# Resenha 292 // Paris do Oriente

Olá, bookaholics.

Hoje é dia de resenhar o mais novo romance histórico da editora Fundamento. Então, vamos a resenha?

Título: Paris do Oriente
Autor: Belinda Alexandra
Editora: Fundamento
Páginas: 446
Livro cedido em parceria com a editora





Sinopse: Em um bairro da cidade chinesa de Harbin, um refugio para famílias russas que fugiram da Revolução Comunista, Alina Koslova tem que tomar uma decisão importantíssima se quiser que sua única filha, Anya, sobreviva. São os últimos dias da Segunda Guerra Mundial e a situação da cidade é tensa. Mãe e filha se veem tragicamente separadas: Anya com apenas 13 anos, vai para Xangai, enquanto Alina é levada de volta para a Rússia. Para Anya o que poderia ser a salvação acaba se tornando o início de uma montanha-russa de descobertas, emoções, tragédias e mudanças intensas, quase inacreditáveis. Entre alegrias, tristezas, uma paixão avassaladora, fugas e recomeços, a única coisa que não muda em Anya ao longo dos anos é a certeza de que um dia ela e sua mãe vão se reencontrar. Paris do oriente é uma saga rica sobre as transformações do mundo no século XX e uma celebração do amor e da esperança, sobre a incerteza e a distância. Apaixone-se por este livro comovente e poderoso!

Paris do Oriente é um romance histórico que mostra dois capítulos importantes da história moderna: a revolução russa e a segunda guerra mundial.

Anya perdeu seu pai logo antes dos japoneses perderem a guerra na China e se renderem. Nessa época, Anya e Alina, sua mãe, tinham se refugiado na cidade chinesa de Harbin, já que todos pareciam fugir para lá em busca de uma vida melhor. Entretanto, as coisas não tinham se estabilizado ainda na China, e os russos invadiram Harbin e obrigaram todos os refugiados russos a voltarem para suas casas. Alina diante de um contexto desfavorável, teve que tomar uma difícil decisão, com uma Rússia devastada e sem chance de viver em Hangai, ela decidiu que o melhor para sua filha era tentar uma vida melhor com outra família. Anya e sua mãe acabam separadas em uma plataforma de trem, num momento cheio de emoção e tristeza. Mas, amigos de Alina, acabam resgatando a menina e a levam pra Xangai, onde ela teve a chance de desfrutar de um futuro melhor, vivendo com uma família rica.


Como vocês devem ter percebido, os romances históricos estão em alta. Eu, particularmente, gosto dos da Lucinda Riley e de poucos outros. Geralmente, eu me atenho a parte histórica e quase sempre não curto muito o romance (que toma a maior parte desse tipo de livro). No caso desse livro, o fato da história principal girar em torno do reencontro entre mãe e filha e não da relação entre um casal, me deixou mais feliz. Anya sonha em reencontrar a mãe e nós ficamos ansiosos por isso durante toda a história. O clima de separação e de guerra faz com que a história fique bem emocionante desde o começo. O início do livro é um pouco truncado, pois acontecem muitos eventos ao mesmo tempo e o ritmo é frenético, entretanto, após a separação de Anya e da mãe, o livro começa a ficar mais fluído e a leitura mais fácil e contínua. A autora soube descrever muito bem os sentimentos da personagem principal e suas dúvidas e tristezas. Além disso, os personagens secundários foram bem aproveitados, conseguimos ver bastante da personalidade de cada um, sem interferir na história principal.

A história é narrada em primeira pessoa por Anya, que vai crescendo e amadurecendo longe de sua família e em um país diferente, após um começo conturbado. Apesar da história triste, Anya não é uma personagem chata que vive se lamentando pelo passado. Ela é inteligente e sabe lidar muito bem com todas as situações que se apresentam na vida dela. Ela usou as partes tristes de sua história para aprender e se fortalecer, ao invés de se fechar para o mundo.

A mistura de culturas proposta no livro também é um ponto muito legal. Rússia e China são dois países de importância crucial na história mundial, mas, apesar disso, não conheço livros que usem essas culturas como fundo para suas histórias. A autora mostrou essas culturas com maestria, de forma bem detalhada e ambientando o leitor de forma sutil e gradual na história.

Enfim pra quem gosta de romance histórico "Paris no Oriente" é um prato cheio. Super recomendo o livro pra quem gosta de uma boa história com uma pitada de drama.

8 comentários:

  1. Oi, Nati!
    Não sou muito de ler romances históricos mas, sempre leio os que abordam Segunda Guerra Mundial. Não sei o porquê que esse assunto me interessa muito.
    Já não basta Anya parecer com Arya, ela ainda quer reencontrar a mãe. Gente, espero que não role algo do tipo Casamento Vermelho senão eu desmorono.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Carambaaa que livro demais! Me deu muita vontade de lê-lo pois amooo livros que se passam na segunda guerra, tem todo um contexto e tal!
    Amei

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  3. Gostei da proposta do livro, ainda por envolver não apenas um drama familiar, como dois países bem interessantes e suas culturas.
    Anya parece ser uma boa protagonista e acho que gostaria dela, já que se apresenta tão forte diante dos problemas da vida e os uso como método de aprendizado.
    Colocarei o livro na minha lista, acho que vou gostar.
    Abraços

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  4. gostei da resenha vc escreve muito bem,livros com fatos históricos eu nunca li mas lendo a resenha deu uma vontade de ter esse livro!!

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  5. Até gosto um pouco do gênero ,e apesar de ter achado esse livro interessante não fiquei tãoo interessada assim .
    Mas adorei a capa ,é muito linda .

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  6. É muito triste quando uma mãe se separa de seu filho. Apesar desse fato a protagonista é forte e não fica se lamentando, gostei de saber disso. Muito bom saber que no livro tem culturas de outros países isso deixa a obra mais interessante.

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  7. Oie!!
    Confesso que quando vi a palavra livro histórico na resenh já fiquei com um pé atrás porque eu realmente gosto de livros históricos, acho interessante trabalhar épocas distantes e tals, gosto de descobrir sobre épocas diferentes, mas só vejo livros focando em romance e sexo quando se trata de livros históricos!
    Mas que bom que esse não é assim. Isso me agrada muito. Sobretudo ocorrendo com a cultura da China e Rússia. Esse livro me interessa muito!!
    Beijin...
    Pieces of Alana Gabriela

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  8. Eu amooooo livros históricos, principalmente sobre a Segunda Guerra Mundial. Sou viciada em romances que tenham como pano de fundo algum fato histórico marcante,é uma forma excelente de estudar história kkkkkk. Amei muito a sinopse do livro, principalmente por ele envolver culturas etc, fiquei louca pra ler. Adorei a resenha, beijosm

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