Resenha 408 | Todas as coisas boas

E aí, galera, beleza?

Hoje a resenha é do novo livro do Matthew Quick, "Todas as coisas belas', lançado pela Intrínseca. Se você quer história sobre autoconhecimento, que debate até que ponde devemos nos adaptar ao que é esperado da gente, esse vai ser o seu livro do ano!

Título: Todas as coisas belas
Autor: Matthew Quick
Páginas: 272
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Depois de O Lado Bom da Vida, Matthew Quick cria romance para todos que desejam se encontrar Consagrado no Brasil com o best-seller O Lado Bom da Vida, Matthew Quick traz ao público jovem uma ode à liberdade, abordando as complexas questões de identidade que marcam a transição para a idade adulta. Aos 18 anos, Nanette O’Hare é a típica boa garota. No fundo, porém, ela nunca se sentiu realmente parte do grupo, sufocando em um permanente desconforto com diversas atitudes das amigas e com os padrões sociais. Mas tudo muda quando, no último ano do colégio, ela ganha um livro de seu professor preferido, o clássico cult O ceifador de chicletes, e fica fascinada com a mensagem de que ela pode ser de fato quem é. Nanette se torna amiga do recluso autor e se apaixona por Alex, um jovem poeta que também é fã do livro. Encantada com esse novo mundo que se abre, ela se permite, pela primeira vez, tomar as próprias decisões. No entanto, aos poucos Nanette percebe que a liberdade pode ser um desejo arriscado e começa a se perguntar se a rebeldia não cobra um preço alto demais.
Olhando de fora você diria que Nanette é uma garota normal. Não que ela tenha muitos amigos, mas ela joga futebol, é uma das melhores jogadoras. Sua melhor amiga é parte da equipe. No último ano do Ensino Médio e com a quantidade de gols que já fez, Nanette é uma candidata em potencial para garantir várias bolsas por desempenho esportivo em faculdades. Mas se você a conhecer por dentro, exatamente onde Matthew Quick nos leva em "Todas as coisas boas", você percebe que Nanette é não consegue ser ela mesma. Na verdade, ela nem sabe quem é de verdade e acaba agindo dentro daquilo que esperam que ela faça. 

Tudo muda quando ela ganha "O ceifador de chicletes" do seu professor preferido. Ele parecia ser a única pessoa que a entendia. Mas quando acaba de ler a obra, fica totalmente fissurada na história a ponto de procurar o autor. É aí que surge Booker, o nome por trás do "Ceifador de chicletes" e, com ele, Alex, um outro jovem fã do livro, imediatista e impulsivo, que vai tanto encantar quanto confundir ainda mais Nanette. 

Hora de confessar que eu estava com receio de ler o livro. Amei "O lado bom da vida", mas não curti tanto assim "A sorte do agora". Demorei muuuuito para terminar de ler e como ele foi a minha última experiência com o autor, estava com medo de "Todas as coisas boas" ser semelhante. Mas o resultado é que fiquei tão viciada em "Todas as coisas boas" quanto Nanette ficou com "O ceifador de chicletes". 

A trama fala de autodescobertas e da necessidade (ou não) de se encaixar dentro de certos padrões. Mas o que fez deste livro o meu novo xodózinho foi a construção da protagonista. Nanette é crível sem precisar apelar para exageros que tantos young/new adults adoram explorar. Suas inseguranças, aparentemente "comuns" a qualquer pessoa da mesma idade, são justamente o que fazem dela uma personagem tão incrível e tão digna por lutar para ser quem é.  A Nanette sou eu quando faço as coisas pensando em agradar mais a família que a mim mesma". A Nanette é você que acha que precisa emagrecer x quilos para ser mais atraente. Nanete é aquele amigo que precisa passar para um certo curso na faculdade porque os pais disseram que é isso que ele precisa fazer. Nanete pode ser qualquer um.

"Todas as coisas boas" reforçou aquilo que eu já sei: se descobrir pode ser assustador, doloroso e pode até ser sinônimo de solidão. Mas é extremamente necessário. E o belo mesmo é ser quem nós somos. 



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