Resenha 375 | O Mapa de Vidro

Olar, pessoas!

Hoje eu trago para vocês a resenha de um livro que me surpreendeu bastante; eu não esperava gostar tanto quanto gostei! Confere só:

Título: O Mapa de Vidro // The Glass Sentence
Autora: S. E. Grove
Páginas: 396
Editora: Verus


SinopseEla conhecia o mundo somente por meio de mapas. E não tinha ideia de que eles poderiam ser tão perigosos. Boston, 1891. Sophia Tims vem de uma família de grandes cartógrafos. Desde a Grande Ruptura em 1779, quando todos os continentes foram lançados a uma era diferente – da pré-história a um futuro distante – esses exploradores viajam e mapeiam o que é conhecido como Novo Mundo. Há oito anos, desde que seus pais não retornaram de uma missão urgente, ela vive com seu tio Shadrack, o melhor cartógrafo em Boston. A vida com seu brilhante, adorado e distraído tio, ensinou Sophia a cuidar de si mesma. Quando Shadrack é sequestrado por pessoas que estão atrás de um poderoso artefato, ela é a única que pode salvá-lo. Ao lado de Theo, um refugiado do oeste, ela embarca em uma aventura por cidades secretas e mares desconhecidos baseando-se apenas nos mapas deixados por seu tio e sua intuição. O que Sophia e Theo não sabem é que suas próprias vidas estão em perigo quando se descobrem segredos há muito enterrados. O mapa de vidro vai fazer você mergulhar em um mundo de fantasia autêntico e intrigante, com uma heroína que vai ganhar o seu coração.

Em 1779, o mundo passou por um grande acontecimento, que ficou conhecido como A Grande Ruptura. Os continentes se dividiram em várias partes e cada parte passou a ter um tempo diferente; enquanto umas estavam no passado, outras estavam no futuro. Tudo o que antes era apenas imaginado pelos historiadores, se tornou real. Ninguém sabe como, ou em que era, A Grande Ruptura aconteceu, nem como revertê-la.

Anos depois, em 1891, Sophia Tims vive em Novo Ocidente com seu tio Shadrack, um dos melhores cartográfos do mundo. Seus pais também eram cartográfos e exploradores, mas desapareceram em uma viagem quando Sophia era mais nova; viver com Shadrack fez com que Sophia aprendesse a cuidar de si mesma e tivesse o mesmo interesse pela cartografia que seus pais.

Shadrack, então, decide que Sophia está pronta para partir com ele numa busca pelos pais dela e precisam fazer isso rápido, levando em conta que as fronteiras de Novo Ocidente com as outras eras estão sendo fechadas e os documentos de seus pais estão com Shadrack; sem eles, jamais poderão voltar - tanto Sophia quanto Shadrack mantêm as esperanças.

Os planos vão por água abaixo quando Sophia, depois de sair para comprar suprimentos, volta para casa e encontra tudo destruído e percebe que Shadrack está desaparecido, deixando para trás apenas um mapa de vidro - um tipo de mapa que Sophia ainda estava aprendendo a decifrar - e uma missão: encontrar alguém chamada Veressa , que poderá ajudá-la a resolver tudo.

Com a ajuda de Theo, um garoto de outra era que fugiu de um circo, Sophia parte à busca por Veressa, mas percebe que as pessoas que sequestraram Shadrack são mais perigosas do que ela esperava e que existem muitos segredos envolvendo Veressa, Shadrack e o mapa de vidro.

Tornou-se evidente que, em um momento terrível, as várias partes do mundo se separaram. Elas se desprenderam do tempo. Girando livremente em diferentes direções, cada pedaço do mundo fora lançado em uma era diferente. Quando aquele momento passou, os pedaços ficaram espalhados tão perto espacialmente uns dos outros como sempre estiveram, mas irremediavelmente separados pelo tempo. Ninguém sabia a idade real do mundo, ou qual das era causara a catástrofe. O mundo conhecemos o conhecíamos havia se partido, e um novo mundo tomara seu lugar.

Com uma premissa sensacional, S. E. Grove conseguiu me conquistar. GENTE, tipo assim, QUE HISTÓRIA INCRÍVEL! Essa pessoa com certeza se banhou no poço da criatividade para bolar um mundo como o de Mapmakers; achei simplesmente incrível a ideia de um mundo em vários tempos diferentes, várias eras convivendo e aprendendo umas com as outras. Pensa só poder ver coisas do passado ou do futuro que só conseguimos imaginar? Realmente sensacional.

Mas não é só por isso que O Mapa de Vidro se mostrou um livro awesome! Somado à ideia sensacional, temos algo essencial para o sucesso da série: DESENVOLVIMENTO. Não ficaria surpreso se a autora perdesse o fio da meada no meio da história, mas fiquei muito feliz em perceber que ela não apenas conseguiu manter o ritmo, como o fez com maestria. S. E. Grove criou um mundo extremamente rico, habilmente complexo e bem desenvolvido, do tipo que arranca o leitor da sua realidade e o transporta para dentro do livro.

Sua escrita também é de se elogiar; fluída e que torna fácil o entendimento do universo do livro, além de ser cativante. Seus personagens são marcantes, bem construídos e intrigantes; Sophia é uma garota muito inteligente e carismática, fácil de se apegar. Shadrack é instigante; o leitor fica sempre querendo saber mais sobre ele.

Cheio de criatividade, aventuras e com boas doses de tudo que um livro precisa para ser bom, O Mapa de Vidro realmente me conquistou e não vejo a hora de ler a sequência da série. Mapmakers entrou para meu hall de série que necessito acompanhar. Quem diria que cartografia seria tão interessante?





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