Resenha 343 | Todos os nossos ontens

Oi gente!

Faz tempo que eu não apareço por aqui, mas finalmente as coisas se acalmaram e agora eu vou voltar a postar normalmente.

Título: Todos os nossos ontens
Editora: Novo Conceito
Autor: Cristin Terrill
Páginas: 352


Sinopse: O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo? Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse? Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem? Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...

"Todos os nossos ontens" é um livro que fala de passado e futuro, sobre o que as pessoas fariam se pudessem voltar ao passado e consertar o futuro, o que os governantes não fariam para dominar o mundo? Tudo isso é possível graças a Cassandra, uma máquina do tempo, criada pelo Doutor, para que 'erros' possam ser consertados, mas é claro que as pessoas usariam com fins de poder e dominação. Dois jovens tentam voltar ao passado para evitar que a máquina seja construída, mas todos sabem que o tempo tem leis, as vezes qualquer mudança é capaz de te apagar e é como se nada tivesse existido, a não ser que você tente mudá-lo novamente, como um ciclo. 


Esse livro foi ao mesmo tempo uma grande surpresa e uma grande decepção. Fui surpreendida pela narrativa voraz, pelo enredo enlouquecedor, fugaz e original. É como se eu estivesse realmente presa na história e não conseguisse afastar minha mente de todo esse enigma e procurando uma solução para os dois jovens tão ávidos para evitar um grande colapso mundial. Contudo, o final foi decepcionante para essa leitora que chegou ao ápice de um enredo indescritível. Com um final corrido e simplório Todos os nossos ontens me deixou decepcionada e não ganhou o título de uma das melhores distopias que eu já li. 

O livro é intercalado entre o passado e o futuro, entre a narrativa de Marina e Em. Marina é uma jovem leve e totalmente despreocupada com os problemas que a rodeiam, com a família desunida e pais desatenciosos, ela é apaixonada por seu vizinho James e enxerga em seus amigos e sua empregada como as únicas pessoas realmente da família. 

Em e Finn são os jovens que tentam mudar tudo o que deu errado com o surgimento de Cassandra, eles são jovens amargurados e sofridos, que passam os dias colhendo os frutos de tantas voltas sem sucesso ao passado, mas eles nunca desistem, são corajosos o suficiente para não abaixar a cabeça nem mesmo para a maior dificuldade, são desteminos e desesperados por consertar algo de muito sombrio que aconteceu no passado. 


O livro tem uma narrativa sensacional e você passa o tempo todo esperando mais e mais aventuras contudo achei que a autora não consegue prender o segredo por trás de tudo por muito tempo, pelo menos eu, consegui matar a xarada logo no começo e também arrisquei um possível final e não errei. Gostei de todo o desenvolvimento do livro, mas o final realmente foi difícil de engolir, pois não teve surpresa nenhuma, foi totalmente o esperado e de forma corrida. Contudo, nada apaga o brilhantismo do livro, que conseguiu ser grandioso. 

A capa é digna de palmas e acredito que dispensa qualquer palavra, estou completamente apaixonada. Eu realmente gostaria de ler mais coisas da autora, fiquei encantada com o trabalho dela. 

Por fim, só tenho a dizer o quanto Todos os nossos ontens é uma distopia extraordinária e recomendável a todos.


1 comentários:

  1. Quando vi esse livro pela primeira vez, fiquei interessada, pois adoro historias com viagens no tempo, pena que o final foi corrido e simples, gosto de finais que surpreende o leitor. Mas fiquei imaginando uma máquina dessa, acho que traria muitos problemas, pelos gananciosos.

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