A bordo | Santiago 5 dias

Fala, leitores viajantes, tudo bem?

Pensando em ir para Santiago nas próximas férias? Então se liga nesse roteiro. Fui à Santiago em julho de 2016 em uma viagem que combinou a capital com o Atacama (se quiser saber mais sobre o deserto, vejam este post WWW)

Foto: Guia da Semana

Santiago é a maior cidade do Chile, a sétima mais populosa da América Latina e conta com uma ótima estrutura para terremotos (sim, essa era uma das minhas preocupações quando fui para lá. Inclusive, escolhemos um hotel com tecnologia para terremotos haha).

O que me chamou a atenção quando cheguei na cidade foi a névoa. Descobri que, na verdade, isso é o principal problema de Santiago: contaminação atmosférica, que se torna mais visível durante o inverno. Como a cidade é cercada pela Cordilheira dos Andes, isso faz com que a poluição não se dissipe. 


DAY 1

Ficamos em um hotel perto da zona mais empresarial da cidade. Mas como Santiago conta com ótimas linhas de metrô, a locomoção não foi o problema. No primeiro dia fizemos um reconhecimento da cidade indo até o Cerro San Cristóbal. Subimos de funicular, no final da tarde. O lugar dá uma visão linda de toda a cidade. São quase mil metros de altura e a montanha faz parte da Cordilheira dos Andes. No topo está o Santuário da Imaculada Conceição, com uma imagem linda da santa. Foi ali que São João Paulo II celebrou sua missa no país.

Lá de cima é possível ver toda a cordilheira dos Andes que cerca Santiago. É lindo! O local tem estrutura de lanchonetes e banheiros. Voltamos a pé. Mas haja fôlego. Descemos em mais ou menos meia hora.

De lá seguimos para o Shopping Costenera, acima dele está a maior torre da América Latina, que optamos por subir em outra ocasião. O shopping em si é ótimo. Boa praça de alimentação e opções de lojas. 

DAY 2

No segundo dia fomos para Cajon del Maipo. Se você nunca ouviu falar desse lugar, veja o clipe da Ludmilla Eu não quero mais. O lugar, na verdade, é uma represa e no inverno fica cheio de neve, absolutamente lindo. Fica a mais ou menos uma hora e vinte da cidade. Para ir para lá, principalmente na época do inverno, é indispensável contratar um tour. Nessa época tem muito gelo na pista e nem todo mundo está acostumado a dirigir nessas condições, hahaha. No dia que fomos, particularmente, tinham vários pontos ruins na estrada porque tinha chovido/nevado alguns dias antes.  Outro detalhe é que não há transporte público para lá, só de carro mesmo.



Olhando o TripAdvisor achei a Stamps Tour, uma empresa familiar composta por chilenos filhos de uma brasileira. Inicialmente fecharíamos apenas os passeios para Cajon e Farellones, mas gostamos tanto da Vanessa, nossa primeira guia, que fechamos também o passeio para Viña del Mar e Valparaíso com eles (conto mais abaixo). Vanessa é uma figura e nos deixou super a vontade. Paramos no caminho para alugar sapatos impermeáveis e também bastões de ski para andarmos melhor na neve. Fez a diferença e evitou (muitos) tombos.




Quando fomos, o tempo estava nublado, então não conseguimos ver a lagoa azulzinha, mas ainda assim a paisagem é linda. Foi a primeira vez que vi neve bem de pertinho. Depois a Stamps oferece um piquenique/almoço com direito a vinho. Fantástico. 

DAY 3

Nossa escolha por passar as férias no Chile foi influenciada pela ideia de ver a neve. Então, o passeio para a montanha não poderia ficar de fora do roteiro. Escolhemos Farellones para fugir da badalação de Valle Nevado, a mais famosa.
Nosso critério foi o seguinte: não queríamos aprender a esquiar, queríamos, literalmente, brincar na neve.


Valle Nevado tem pista profissional de ski e várias aulas para você aprender o básico. Em Farellones, além de aula de ski, tem tirolesa, tobogã e outras atividades divertidas, que era o que buscávamos. Não nos arrependemos. Brincamos tanto que deu até calor, mesmo em meio a tanta neve. 

DAY 4

Depois de muito passeio no entorno de Santiago, passamos o dia todo na cidade porque lá tem muita coisa bacana para ver. 

Vimos a troca da guarda no Palácio La Moneda. É bem legal, eles fazem uma apresentação, tocam algumas músicas e acontece a troca. Porém, é importante pesquisar para ver qual o dia irá ocorrer a cerimônia de troca. Ela acontece em dias alternados, um mês nos dias pares e no seguinte, nos ímpares. Basta dar um Google para você descobrir as datas certinhas. A cerimônia toda deve durar cerca de uma hora.


Já que o Palácio de la Moneda fica na região central, estique mais um pouquinho até a Catedral de Santiago. Ainda nos arredores, vale muito a pena subir o cerro Santa Lucia. Ele é lindo, tem fácil acesso ao metrô e ainda dá para ver o contaste de Santiago. De um lado uma cidade super moderna, com prédios espelhados, e de outro uma arquitetura mais antiga e cheia de charme. 

Depois, fomos passear no Pátio Bellavista, que não é muito longe dali e tinha sido nossa parada na noite anterior. Lá é ótimo, não só dentro dele, como no entorno. Tem várias opções de restaurantes com os mais variados cardápios. 

Também aproveitamos para subir na Sky Costenera. É a torre mais alta da América Latina e você consegue ver a cidade em 360°. A torre é toda envidraçada, é absolutamente lindo. Alguns guias explicam gratuitamente alguns pontos da cidade, no final é só deixar alguma gorjeta para eles. 


Pertinho dali tem o Parque de las Esculturas que nada mais é, como o nome sugere, um parque com esculturas. É bem agradável. Não é grande e dá para sentar um pouquinho e ver a vida passar.

DAY 5

No último dia em Santiago, fizemos o passeio para Viña del Mal e Valparaiso. De novo fomos com a Stamps Tour. No caminho, paramos em uma vinícola. Mas como fomos no inverno, as parreiras estavam sem uvas. 


Viña del Mar é realmente encantadora. Lá está exposto um moai da Ilha de Páscoa e a praia é uma gracinha, cheia de gaivotas. É lá também que está aquele famoso relógio de flores, parada obrigatória para quem vai para a cidade. Depois fomos para Valparaiso, que na minha opinião, apesar de bonitinha, é um passeio dispensável. 


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