilhosa, peguei pra ler e não consegui desgrudar até que cheguei na última página. Lauren tem uma escrita muito leve e divertida, é impossível o leitor não se envolver. Adorei os personagens secundários e já estou desejando livros sobre eles. 

Mais que amigos é aquele tipo de clichê que a gente ama. Uma comédia romântica maravilhosa que com certeza entrou para a lista das minhas melhores leituras desse ano. 

Adorei a capa, tem tudo a ver com a proposta do livro. A diagramação ficou impecável, assim como a revisão. A editora Paralela está de parabéns. Já fiquei sabendo que a Lauren tem outros livros bem legais e estou bem ansiosa para conferir.


Livros para presentear no Dia das mães

Oi, gente, tudo bem?

Já começou a bater o desespero com a falta de ideia sobre o que dar de presente para a sua mãe? Acalme-se que eu vou te ajudar. Livro é sempre uma opção democrática e com preço acessível. A seguir, separei algumas dicas (muitas delas já resenhadas por aqui) para todos os gostos literários:

ROMANCES

Se existe um gênero curinga nessa mundo é o romance. Todo mundo já leu (e ainda vai ler outros) romance nessa vida. Então se sua mãe curte o gênero ou se você não faz a menor ideia do que a sua mãe gosta, pode apostar em levar um romance para ela que ela vai adorar. Abaixo estão algumas dicas de autores que considero referências no gênero. Os livros são bem diferentes entre si, e os preços também.

Diário de uma paixão, um romance com muito drama que vai deixar a sua mãe super emocionada.
Um mais um, o único livro da Jojo que eu gostei haha. É também um livro que fala sobre família, então com certeza a sua mãe vai gostar.
Melancia é o maior best-seller da Marian Keyes. Apesar dos livros da autora terem um tom de comédia, as personagens da Marian são mulheres que estão entrando ou já estão na faixa dos 30 e vivem situações que poderiam acontecer com qualquer uma de nós.
O sol é para todos é um clássico da Harper Lee. Se a sua mãe prefere esse tipo de livro, com certeza esse vai ser o melhor presente. "O sol é para todos" fala sobre racismo e tolerância. Se você mesmo ainda não leu, aproveita que vai dar o livro para a sua mãe e depois pede emprestado.
Coração de mãe é da Jodi Picoult. Se você nunca ouviu falar dessa autora, algo está errado, ela é maravilhosa. E esse livro é uma história de mãe e filha que se repete. Como todos os livros da autora, algumas lágrimas ficarão pelo caminho e é impossível não se identificar com os personagens.



SUSPENSE

Se a sua mãe é do suspense, ela pre-ci-sa conhecer Paula Hawkins. Mas se ela já leu ou se você prefere dar outro livro para a sua mãe, aqui vão mais dicas de suspenses de roer as unhas, incluindo um dos meus preferidos: As gêmeas do gelo!

Garota exemplar foi adaptado para os cinemas e o livro é um thriller noir. Para quem não conhece a expressão "noir", é uma literatura que mistura terror, suspense e elementos policiais, assim como A garota no trem. O livro da Paula Hawkins, aliás é um super best-seller.
Meu preferido mesmo é "As gêmeas do gelo", que tem resenha no blog. O livro não é tão famoso quanto os outros dois, mas é o que dizem, nos menores frascos estão as melhores fragrâncias hahaha.

AUTO-AJUDA

Nem romance e nem suspense. Se a sua mãe é como a minha, ela vai adorar um livro de autoajuda que fale sobre superação e que ajude no desenvolvimento pessoal. Deixo aqui algumas dicas incluindo um dos livros que eu mais curti ler no ano passado: "O ano que eu disse sim" da nossa diva Shonda Rhymes.



BIOGRAFIA

Para as mães que gostam de biografia, cinco personalidades que fizeram a diferença em suas áreas, seja na música, seja na televisão, seja na luta pelos direitos da mulher, seja na luta pela sobrevivência durante os horrores da Segunda Guerra.






Resenha 404 | A parte que falta encontra o grande O

Oi, gente, tudo bem?

O livro que li mais rápido foi também o que me deixou mais tempo pensando em sua história. E é exatamente isso que estou fazendo até agora. Vem ver a resenha de "A parte que falta encontra o grande O".

Título: A parte que falta encontra o grande O
Autor: Shel Silverstein
Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 120
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Na continuação do clássico A parte que falta, Shel Silverstein reflete com sua poesia singela e emocionante sobre amor-próprio e completude. Um livro infantil para todas as idades. Nesta história, leitores de todas as idades vão refletir junto com a parte que falta sobre como podemos nos transformar e descobrir como evoluir nosso amor-próprio. Afinal, será que não podemos todos rolar por nós mesmos em nossas jornadas?



Eis a verdade que, por mais cliché que pareça, muitas vezes é difícil demais de ser colocada em prática: você não precisa de ninguém para se completar. É isso que você vai (re)aprender em "A parte que falta encontra o grande O". 

Já passava da meia noite quando o livro começou a me chamar. Já tinha "lido" o primeiro no vídeo da Jout Jout. Na continuação da história da parte que falta, ela continua procurando alguém que pudesse completá-la. Não é uma busca fácil. Por mais que ela tentasse chamar a atenção e parecer mais atraente, alguns se aproveitavam do seu charme e outros, mais tímidos, sem saber lidar com a sua beleza, simplesmente iam embora. Alguns a notavam, outros não. Alguns estavam ocupados demais com mais partes do que podiam carregar. Até que um dia ela encontra o grande O, que não tem nenhum espaço para uma outra parte. Ele é completo. E se segue um dos melhores diálogos do livro:


Percebe? "O" não precisava que ninguém o completasse, e sabia disso. E tudo bem você ser autossuficiente e assumir que é assim: independente, forte. Porque, na verdade, só é possível transmitir amor para os outros se você souber das suas próprias capacidades, se você se valorizar e se amar primeiro, assim como o grande "O". O problema é que desde sempre somos ensinados que quem se acha muito bom ou diz que é lindx, que sabe que é o melhor naquilo que faz, é o metido da turma, é o arrogante. Mas a arrogância está presente quando você diminui o outro para se achar superior. Tá liberado ter amor próprio, viu? 

O que vem a seguir no livro, só lendo para saber. Mas devo admitir que fui dormir pensando no que esse livrinho, com pouquíssimas palavras, me ensinou. Nem todo mundo sabe lidar com o nosso protagonismo. E é por isso que precisamos, cada vez mais, nos colocar em primeiro lugar. 


O livro é absolutamente brilhante, considerado infantil, mas, assim como "O pequeno príncipe" ou todos os filmes da Pixar, a mensagem real é para quem está lendo o livro para as crianças.



Realizei um sonho!

Era 2012 e divulgaram que, a partir daquele momento, os fãs de Harry Potter poderiam ter uma experiência única ao visitar os estúdios da Warner, local onde foram gravados os oito filmes da série. Era informação para deixar qualquer fã maluco, né? 

Visitar os estúdios sempre foi o meu sonho. Um deles, né? Porque pisciana como eu tem não só um, mas milhares de sonhos para serem sonhados de uma vez só. Até que esse ano, graças a Deus, consegui planejar a tão sonhada Eurotrip e uma das primeiras coisas que fechamos assim que estabelecemos os dias que ficaríamos em Londres foi a ida aos Estúdios da Warner. 


O local fica a alguns quilômetros da capital, mas a cidade é conectada à estação de Watford Junction, a forma mais fácil e barata de chegar até lá (se você não tiver um carro, claro). Logo na saída, uma parada de ônibus identificada com os nomes da Warner leva os fãs para onde a magia acontece. O ônibus de dois andares todo adesivado com imagens de Harry Potter já prepara o seu coração. O caminho é rápido, cerca de 15 minutos. Mas você vai assistindo um videozinho com alguns atores explicando o que você irá encontrar.

É recomendado comprar os ingressos antecipadamente, assim como chegar cerca de meia hora antes do horário marcado. E não se engane, mesmo comprando dois meses antes, como eu, alguns horários já estavam esgotados. Já na entrada, o muro que cerca os estúdios é cheio de cartazes dos filmes. Uma ótima sensação de boas-vindas. Como eu comprei o ingresso online, precisei trocá-lo na bilheteria. Apesar do horário marcado, não havia um "super rigor" para checar se você estava entrando na hora certa ou não. 


Depois de passar por um corredor enorme imitando o mapa do Maroto, chegamos a uma lanchonete e na área real de entrada dos Estúdios. A lanchonete tem um preço salgadinho e é a primeira de duas que você vai encontrar no passeio. A segunda fica dentro do estúdio. Mas o pior mesmo é conseguir um lugar para sentar e comer o seu sanduíche. Aliás, você pode levar algo de casa. Mas comer e beber deve ser feito somente nas áreas das lanchonetes. Nada de ficar beliscando dentro dos estúdios.

Uma vez no tour, eles passam uma projeção explicando como funcionava o local quando recebia as gravações: expõem números, mostram bastidores e te deixam com as primeiras lagriminhas nos olhos. Essa parte não pode ser fotografada. 


Se você é fã como eu e ainda não foi aos Estúdios, vai preferir não saber muitos detalhes do que tem lá dentro. Eu fui essa pessoa e não me arrependi de descobrir tudo pessoalmente. Além dos cenários, você também vai ver roupas e objetos usados durante os filmes. Muita coisa é interativa. E ah, lá também tem uma plataforma com o carrinho para tirar foto, assim como a que fica em Kings Cross. Prepare-se para entrar na Floresta Proibida, andar pelo Beco Diagonal e entrar no Expresso de Hogwarts!

A primeira etapa do tour é o salão principal. E essa é a única parte que você terá um tempo limitado para visitar. Como é ali que eles recebem os novos grupos e falam sobre o lugar, é preciso ter uma rotatividade. São cerca de 20, 30 minutos entre o bate-papo e o tempo para fotos. 


Entre o deslocamento ida e volta e o tempo dentro do estúdio, reserve aí umas boas quatro ou cinco horas, no mínimo. Eu saí de Londres 11 da manhã e só cheguei em casa às 21 horas. Fiquei quatro horas nos estúdios, mas quando saí de lá ainda veio aquela sensação de que poderia ter aproveitado mais. É tudo tão incrível que só quem é fã sabe (e sente). 

No fim de tudo tem a famigerada lojinha. Algumas coisas valem a pena, outras quase me fizeram ter uma ataque cardíaco. Dá pra ter uma ideia dos preços no próprio site do tour. Artigos como as varinhas, cachecóis, porta-retrato, valem a pena. O sapo de chocolate também. Apesar de só vir um em cada caixa, eles são enormes (sério, levei uns dois dias pra comer o meu) e não são ocos. Já os Funko Pop, por exemplo, são bem mais caros. Mais até que os preços que encontramos no Mercado Livre. 

O mais impressionante do tour é ver pessoas da minha idade, que cresceram e acompanharam Harry Potter desde o inicio, ansiosos pelos novos livros e filmes, mas também ver crianças nessa nova geração de fãs que vão continuar aí sem deixar a magia desaparecer. Se alguém tem dúvidas de que a franquia de Harry Potter está no mesmo patamar que Star Wars, por exemplo, é só visitar os estúdios da Warner. 

Você não é obrigado a ler o que não quer

Oi, gente, tudo bem?

É isso mesmo que você leu. Nem você e nem ninguém é obrigado a ler o que não gosta. E nem você e nem ninguém deve julgar o estilo de leitura do outro por ser diferente do seu. Parece meio óbvio isso, né? Pelo menos deveria ser! Mas em pleno 2018 a gente tem que ver casa coisa que os olhos sangram! 

Certa vez, nos tempos áureos do blog, eu fiz uma pesquisa de satisfação de conteúdo. Queria ouvir os leitores e ver no que eu podia melhorar, o que as pessoas curtiam e o que deveria ser adaptado. Claro que eu estava aberta a criticas construtivas. Veja bem, construtivas! Várias pessoas responderam (aliás, obrigada se você foi uma dessas pessoas), mas uma delas me disse o seguinte: "Você deveria estimular mais a leitura de livros clássicos e não de livros do John Green, isso não é literatura". Hmmm...


Vamos tratar desse babado com dados concretos. Se você consegue ler 20, 30 livros ao ano, parabéns, porque o brasileiro não lê. Segundo dados da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2016, o brasileiro lê, em média, quatro livros por ano. Isso mesmo, QUATRO. Sendo que, apenas metade é, de fato, concluído. E tem mais, 44% da população não lê. Outros 30% nunca compraram um livro. Nós, mulheres, somos a maioria leitora, 59%. 

Diante de um país cuja leitura está apenas em 10º lugar no ranking do que fazer nas horas vagas, é lamentável que ainda exista pessoas (e instituições e empresas) que espalhem a ideia de que certos livros são "alta literatura", aquela direcionada a "leitores avançados" enquanto outros são apenas entretenimento. 


Percebem o perigo? Nós precisamos aumentar o número de leitores, expandir o acesso à leitura, a bibliotecas, estimular a leitura nas crianças. O que definitivamente NÃO PODEMOS é menosprezar estilos enquanto estes estilos são responsáveis por levar conhecimento (e porque não entretenimento também? ) para tanta gente. Veja bem, é seu direito gostar do que quer que seja, mas não reduzir a literatura apenas aos seus interesses.

Quantas crianças começaram a ler com Harry Potter! A saga é indiscutivelmente um fenômeno da literatura mundial. É estudada em Harvard! Muitos livros considerados "de entretenimento" falam de assuntos reais e foram esses livros que ecoaram a voz de minorias como os LGBTs, os negros, os moradores da periferia. Foram essas "leituras pops" que vieram falar de TOC, de depressão e suicídio. Que vieram dizer "Tudo bem, você não é o único que tem transtorno de ansiedade, olha só esse personagem, poderia ser você, fale sobre isso com alguém". O famigerado "A culpa é das estrelas" que a pessoa disse não ser literatura tinha vendido, antes da estreia do filme, mais de 10 MILHÕES de livros no mundo todo.


O que eu quero dizer com esse textão todo? Que qualquer livro é cultura e vai te agregar alguma coisa. Não existe gênero. Existe livro! Existe cultura! A leitura faz bem para a saúde mental e o cérebro não vai distinguir se é 50 Tons de Cinza ou Cem Anos de Solidão. Sabe por que? Porque ler  um livro, qualquer que seja, combate o estresse, expande o seu vocabulário, previne doenças já que estimula a memória, desenvolve o poder de concentração. Mas, para que isso aconteça, você precisa ler o que você gosta. E tudo bem se você não se identificar com leituras clássicas. Você NÃO É obrigado a isso. Isso não te faz menor ou menos leitor! 

Qualquer leitor quer uma leitura envolvente seja ela um livro clássico ou não. E se estamos falando em sair da nossa zona de conforto, porque que só os leitores dos "livros de entretenimento" precisam ler livros clássicos? Os amantes dos clássicos também poderiam dar uma chance para a "literatura pop".

Por fim, uma mensagem sincera quase desenhada: 






Resenha 403 | Nothing More (A história de Landon)

Olá povo!

Aqui é Fernanda. Não sei se você lembrar da série After da Anna Todd, mas eu resenhei todos os livros da série aqui no blog ( livro 1, Livro 2, Livro 3, Livro 4, Livro 5, livro 6). Nothing More é um spin-off de After e vai nos contar a história de Landon, já que a série nos deixou bem curioso em relação ao futuro do personagem. Quem leu sabe o porquê.

Título: Nothing More ( A história de Landon)
Autor: Anna Todd
Editora: Astral Cultural
Páginas: 304

Tessa, Dakota e, principalmente Landon, estão prontos para viver novas descobertas, agora em Nova York. Nesse spin-off, o melhor amigo de Tessa, viverá um triângulo amoroso quase viciante, em meio a todas as experiências e oportunidades que só uma cidade tão grandiosa e barulhenta poderia lhe proporcionar. Os arranha-céus de Nova York e o ritmo frenético da cidade são bem diferentes do lugar onde Landon Gibson foi criado, e essa transição está sendo desafiadora. Mas até que ele está se virando, arrumou um emprego para pagar (algumas) contas, está gostando da faculdade e, de vez em quando, encontra sua ex, Dakota. Sabe como é, aquela por quem ele largou tudo e foi estudar na Universidade de Nova York… para no fim levar um pé na bunda. Por sorte, sua melhor amiga, Tessa, apareceu para dividir com ele seu (minúsculo) apartamento no Brooklyn. E, apesar dos altos e baixos que enfrenta com o ex, ela é uma boa ouvinte e conselheira, especialmente quando ele se vê envolvido em uma espécie de triângulo amoroso quase viciante, como todas as garotas bonitas. Para um jovem, encontrar um caminho na vida não é fácil. Landon sempre foi uma pessoa otimista, mas numa cidade tão barulhenta e complicada, e tão longe de casa, só dá para seguir em frente com uma bela ajudinha dos amigos e com um bom par de fones de ouvidos.

Nothing More traz Landon e Tessa em Nova York, eles dividem um apartamento no Brooklyn e tentam viver as experiências que uma grande cidade pode proporcionar. Landon trabalha em um café e ainda tem dificuldades para se adaptar ao ritmo intenso da Big Apple, ele gosta da faculdade que faz e de vez em quando esbarra em sua ex, Dakota. Lembra dela? Aquela por quem ele largou tudo pra ir estudar em Nova York e no final levou um belo pé na bunda.  

Quando Landon mal percebe, esta envolvido em um triangulo amoroso. Ao mesmo tempo em que ainda ama Dakota, ele vê surgir algo novo quando se sente atraído por Nora, a nova melhor amiga de Tessa. E já adianto que lidas com essas duas não foi nada fácil. 

Toda vez que eu leio um livro da Anna Todd eu penso que ela adora testar a paciência do leitor, porque não é possível. Na série After o Hardin colocava a paciência de qualquer no limite, apesar dele ser um dos meus personagens preferidos, o temperamento explosivo, as indecisões dele e as atitudes impulsivas me davam vontade de arremessar o livro na parede. Em Nothing More o Landon me irritou por ser o total oposto do Hardin, ele era tão devagar, que isso me deixou no limite do stress.



Dakota é uma das personagens mais chatas que eu já vi na vida, foi dose aguentar ler as cenas em que ela aparecia. Sinceramente, ela se acha tão superior a todo mundo, é tão ignorante, mal educada e o Landon nunca fazia nada, observava ela destratando as pessoas e não abria a boca pra falar nada, não tomava uma atitude, só ficava parado olhando como se tudo fosse perfeitamente normal. 

Eu amei Nora desde a primeira cena em que ela apareceu e já quero deixar claro minha torcida para que o Landon fique com ela, mas a personagem é muito misteriosa, está escondendo alguma coisa grande que ninguém sabe o que é, o final do livro ficou em aberto e só será esclarecido no volume dois. 

A narrativa da Anna continua incrível, eletrizante. Li o livro em uma velocidade incrível, não conseguia desgrudar da história que se passa durante aquele tempo em Hardin esta prestes a ir visitar Tessa em Nova York e foi tão maravilhoso ver as reações da Tessa pelos olhos do Landon. 

Eu sou apaixonada pela escrita da Anna e acredito que seja por isso que eu tenha amado tanto esse livro, sempre gostei do Landon nos outros livros e foi legal ver o lado mais másculo dele e não só o de amiguinho fofo da Tessa. Mas eu não esperava que ele fosse ser tão pamonha perto da Dakota. 

Pra quem é fã da série After como eu, Nothing More é uma leitura obrigatória amigos.