Resenha 404 | A parte que falta encontra o grande O

Oi, gente, tudo bem?

O livro que li mais rápido foi também o que me deixou mais tempo pensando em sua história. E é exatamente isso que estou fazendo até agora. Vem ver a resenha de "A parte que falta encontra o grande O".

Título: A parte que falta encontra o grande O
Autor: Shel Silverstein
Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 120
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Na continuação do clássico A parte que falta, Shel Silverstein reflete com sua poesia singela e emocionante sobre amor-próprio e completude. Um livro infantil para todas as idades. Nesta história, leitores de todas as idades vão refletir junto com a parte que falta sobre como podemos nos transformar e descobrir como evoluir nosso amor-próprio. Afinal, será que não podemos todos rolar por nós mesmos em nossas jornadas?



Eis a verdade que, por mais cliché que pareça, muitas vezes é difícil demais de ser colocada em prática: você não precisa de ninguém para se completar. É isso que você vai (re)aprender em "A parte que falta encontra o grande O". 

Já passava da meia noite quando o livro começou a me chamar. Já tinha "lido" o primeiro no vídeo da Jout Jout. Na continuação da história da parte que falta, ela continua procurando alguém que pudesse completá-la. Não é uma busca fácil. Por mais que ela tentasse chamar a atenção e parecer mais atraente, alguns se aproveitavam do seu charme e outros, mais tímidos, sem saber lidar com a sua beleza, simplesmente iam embora. Alguns a notavam, outros não. Alguns estavam ocupados demais com mais partes do que podiam carregar. Até que um dia ela encontra o grande O, que não tem nenhum espaço para uma outra parte. Ele é completo. E se segue um dos melhores diálogos do livro:


Percebe? "O" não precisava que ninguém o completasse, e sabia disso. E tudo bem você ser autossuficiente e assumir que é assim: independente, forte. Porque, na verdade, só é possível transmitir amor para os outros se você souber das suas próprias capacidades, se você se valorizar e se amar primeiro, assim como o grande "O". O problema é que desde sempre somos ensinados que quem se acha muito bom ou diz que é lindx, que sabe que é o melhor naquilo que faz, é o metido da turma, é o arrogante. Mas a arrogância está presente quando você diminui o outro para se achar superior. Tá liberado ter amor próprio, viu? 

O que vem a seguir no livro, só lendo para saber. Mas devo admitir que fui dormir pensando no que esse livrinho, com pouquíssimas palavras, me ensinou. Nem todo mundo sabe lidar com o nosso protagonismo. E é por isso que precisamos, cada vez mais, nos colocar em primeiro lugar. 


O livro é absolutamente brilhante, considerado infantil, mas, assim como "O pequeno príncipe" ou todos os filmes da Pixar, a mensagem real é para quem está lendo o livro para as crianças.



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