Resenha 409 | Queria que você me visse

Fala galera, tudo bem?

Tá precisando de um livro fofinho e rápido de ser lido para dar um alívio depois de uma leitura que te deixou bem cansado? Então você pode gostar de "Queria que você me visse".

Título: Queria que você me visse
Autor: Emery Lord
Editora: Seguinte
Páginas: 352
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Neste romance envolvente, Vivi e Jonah descobrem que, quando se encontra a pessoa certa no momento ideal, tudo muda para sempre.  Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander.  Vivi é apaixonada pela vida. Encantadora e sem papas na língua, ela se recusa a tomar um de seus remédios porque sente que ele reprime seu ímpeto de viver novas aventuras. E, ao encontrar Jonah, ela tem certeza de que está prestes a viver mais uma. Mas será que Jonah está disposto a correr os mesmos riscos que ela?

O pai de Jonah morreu há poucos meses e nada tem sido fácil desde então. Ele vive em Verona Cove, uma cidadezinha da Califórnia com seus cinco irmãos e a mãe, que ainda não se recuperou da morte do marido. Mas basta Vivi chegar à cidade para tudo mudar. Seu jeito alegre e extrovertido encanta os moradores de Verona Cove, em especial a família de Jonah. Porém, por trás de toda a sua animação, Vivi esconde os seus próprios fantasmas. Enquanto a garota é a responsável por mudar a vida de Jonah, ela lentamente mergulha em sua própria doença mental, o que pode colocar os dois em perigo.


O livro é simples, mas é fluido, conseguiu me prender até o final. A trama fala de saúde mental e relações familiares em uma linguagem bem jovem. Apesar de não ser um livro com muita profundidade, ele cumpriu o que foi proposto: mostra que às vezes precisamos lidar com pressões que nem sempre parecem caber dentro de nós, mas apesar dos dias ruins serem um fato inegável, eles não estão ali 100% do tempo. Dias bons sempre irão aparecer.

Na medida em que conhecemos os personagens, graças à narrativa intercalada em primeira pessoa, descobrimos seus passados, seus traumas, seus medos. Os capítulos de Vivi são os mais ágeis, sua vida é uma verdadeira montanha russa. Ela é descolada e muito impulsiva. Sua narração dá mais ritmo para a trama. Vivi tenta ser aquela pessoa animada e contagiante. Seu temperamento acaba envolvendo quem está a sua volta (e quem está lendo também). É assim que ela vai ajudar Jonah. Mas nem sempre Vivi tem seus dias bons, e quando esses momentos chegam, ela muda totalmente.  Foi um pouco difícil entender as atitudes da personagem e por isso não consegui manter uma relação de amores por ela o tempo inteiro. Algumas das suas atitudes me deixavam com o pé atrás, como culpar a depressão por algo errado que tenha feito, não acho que depressão possa ser uma justificativa. No lado oposto, Jonah é mais centrado e muito generoso. Ele cadencia a trama. Gostei, principalmente, de como a autora explorou a relação do menino com sua família. 

"Queria que você me visse" fala sobre depressão, tristeza, luto, problemas familiares e escolhas.




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