30 novembro 2015

# Resenha 304// A Sorte do agora

Oi pessoal, tudo bem?

Como foram de final de semana? Como já é tradição, segunda feira aqui no blog é dia de resenha. E hoje é a vez de "A sorte do agora" do Matthew Quick, um autor super querido pelos leitores e que me ganhou com "O Lado bom da vida".

Vem conferir!


Título: A Sorte do Agora // The Good Luck of Right Now
Autor: Mathew Quick
Páginas: 224
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Bartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe pode aprender a voar sozinho? Bartholomew então descobre uma carta de Richard Gere na gaveta de calcinhas da mãe e acredita ter encontrado uma pista de por quê, afinal, em seus últimos dias a mãe o chamava de Richard... Só pode haver alguma conexão cósmica! Convencido de que Richard Gere vai ajudá-lo, Bartholomew começa essa nova vida sozinho escrevendo uma série de cartas altamente íntimas para o ator. De Jung a Dalai Lama, de filosofia a fé, de abdução alienígena a telepatia com gatos, tudo é explorado nessas cartas que não só expõem a alma de Bartholomew, como, acima de tudo, revelam sua tentativa dolorosamente sincera de se integrar à sociedade. .

Bartholomew é solteiro e ainda mora na casa da mãe. Filho exemplar, daqueles que não faz nada de errado, vai a missa todos os domingos, etc. Quando sua mãe fica gravemente doente, cabe a Barth cuidar dela, principalmente em seus últimos momentos. A doença faz com que ela tenha alguns delírios e, devido a fragilidade de sua saúde mental, ela passa a acreditar que Bartholomew é Richard Gare, seu amor platônico. Desnorteado após a morte da mãe que era sua única família, Barth começa a escrever cartas para Gare, contando sobre o seu dia-a dia. 

Foi difícil começar a ler. O inicio é parado e a ideia de ter uma narrativa feita em formado de cartas me deixou bastante temerosa porque eu simplesmente odiei Carta de amor aos Mortos, que é feito neste mesmo estilo. Apesar do começo lento, aos poucos o autor vai achando o tom certo e vamos nos tornando íntimos, não só de Bartholomew, mas também de Richard Gare, destinatário e quase um analista, do protagonista.

O livro me lembrou muito O Lado Bom da Vida. Mais pelo temperamento do personagem. Bartholomew e Pat são muito parecidos: ingênuos, sozinhos, tentando achar o seu espaço no mundo. Em vários momentos eu via o Pat e não o Barth, o que era um pouco ruim. Mas, em dado momento, Bartholomew começa a se desenvolver e a crescer. Essa descoberta do personagem é bem emocionante. Para um cara de 40 anos, acostumado a ficar sempre com a mãe, até os últimos momentos dela, perceber a variedade de coisas que existe à volta é um grande baque. É quase como reaprender a andar.  Por sorte, como o próprio título do livro sugere, o personagem vai superando os medos e as angustias e deixa uma bonita lição para o leitor.






















Gosto do jeito que Quick insere personagens complexos na história. Não só o Barth, mas os secundários também ditam o ritmo da trama e, juntos, compõem uma história crível e bem emocionante. A linguagem é fácil, o que contribui para a fluidez da história. Quando consegui superar aquele inicio difícil, me envolvi com o que estava sendo contado e só parei quando cheguei no último ponto. 

Ainda que um livro excelente, não é o melhor do autor, ainda prefiro "O lado bom da Vida", que vai ser para sempre o meu queridinho. Mas uma coisa é verdade e, depois de ler "A sorte do agora", ficou ainda mais claro para mim que Matthew Quick tem um jeito peculiar de escrever e no final, sempre existe alguma reviravolta que vai nos fazer refletir sobre nossos próprios comportamentos, porque, afinal, sempre que algo ruim acontece, outra coisa boa também acontece.



11 comentários

  1. Sempre tive muita vontade de ler esse livro (principalmente pela diagramação tão linda e perfeita que ele tem), pois sou muito fã do Matthew Quick. Fiquei ainda mais interessada ao saber que a narrativa é feita através de cartas, adoro livros desse jeito, acho eles são mais fluidos e rápidos de se ler, tanto é que um dos meus favoritos é Simplesmente Acontece. Enfim, adorei sua resenha e fiquei louca de vontade para ler esse livro. Beijos.

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  2. Oi querida,
    Então apenas assistir ao filme o lado bom da vida, ainda não li o livro, achei interessante mas sinceramente não sei se é meu tipo de leitura. Gostei da resenha porém acho que se fosse ler algo dele seria o lado bom da vida antes.
    Beijos
    Raquel Machado
    leitura Kriativa
    leiturakriativa.blogspot.com

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  3. Eu ADORO o Matthew, mas quando olhei a sinopse desse fiquei com preguiça por me lembrar demais O Lado Bom da Vida. Eu acabo misturando as bolas, fiquei com medo de ler e ficar esperando as mesmas coisas. Agora que você comentou que o início é arrastado, então... ui, falta coragem! :P

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  4. Ainda não li O Lado Bom da Vida. Deve ter sido difícil para o protagonista sair da barra da saia da mãe e viver a própria vida, digamos assim rs. Acho que ele passou a ver o mundo com outros olhos. Fiquei curiosa com o conteúdo dessas cartas.

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  5. Conheci o Matthew através do livro 'O Lado Bom da Vida', amo esse livro <3
    O livro 'As Vantagens de Ser Invisível' também envolve cartas e eu sou apaixonada por aquele livro. Achei a sinopse e a resenha interessantes e talvez eu coloque ele como mais uma meta de leitura (devido as dezenas de livros que estão como minha meta de leitura, tenho que selecioná-los com cuidado -_-)

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  6. Oi Kel, tudo bom? Eu amei a capa do livro, mas me decepcionei muito com a sinopse e quando você falou que o livro é em cartas fiquei animada de novo porque amo a dinâmica que isso tem no decorrer da leitura. Mas mesmo assim eu não gostei do enredo. Boa dica para quem gosta do Matthew. Bjs

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  7. já li dois livros do Matthew, e os dois que li não gostei muito. a escrita dele não me prendeu muito... fiquei bem decepcionada.
    entretanto estou curiosa para ler este ai. a trama me deixou bem intrigada. não li Carta de amor aos Mortos também, mas pelos comentários que vi também tenho curiosidade em ler.
    espero conseguir ler logo, mesmo estando com um pé atrás :P

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  8. Entrei em contato com o Matthew a partir de O Lado Bom da Vida (que tive vontade de ler porque adorei o filme), mas não rolou, abandonei o livro antes da metade :/
    Também não tenho vontade de tentar ler algo dele de novo e se tentasse, não seria por esse livro, pois você disse que o personagem principal parece bastante o Pat.
    Nunca li Carta de Amor aos Mortos, mas não vejo ninguém falar bem, então também não tenho vontade.
    Beijo.

    Choque Literário

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  9. Ainda não li nada dele, já cheguei bem próximo de comprar O lado bom da vida mas acabei desistindo ... Mas esse livro não faz meu estilo, vou deixar pra lá como fiz com Cartas de amor aos mortos. A capa me lembrou outro livro, se não me engano o nome é "Pó de lua", uma gracinha :3

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  10. Outro livro que está na minha lista a algum tempo é O Lado Bom da Vida, assisti o filme (infelizmente) primeiro, mas gostei muito, e tem dois atores que amo. Mas quero muito o livro.
    Para um personagem de 40 anos, perder a mãe e ter que começar do zero bem dizer (como falou 'quase reaprender a andar') deve ser bem complicado. Nunca li nenhum livro em forma de cartas, então não sei se gosto ou não, mas sua resenha me deixou com interesse em ler sim. Fiquei curiosa também para saber mais sobre esse Gare. Ps:. adoro livro que me faz refletir *-*
    Beijos
    Lost Words / Facebook

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  11. Oi!
    Já li só um livro do Matthew mas não gostei muito por não ser um gênero que gosto muito e esse livro também não me interessou muito acho que pelo formato de carta que também e algo que não me dou muito bem em leituras e a historia que foi algo diferente do que imaginei !!!

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