31 julho 2017

A bordo // Roteiro de 3 dias em Bogotá

Oi leitores viajantes, tudo bem?


Vamos para a parte que mais interessa nesta viagem? Afinal, o que tem para fazer em Bogotá? Apertem os cintos e prestem atenção às instruções da sua equipe de bordo. No caso eu :D

Antes de tudo, um aviso:

Se você está pensando em viajar para a Colômbia, você precisa ter a vacinação da febre amarela, que deve ter sido tomada no mínimo dez dias antes da viagem. Além disso, de acordo com as novas regras do Ministério da Saúde, para embarcar é necessário um certificado de vacinação internacional. 

Passamos quatro dias na cidade, infelizmente só três inteiros. Mas deu para ter um gostinho de tudo o que Bogotá tem para nos oferecer. Abaixo está o roteiro que fizemos:


DAY 1

  • Tour dos Graffitis

Não sei vocês, mas eu adoro ficar zapeando pelo Trip Advisor. Às vezes lá é melhor que muito blog de viagem. Foi assim que eu encontrei o Bogotá Graffiti Tour. Basicamente é um passeio a pé pela cidade que conta um pouquinho de cada arte de rua. E o centro de Bogotá está recheado delas! 

Por que recomendo que façam o tour? Porque é impossível seguir sozinho e conseguir ver todos ou entender a história por trás deles. É fascinante. O tour deve ser marcado antecipadamente (mas, relaxem, não precisa ser com duas semanas de antecedência. Eu marquei um dia antes) pelo site: http://bogotagraffiti.com/. Eles possuem dois horários: manhã e tarde. Eu fui de manhã e adorei. Dura cerca de duas horas. 



O guia é o J, um americano que mora há anos em Bogotá e é amante dos grafites. O cara sabe demais. E passa tudo para a galera com muita paciência. Assim como em São Paulo, a prefeitura de Bogotá está apagando muitos grafites, o que é terrível porque eles são lindos e deixam o centro histórico ainda mais atraente. Por isso não deixam essa oportunidade passar. Alguns já haviam sido apagados quando eu fui e se transformaram em paredes brancas e sem graça. O J indicou outros que sumiriam em breve também.

O único ponto ruim do tour é o fato de ser feito em inglês. O J também fala fluentemente espanhol, mas o passeio é em inglês. Então, se você não domina muito a língua, não recomendo. Mas caso isso não seja um problema e a sua vibe seja mesmo ver as artes, não pense duas vezes em reservar! Se você souber se virar no espanhol, pode ir tirando dúvidas com o J entre um grafite e outro. 



O tour é "de graça". No final, os participantes dão 'gorjetas" ao guia. O valor sugerido é de 20 mil pesos, mas ele deixa claro que a doação é voluntária. Paga se você curtiu o passeio e acha que o trabalho vale a pena. 




  • Praça Bolívar
Depois da pausa para o almoço seguimos para a Praça Bolívar. Nela estão os prédios mais importantes da cidade: a prefeitura, o Palácio da Justiça, a Catedral, o Congresso Nacional e pombos. Muitos pombos.  Esse é o passeio básico-clichézão que não pode faltar em nenhum roteiro. Capricha na pose da foto e arrase! Vale dizer que a praça é bem policiada, como todos os pontos turísticos de Bogotá. 

Um pequeno mapinha para te ajudar no deslocamento:


  • Centro Cultural Gabriel García Márquez

Colombiano e autor de vários clássicos da literatura mundial como "Cem anos de solidão" e "Amor nos tempos de cólera" e "Memórias das minhas putas tristes" ele foi ganhador do Premio Nobel de Literatura e é extremamente respeitado no país. O Centro Cultural em sua homenagem é um pouco e cultura no centro da cidade.

O espaço é simples e não exatamente atraente aos olhos, mas vale a visita. É um ótimo lugar para fazer uma pausa para um café e ainda aproveitar para visitar a livraria gigantesca que tem lá. 

  • Casa da Moeda e Museu Botero

http://www.spanishincolombia.gov.co/

Quase em frente ao Centro Cultural está a Casa da Moeda, ou Casa de la Moneda e, no mesmo prédio, o Museu Botero. As atrações são gratuitas, com wifii e banheiros, mas, claro, o importante é o que você vai conseguir absorver do conteúdo dos museus. Eu achei o máximo! Ambos funcionam diariamente das 9h às 19h, exceto às terças-feiras, que estão fechados.

Foi na Colômbia que foram cunhadas as primeiras moedas de ouro das Américas. E o museu tem um um ótimo acervo, dividido em dois andares, que conta desde a história pré-colombiana até os dias de hoje. Vai desde a história fabricação até a economia do país. Bem bacana. Eles tem guias disponíveis. 

Acho que é impossível ir à Colômbia e não ouvir falar de Botero. Ele é um artista colombiano com um estilo inconfundível de arte: sempre coisas bem rechonchudinhas. Ele é de Medelin, mas sua arte está espalhada por vários lugares do país. Segundo o próprio Botero, ele pinta volumes e adora "retratar a sensualidade das formas". De fato, seus quadros são lindos. E parte do acervo você vai encontrar bem aí, totalmente de graça, no centro histórico de Bogotá. 

Gastamos cerca de duas horas para visitarmos os dois museus. O espaço deles é pequeno, então acredito que você não vai precisar de mais do que isso para realizar este passeio.




  • Museu do Ouro
Aos domingos o museu do Ouro tem entrada gratuita. Mas fomos no sábado mesmo.

O funcionamento é de segunda à sábado, das 9h às 18h e aos domingos, das 10h às 16h. A entrada custa 4 mil pesos (jul/17)

Sem dúvidas o Museu do Ouro é um dos mais organizados que eu já visitei, com grande acervo, bem detalhado e representa um importante resgate histórico. Vale a pena olhar com calma. Não pegamos um guia, mas acho que isso pode acrescentar ao passeio.



Igualzinho, né? hahahaha
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DAY 2


  • Cerro Monserrate


Encabeçando as atrações em Bogotá está o Cerro Monserrate, um dos pontos mais altos da cidade. A montanha faz parte da Cordilheira dos Andes e, além de receber inúmeros turistas, também reúne milhares de fiéis que sobem até a Basílica Santuário del Señor Caído de Monserrate. Fomos em um domingo, então estava lotado. Aliás, algo que eu senti muito em Bogotá é a religiosidade do povo. A dica é ir cedo, principalmente se você pretende fazer isto em um final de semana. Chegamos por volta das 9h 30min da manhã. Estava "cheinho", mas na hora que descemos, por volta de 13h, as filas para subir estavam absolutamente enormes.



Há três formas de chegar ao topo: funicular, teleférico ou a pé. Muitos católicos sobem as escadas de joelho como forma de pagar promessa. O caminho é longo, só opte por este se tiver disposição. Escolhemos subir de funicular apenas por ser menor fila naquele momento, nada especial. Os preços estão disponíveis aqui. Eles variam de acordo com o dia da semana, assim como o funcionamento dos meios de transporte. Por isso, fiquem atentos.




A vista lá de cima é linda e a sensação é de paz. O cerro tem toda a estrutura necessária. Lanchonetes, banheiros (alguns pagos), bancos e uma Via Crucis que termina perto da Igreja. Ficamos um bom tempo contemplando. Descemos também de funicular e seguimos a pé pela cidade.



Aos domingos, uma via que enorme que corta Bogotá fica fechada para ciclovia. São quase 120 km dedicados ao lazer e com direito à muitas barraquinhas de comida.  Para quem curte andar de bike, a ciclovia é uma boa dica para aproveitar o domingão. Descendo o Monserrate e andando por lá, chegamos ao Parque de la Independência, totalmente por acaso. Logo na entrada tem o nome da cidade. Claro que paramos para uma foto.




  • Feira de artesanato e mercado de pulgas


Pegamos o ônibus e seguimos para Usaquén onde almoçamos e aproveitamos a feira de artesanato dos domingos e o mercado de pulgas.  A região de Usaquén parece uma cidadezinha dentro da cidade. A estrutura das casas é colonial, tudo muito charmoso. Lá também tem restaurantes muito interessantes. Vale a pena explorar bem a região.



  • Parque Simon Bolívar


Por fim, ainda fazendo render este dia de mormaço em Bogotá, fomos ao Parque Simon Bolivar. Ele é maior que o Central Park. Um espaço lindo, cheio de verde, no meio da cidade. Muita gente faz piquenique por lá. Então, se você tiver essa oportunidade, não deixe passar. O parque é bem cuidado, muito limpo e ótimo para relaxar. E foi o que fizemos!


Juro que é em Bogotá!



DAY 3


  • Catedral de Sal


Taí outro lugar que não pode faltar em nenhum roteiro de Bogotá, sendo você católico ou não. A Catedral de Sal fica no município de Zipaquirá, à cerca de 50 minutos da capital. É considerada uma das 7 Maravilhas da Colômbia e de fato, é. Nenhuma foto consegue registrar o que é este lugar. A Catedral é o único Santuário religioso feito dentro de uma mina de sal.

Para chegar lá fechamos um transfer no nosso hotel que nos levou e nos esperou. Mas, aos domingos, funciona um trem chamado Turistren, que sai da estação em Usaquen, rumo à Catedral. Outra opção é ir de ônibus até o terminal e de lá pegar outro até Zipaquirá. Sinceramente, queríamos chegar de uma forma simples e rápida. Fomos em um dia de semana (o que eu recomendo altamente) e estava bem tranquilo. Não tivemos problemas com fila. Compramos os tickets lá mesmo. As entradas custam 50 mil pesos. 




Lá as visitas são guiadas e você pode optar por inglês ou espanhol. Os tours são intervalados. Fizemos em inglês porque era o que estava saindo naquele momento.

No  caminho para chegar à nave central da Igreja há uma Via Crucis. Cada estação é feita por um artista diferente, mas tudo é esculpido em sal. Lindíssimo. Mas, como eu disse, não dá para explicar, só vendo. No final do tour caímos em algumas lojinhas de souvenir, muitas com esculturas sacras feitas em sal. Recomendo conferir.





Um comentário

  1. Muito bom, Keeel!! Meu roteiro está bem parecido trocando as ordens das coisas! rsrs

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