29 julho 2017

A bordo// Bogotá: câmbio, dúvidas, altitude, transporte e onde ficar

Oi, pessoal, tudo bem?

Algumas mudanças por aqui irão acontecer. E a primeira delas é esta nova coluna: Leitura de bordo.



Acabei de voltar de férias. Passei dez dias na Colômbia com meu namorado e muitos amigos vieram falar comigo sobre a vontade de conhecer o país também. Fiquei super feliz com o interesse deles porque a Colômbia é surpreendente. Quando estava pesquisando roteiros que pudessem me ajudar na viagem, senti que havia muito pouco sobre Bogotá e Cartagena. Acredito que por San Andrés ser o destino mais procurado pelos brasileiros. Então, para ajudar quem por acaso esteja com viagem marcada ou até para tentar convencer quem nunca pensou na Colômbia como uma opção de viagem, aqui estou eu! Os posts vão ser bem divididos para que eu consiga ser o mais informativa possível, então se preparem! Caso tenham alguma dúvida ou sugestões de postagens, deixem seus comentários. 

Duração: 10 dias
Destinos: Bogotá (4 dias) e Cartagena (6 dias)
Período: Julho/17
Estação: Verão

PRIMEIRA PARADA: BOGOTÁ


Capital da Colômbia, terra de Shakira e Maluma, Bogotá possui mais de sete milhões de habitantes. É a quarta cidade mais populosa da América Latina e a terceira mais alta do mundo. São 2.640 mil metros acima do nível do mar. Devido à sua altitude, a temperatura média anual não passa dos 20º. A época mais chuvosa é de abril-maio, setembro-novembro.

Por muito tempo estigmatizada pela violência e tráfico de drogas, Bogotá se desenvolveu muito em poucos anos. O que encontrei foi uma cidade amistosa, colorida, com gente simpática e sorridente. Encontrei uma capital bem estruturada, limpa, muito policiada e preparada para receber os turistas. Tanto os policiais quanto os seguranças privados andam com cães farejadores. A cara fechada dos soldados colombianos - e tamanho da arma que carregam à tiracolo - pode assustar, mas todos foram muito cordiais e nos ajudaram quando precisamos. Um deles até se prontificou a chamar um táxi para a gente.

O calor dos colombianos compensou o climinha ameno da cidade, que oscila toda hora. Às vezes o dia começava com sol, chovia, fazia sol, chovia de novo, e isso tudo em um intervalo de poucas horas. O ventinho é frio, mas nada cortante. O ideal é estar sempre preparado com um casaquinho e guarda-chuva. Não levei nenhuma roupa pesada demais, até porque seguiria para Cartagena depois. Mas recomendo um moletom mais quentinhos para os friorentos, com blusas de manga para usar por baixo.



  • CÂMBIO


























Pegamos um voo no Rio de Janeiro com conexão em São Paulo e chegamos em Bogotá à noite. O Aeroporto é o El Dorado. Organizado, recém reformado, com wifii que funciona em quase todo o lugar e bem policiado. Boa parte do local é dominado pela Avianca, a maior companhia colombiana, que também opera várias rotas no Brasil. Apesar disto, fomos de TAM (papo para outro post sobre como é voar de TAM para a Colômbia). Saímos do avião, pegamos nossas malas - a do Bruno aparentemente foi revistada antes de ser entregue - e a primeira coisa que fizemos foi: conseguir pesos colombianos.

Mas antes é importante lembrar que não vale a pena trocar qualquer moeda no Brasil que não seja dólar (americano, canadense, australiano), euro, libra. Optamos por levar dólares. Apesar do real ainda valer quase a mesma coisa que o peso colombiano, colocando na ponta do lápis o dólar renderia mais na hora da troca.

Em uma conta simples:
O melhor câmbio que encontramos foi em um centro comercial à poucos minutos do nosso hotel. A loja se chamava Americana Group (Calle 122, 15-09) Nela, o real estava 700 pesos e o dólar, pechinchando, saiu por 2800 pesos (valores de jul/17). Sendo assim:

R$ 10 = 7.000 PESOS 
R$ 10 = 3 DÓLARES (arredondando)
3 DÓLARES = 8.400 PESOS
LUCRO: 1.400 PESOS 


No aeroporto há duas casas de câmbio. Uma logo no local em que você busca a sua bagagem e outra do lado de fora, no desembarque. Acabamos passando direto por elas pela fama de não terem câmbio vantajoso. Para o real realmente não valia a pena. Mas para o dólar não vimos muita diferença com o que conseguimos na cidade, poderíamos ter trocado um pouco no aeroporto. Acabamos tirando dinheiro nos caixas eletrônicos, na área de embarque. Esse era o plano inicial para conseguir alguns pesos para aquela noite. Basta subir as escadas rolantes. Pegamos esta dica em um blog de viagem e até que valeu a pena. O saque com cartão de débito não tem taxa de juros e você paga apenas o valor do IOF e um valor fixo pela operação.

  • TÁXIS

Foto: https://www.las2orillas.co/

Essa foi a parte um pouco mais chata desse primeiro dia. Com a experiência que temos aqui no Rio de Janeiro com Uber em aeroportos, não quisemos arriscar pedir um no El Dorado. O jeito era ir de táxi mesmo. Como sempre, é preciso desviar de todas aquelas pessoas que ficam te assediando no desembarque para conseguir um passageiro. Mas até que em Bogotá não foi o pior lugar neste quesito. Não há cabines de táxis no desembarque. Elas são bancadas na calçada do aeroporto. Há duas opções: táxis brancos e os amarelos. Os brancos são os executivos e mais caros. Pegamos os amarelos na fila de "autorizados", eles tem o selo do aeroporto. Verifiquem sempre se eles possuem o número da placa nas laterais do veículo. 

Lá, o valor do taxímetro não equivale ao que você vai pagar no final. O preço até o nosso hotel marcou 30, mas foi cobrado 35 mil pesos.(o equivalente a R$ 40 reais) Isso acontece porque eles tem uma tabela de valores para fazer a conversão. Ainda assim o táxi de lá é bem barato, principalmente se comparado com os preços absurdos cobrados no Rio de Janeiro.

Ainda assim, de maneira geral, evitamos ao máximo pegar táxis, principalmente na rua. Vi em outros blogs relatos de alguns golpes praticados em cima de turistas. O Uber também é super barato. Optamos por ele e nunca chegamos a pagar mais de 15 mil pesos em uma corrida. Vale dizer que lá, este tipo de transporte não é autorizado, então, não se assuste se o motorista pedir para alguém ir no banco da frente. 

  • HOTEL






















Ficamos hospedados no Atton Bogotá 100. Recomendo altamente e falarei mais dele abaixo. O hotel fica um pouco distante do centro, mas próximo às zonas de bares da cidade conhecida como zona Rosa. O centro histórico de Bogotá fica perto de alguns dos pontos turísticos interessantes de se visitar, porém a movimentação fica apenas na parte do dia. À noite fica deserto, então é preciso ficar mais atento ao andar pela região. Contudo, esta é uma área de muitos hostels e os hotéis costumam ser um pouco mais em conta. Os prédios são mais bucólicos e é uma zona onde é possível absorver muito da história local. 

Porém, como eu disse, optamos por ficar mais ao norte. Perto do parque 93 ficam os bares e restaurantes mais frequentados da cidade. É o que eles chamam de Zona Rosa. Dentro dela está a Zona T, uma rua que fica fechada para carros, com bares para todos os gostos, de todos os lados. Vale dizer que come-se em Bogotá por valores bem em conta. Chegávamos na zona Rosa em menos de 10 minutos. 

Fomos muito bem atendidos no Atton. O hotel tem um ótimo custo-benefício e uma ótima estrutura com bar, restaurante self-service, garagem, área de fumantes, computadores... A equipe é muito atenciosa e nos ajudou sempre que precisamos. Utilizamos o serviço de transfer deles também e não tivemos nenhum problema. Eles são muito organizados. O hotel não é muito grande, são poucos apartamentos por andar, apenas 6 em 10 andares. O quarto é silencioso, com cama confortável e TV ampla (e com HBO, o que garantiu o Game of Thrones de domingo) o banheiro é espaçoso também. 

A Colômbia é um país de muitas frutas, então no café da manhã tinham muitas opções. Além de ovo, outra coisa que eles amam, das famosas arepas (papo para o post sobre comidas típicas colombianas) e waffles! Delicioso! 

  • ALTITUDE
Como falei no início do post, Bogotá é a terceira cidade mais alta do mundo! Perde apenas para as vizinhas latino-americanas Quito e La Paz. Algumas pessoas podem ficar receosas sobre os efeitos da altitude. Tudo varia de pessoa para pessoa.

Podem ocorrer enjoos, náuseas e dores de cabeça? Sim. Mas pode não acontecer nada, o que foi o meu caso. O importante é pegar leve no primeiro dia para que o seu corpo se acostume (principalmente se você nunca esteve em uma cidade com grande altitude) e sempre manter-se hidratado. Algumas pessoas recomendam mascar folha de coca. Eu, particularmente, recomendo que levem rinosoro. Parece uma dica boba, mas comigo, diante do frio e da altitude, o meu nariz resseca demais. Sempre pingava um Rinosoro para ficar mais confortável. Então eu nunca deixo faltar no meu kitzinho de viagem. 

Não esperem continuar com o mesmo ritmo e fôlego que vocês têm no Brasil. Altitude cansa mesmo. Quando isso acontecer, façam uma pausa, respirem fundo, bebam água e depois do descanso... "continuem a andar".

No próximo post vou falar sobre os meios de transporte na Colômbia e sobre o meu roteiro nos quatro dias em que estive em Bogotá. 

2 comentários

  1. Aaaaaah que incrível. Eu já fiquei aqui com muita vontade de conhecer Bogotá! Pesquisei umas fotos no google e adorei, essa coisa da altitude com certeza vai me matar, mas tudo bem eu aceito haha fiquei meio confuso com essa coisa do dinheiro (sou de humanas) mas dica anotada. A América Latina é muito rica né? E a gente nem percebe o quanto precisamos desfrutar mais desses lugares.

    Adorei a nova coluna e que bom que o blog voltou :)

    Abração!

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  2. Que legal, que legaaaal, quero muito fazer intercâmbio, conheci umas pessoas de Bogotá que vieram fazer intercâmbio aqui em Aracaju, antes disso não sabia nada sobre o lugar.

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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