06 janeiro 2016

# Resenha 316 // Eu estive Aqui

E aí, pessoal, tudo bem?

Para quem não acompanha o blog pelo facebook, fiquei alguns dias ausente porque machuquei a minha mão. Me furei com uma faca enquanto tentava abrir um pote de champignon. Estúpido, eu sei. Então estava evitando fazer esforço por esses dias. Li, dormi mais que li e trabalhei bastante. Como foram de ano novo? =D

Na primeira resenha do ano, vai ter Gayle Forman, porque, sim!

Aproveitem :)

Título: Eu estive aqui
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 240 
Livro cedido em parceria com a editora



Sinopse: Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.


Meg e Cody são o que podemos chamar de inseparáveis. As duas estudaram juntas no colégio e esta amizade tão forte era evidente para todos. Porém, a realidade das duas sempre foi muito diferente. Meg vem de uma família estruturada, no maior estilo família de comercial e margarina. Ela sempre teve uma condição de vida confortável e ganha uma bolsa de estudos para cursar a Universidade de Washington. Cody, por outro lado, mora com uma mãe relapsa e nunca chegou a conhecer o pai. Até que um dia Meg comete suicídio ao ingerir veneno em um quarto de hotel. Mas Cody tem certeza de que a amiga nunca faria uma coisa dessas e é por isso que ela sai em buscas de respostas que justifiquem o ato de sua melhor amiga. 

Meg é quase aquela protagonista póstuma. Aquela que não é narradora, mas que tem uma presença muito forte no desenrolar dos fatos. Narrado em primeira pessoa, o livro foca no drama de Cody em ir atrás da verdade. É um livro direto e emocionante como todos os livros da Gayle. Eu sou fã dela e da forma tocante como a autora escreve. Claro que esse dom não sumiria em “Estive aqui”.






















O tema do livro é sério e pertinente. Apesar de, o tempo todo, estarmos a volta de um suicídio, a autora explora essa devoção de Cody pela melhor amiga e no quanto sua vida é confusa. Cody tinha tudo para brilhar, ela ainda é muito jovem e tem muita coisa para viver. Mas, ao contrário, ela é uma pessoa sem expectativas e totalmente acomodada. Chega a dar raiva. E ao mesmo tempo, desperta a nossa atenção para tudo aquilo que devemos evitar fazer na vida.  Felizmente, com o tempo, Cody aprende a lidar com as suas frustrações e amadurece bastante ao longo da leitura.

É exatamente essa construção dos personagens que chama a atenção na escrita da Gayle. Ela faz com que eles sejam palpáveis. Com grandes qualidades, mas também com defeitos. É quase como se Cody fosse nossa vizinha ou uma amiga da família. A história vai chegando ao seu ápice gradualmente e a autora vai construindo o terreno para as surpresas ao longo da leitura.

O livro fala sobre amadurecimento, superação, depressão e a necessidade da busca por ajuda. Não chegou a ser o melhor da autora, mas, com certeza, me fez refletir bastante.




7 comentários

  1. Li um livro e a sequencia dele d,essa autora e não achei lá essas coisas faltou algo. Esse até que parece ser legal, aborda um fato que esta acontece muito o suicídio. Tem a investigação da amiga que tenta descobrir porque ela fez isso. Quem sabe esse é melhor que o outro que li.

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  2. Estou com dois livros da Gayle para ler: Se eu ficar e Para onde ela foi. Ainda não conheço muito bem a autora, mas pretendo introduzi-la nas minhas leituras deste ano. Sobre o livro, achei que os temas que a autora explora neles são muito interessantes e me deixaram curiosa para ler este livro. Fique intrigada com as personagens e me indagando o que aconteceu para Meg chegar ao ponto de se suicidar? Espero que Cody encontre todas as respostas que está procurando e eu também quando for ler esse livro!

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  3. Olá, esse livro parece fazer os leitores refletir bastante sobre os assuntos abordados nele. Mas não gostei muito, mas você fez uma ótima resenha.

    www.geracaoselfie.blog.br

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  4. Saudações Lady Kel,
    Apesar de todos os elogios à obras da autora, ainda não consegui ler nada dela.
    Por tudo que já li - e ainda mais com a vossa resenha - tenho em mente livros "adultos", livros verdadeiros, histórias realmente concretas e que poderia de fato ser daquele vizinho com o qual só trocamos "Bom dia".
    Espero que 2016 seja de muitas mudanças, então sim, os livros já estão à caminho!

    Venha visitar o Castelo
    Att
    Ana P. Maia ♛
    The Queens Castle

    Cara de um, focinho do outro
    Cara de um, focinho do outro - EXTRA

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  5. Oi, Kel! Já tinha visto esse livro, mas não tinha lido nenhuma resenha ainda. Quando um livro fala sobre temas como depressão, suicídio e coisas do tipo eu já fico com vontade de conhecer... Vou guardar para uma próxima leitura.

    Beijos, Entre Aspas

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  6. Só li o primeiro livro lançado pela autora, e gostei bastante da escrita dela... não li os outros pq não tive oportunidade ainda =/
    gosto de livros com dramas assim. e a trama dele me lembra algum outro livro que já li... ;x
    ele é livro unico??
    fiquei curiosa, principalmente para saber os motivos de a personagem cometer tal ato ;/

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  7. Oi Kel, tudo bom?
    Só li um livro dessa autora, mas pretendo ler mais esse ano. Ela realmente consegue criar tramas dramáticas como ninguém e esse livro chamou minha atenção por falar sobre suicídio, tema que tem aparecido bastante nos lançamentos literários. A Cody parece ser uma personagem que teve que superar e crescer como que passou.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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