Resenha | Pax

Oi, pessoal, tudo bem?

Título: Pax
Autor: Sara Pennypacker
Editora : Intrínseca
Páginas : 288
Livro cedido em parceria com a editora


Sinopse: Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos. Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.


Sabe a história do pequeno príncipe e a sua relação com a raposa? Então imagine essa história em meio a Segunda Guerra Mundial. É mais ou menos o que acontece com Pax. Peter tinha 7 anos quando perdeu a mãe e, desde então, o convívio com o pai tem sido difícil. O que alivia essa situação é Pax, sua raposa. O garoto e o animal são praticamente extensões do mesmo todo. Eles se completam e parecem sempre saber o que o outro está pensando.

Porém o pai de Peter é convocado para lutar durante a Segunda Guerra Mundial e o garoto precisa ir morar com o avô. O que significa ter que abandonar Pax. Se por um lado será difícil para Peter continuar sem o seu melhor amigo, a raposa também fica assustada longe da pessoa que sempre a protegeu. Pax nunca conheceu a floresta, então não sabe como agir diante dos perigos que ela pode apresentar.

O livro me soou como uma fábula sobre amizade. Uma caminhada de sacrifícios, de autoconhecimentos e uma lição de amor sem limite.  É daqueles infantojuvenis que levam uma lição para crianças e adultos, leitura para todas as idades.

A narrativa é feita em terceira pessoa, com capítulos intercalados entre Pax e Peter. Mas o ponto de vista da raposa é excepcional e consegue transmitir toda a inocência do animal.  A escrita da Sara também é muito boa. Acho que o principal desafio de um livro com dois narradores é diferenciar (e bem) quem está falando em cada capítulo. E isso Sara faz muito facilmente. 

No geral, “Pax” é levemente instável. Em alguns momentos a leitura se tornou um pouco arrastada e o final é corrido - e até previsível. Mas os ápices da história conseguem compensar. É impossível não se sensibilizar com a raposa, principalmente se você também tem um animal de estimação. Se eu tivesse que descrever esse livro com uma palavra seria: comovente. Ele conseguiu me tocar e me mostrar a pureza do amor incondicional e da confiança sem limites. 

Destaque também para a edição do livro. Capa dura e lindas ilustrações de Jon Klassen que deixam tudo ainda mais mágico. 

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