27 maio 2016

# Resenha 359// A Joia

Olá bookaholics, tudo bem?

Hoje vamos falar sobre mais uma trilogia distópica. A joia nos mostra um mundo com uma cultura diferente da nossa, mas com valores e defeitos essencialmente iguais.

Título: A Joia / The Jewel
Autor: Amy Ewing
Páginas: 352
Editora: Fantasy



Sinopse: Joias significam riqueza, são sinônimo de encanto. A Joia é a própria realeza. Para garotas como Violet, no entanto, a Joia quer dizer uma vida de servidão. Violet nasceu e cresceu no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária. Por ser fértil, Violet é especial, tendo sido separada de sua família ainda criança para ser treinada durante anos a fim de servir aos membros da realeza. Agora, aos dezesseis anos, ela finalmente partirá para a Joia, onde iniciará sua vida como substituta. Mas, aos poucos, Violet descobrirá a crueldade por trás de toda a beleza reluzente - e terá que lutar por sua própria sobrevivência. Quando uma improvável amizade oferece a Violet uma saída que ela jamais achou ser possível, ela irá se agarrar à esperança de uma vida melhor. Mas uma linda e intensa paixão pode colocar tudo em risco! 


O livro conta a história de uma sociedade caótica - "a cidade solitária" - que se divide em cinco castas, delimitadas por muralhas em formato de círculos. O quinto círculo, chamado de Pântano, é formado pelos operários, a parte mais pobre da população. O quarto círculo nomeado como Fazenda é formada pelos agropecuaristas, como o próprio nome já diz. No terceiro ficam as fábricas e por isso este círculo é chamado de Fumaça. O segundo círculo é formado pelos comerciantes e bancários e foi nomeado como Banco. E, por fim, A Joia é o último círculo, que fica no centro da cidade, e abriga a realeza.

Apesar de todo dinheiro e bens da realeza, as mulheres que pertencem a essa casta não podem ter filhos, por isso todo ano há um leilão das mulheres do Pântano (essas sim podem gerar filhos). Violet Lasting é uma dessas meninas que foi comprada no Leilão. Ela agora é posse da "Duquesa da Casa do Lago", uma mulher muito poderosa, mas que logo se mostra louca e matriarca de uma família surrealmente descontrolada. Como já era de se imaginar, Violet sofre muita humilhação e violência tentando sobreviver em um ambiente novo e hostil, onde ela não é considerada sequer uma pessoa.




























A joia não é a melhor distopia que eu já li , e aliás é bem clichê, todavia, o diferencial desse livro é que a “Cidade Solitária” é uma sociedade controlada exclusivamente por mulheres. Os homens que aparecem são apenas coadjuvantes na trama e na própria sociedade. Violet seguindo essa linha, apesar da posição que ocupa, é uma mulher forte que não se intimida com uma sociedade totalmente desigual ou mesmo se deslumbra com as riquezas da Joia, buscando acabar com a situação desumana a que as meninas do Pântano são submetidas. Para completar, nessa busca por dignidade e liberdade, Violet se envolve com Ash Lockwood (um acompanhante da realeza) e vive um belo romance. 

Ao contrário de muitas distopias atuais, o romance não prevalece sobre o mundo distópico. A escrita da autora sempre nos leva a focar na desigualdade e na luta . Além disso, a personagem principal não é estereotipada ao extremo, ela é doce e ao mesmo tempo não se conforma com a submissão, mas também não é a mulher-maravilha que consegue salvar o mundo na força do braço. A relação dela com Ash não é - na maior parte do tempo - melosa e enfadonha (pelo menos neste primeiro livro). 

Como pontos fracos do livro posso dizer que não há muita novidade na história em si. A leitura flui fácil, mas os elementos que compõe o livro são velhos conhecidos dos leitores. Além disso, a autora não desenvolveu a criação do mundo distópico tão bem quanto poderia. Visto isso, dou três estrelas pro livro levando em consideração os valores que ele consegue nos passar, apesar de não surpreender. 

"Hoje é meu último dia como Violet Lasting."
Falam sobre nós como se fôssemos um animal de estimação ou um cavalo premiado. Como se não pudéssemos ouvi-las. Como se nem estivéssemos ali."


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