# Resenha 291 // Toda a luz que não podemos ver

Oi pessoal, tudo bem?

Acho que eu nunca tinha lido um livro ganhador do Pulitzer. Sorte a minha existe a Intrínseca! "Toda a luz que não podemos ver" venceu na categoria ficção em 2015. Agora, em meia a semana dedicada ao livro de Anthony Doerr, aqui vai a minha opinião sobre este bestseller premiado que todo mundo deveria ler.


Título: Toda luz que não podemos ver
Autor: Anthony Doerr
Editora: Intrínseca
Páginas: 528
Livro cedido em parceria com a editora



Sinopse: Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

Duas crianças em realidades totalmente opostas, mas não tão distante assim. Marie – Laure e Werner são os dois lados da guerra. Ela mora com o seu pai na França e, com o tempo, fica cega. O que para muitos seria um grande problema, para Marie-Laure e seu pai, é uma busca pela independência. Por isso que ele constrói uma maquete da cidade para que ela possa aprender a andar sem ajuda pela vizinhança.  Quando os bombardeiros na França começam a ser cada vez mais frequentes, o pai de Marie decide que é o momento de sair da cidade e buscar um local seguro. Mas ao deixar o emprego, seu chefe lhe confia a tarefa de guardar um objeto valioso.

Já Werner é alemão e mora com a irmã em um orfanato. Curioso, ele fica encantado ao encontrar um rádio quebrado e resolve concertá-lo sozinho. Aos poucos ele vai desenvolvendo este talento e várias pessoas começam a levar seus rádios para que o menino concerte. Até que um dia, um homem do governo o visita e decide inscrevê-lo na juventude Hitlerista para que ele possa servir ao Estado.

























O livro não nega o peso do Pulitzer que ganhou. A escrita do autor é quase poética. Apesar de abordar o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial, as cenas são líricas e comoventes. Até as mais cruéis. A história é crua e não tem muitos mistérios e reviravoltas. Mas acerta ao mostrar, pelo ponto de vista de duas crianças, o sofrimento da guerra. Este, aliás, é o foco e a mensagem de todo o livro. Além da vida dos soldados e dos judeus, a guerra afetou milhares de europeus, de maneiras diversas.

“Toda a luz” intercala passado e presente. Os capítulos são pequenos e narrados em terceira pessoa. Com brilhantismo, Doerr abusa das metáforas para retratar a atmosfera da Segunda Guerra.  

Os personagens secundários também merecem destaque. Eles ajudam a ditar o ritmo da trama e se fazem tão importantes quanto os protagonistas. Me apaixonei pelo pai de Marie. Na verdade, acho que ele é um dos melhores do livro. Sincero e amoroso, ele é o retrato do que todo o pai deveria ser.
























Mas o incrível do livro é a pureza da narrativa de uma menina cega. O autor é tão inteligente que conseguimos visualizar com muita sensibilidade tudo o que está a volta de Marie. Ela é incrível. Impossível não se emocionar com Marie e ficar sem palavras com Werner. O final foi emocionante.

Para quem gosta de contextos históricos, este é o seu livro. Não esperem grandes reviravoltas, esperem uma obra primorosa que mostra as imperfeições do ser humano e como o bem e o mal existe até nas menores situações.





18 comentários:

  1. Oi, Kel!
    Esse livro me ganhou quando falaram dele na turnê Intrínseca. E, assim como você, não creio que já tenha lido algum ganhador do Pullitzer. Não que eu saiba
    Quero muito ler também porque lembra um pouco A Menina que Roubava Livros <3 <3
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Oi Kel,
    Falou em livro que se passa ou comenta sobre a Segunda Guerra Mundial, falou do meu gosto literário. Eu simplesmente me fascino por livros que englobam a Segunda Guerra.
    Achei muito interessante a distribuição do livro e sem dúvidas, a narrativa de uma menina cega deve ser muito sensível.
    Gostei muito da resenha!
    Beijos - Historiar


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  3. Eu adoro livros desse tipo. Embora eu ainda não conhecesse esse. Me lembra os livros "O menino do pijama listrado" e "A menina que roubava livros". A inocência das crianças no contexto Segunda Guerra mundial.

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  4. Estou com esse livro na estante, prontinho para ser lido! Adoro estórias ambientadas na 2ª Guerra!
    Amei as suas fotos, ficaram lindas.
    Beijos
    www.serleitora.com.br

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  5. Acho que nunca li um livro vencedor do Pullitzer também, mas já ouvi falar de Toda Luz que não Podemos Ver e fiquei bem curiosa, agora com a sua resenha sei que deve ser mesmo um livro incrível.
    Gosto da temática da Segunda Guerra Mundial, assim como uma amiga minha que é fanática por livros como esse (lembrarei de indicar esse a ela, inclusive), pois muitas vezes livros que abordam esse evento são emocionantes ao retratar a crueldade e o sofrimento humano, e porquê não, a esperança que muitos carregaram em tempos tão difíceis desejando dias melhores.
    Ver a narrativa a partir do ponto de uma garota cega é ainda mais interessante, já que como a visão não lhe é permitida, "ver" o mundo pela maneira dela deve ser uma jornada única.
    Acho que gostarei bastante do livro e de seus personagens.
    Abraços

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  6. O livro parece ser muito bom, o fato de Marie ser cega e mesmo assim não se deixar abater por isso e ir em busca de sua independência, mostra que é uma protagonista com garra, gosto de personagens assim e não aquelas cheias de mi mi mi, nesse quesito o livro já me conquistou rs.

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  7. Oi Kel, tudo bem?

    Que resenha linda... tenho bastante vontade de ler esse livro. Parece ser muito emocionante, e apesar do tema pesado que é a Segunda Guerra Mundial, a narrativa do autor parece ser sutil. Os personagens parecem ser bem construídos e eu sempre acho interessante ver a visão da guerra pelos olhos de uma criança, e principalmente para a Marie que é cega e precisa se orientar pelo seus outros sentidos.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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  8. Oláá
    Sua resenha está ótima e eu estou mega curiosa por esse livro, só vi elogios e o enredo é realmente muito interessante, com certeza quero ler em breve e espero adorar

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  9. Olá!!
    "Toda Luz Que Podemos Ver", entra e encabeça a lista de livros que me apaixonei bem antes de começar a leitura e não estou falando em capas. Li a sinopse assim que a Intrínseca lançou o livro e logo de cara gostei muito da historia, daí meu amigo ganhou o livro em um blog, leu e só falava nele e quanto era emocionante e tudo o mais, é um livro que só existe elogios em toda resenha que vejo, porque todo livro por mais que seja ótimo pra uns sempre tem uns que acham algo pra dizer que não foi tão bom assim que não gostou disso ou daquilo, mais esse livro não vi ninguém citando algo assim, e a cada resenha que leio me apaixono um pouquinho mais, e o amor só cresce quando eu pegar pra ler, já vai ser um amor concreto e verdadeiro rsrs.
    Bjocas

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  10. Oie, Kel!!
    Eu acho que um dos temas mais densos que um autor pode escrever é sobre as guerras. Acho simplesmente inteligente e complexo; gosto de ler sobre esse lado terrível e um pouco estranho do homem. É claro que há a estupefação pelos atos cometidos e o inconformismo que demonstro nalgumas situações, mas as coisas aconteceram e acho que devem ser vistas e exploradas. Gosto muito quando esse lado da História é abordado, como estudante assídua nesse aspecto fico curiosa, querendo saber mais pontos de vista.
    Esse livro me chamou a atenção por ser retratado nessa época, mas estou atolada de leitura e não o leria agora, mesmo achando interessante.
    Que bom que gostou do livro, o seu entusiasmo foi palpável na resenha!!
    Beijin...

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  11. Carambaaaa me apaixonei. Já disse em um comentário aqui e repito: AMO LIVROS QUE SE PASSAM NA 2A GUERRA <3
    Todos me fazem chorar. Apenas hahaha.
    E com esse não é diferente. Gostei de ler sua resenha e acho que já gostei do livro. Por se tratar de uma menina cega, é bem curioso. Gosto de saber mais sobre a vida dessas pessoas...
    Enfim
    Beijos!

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  12. Oi Kel!! Tudo bem? Então esse é o meu livro! Adoro contextos históricos e capítulos que alternam passado e presente, gosto bastante de ler sobre a II Guerra também! Fiquei muito curiosa para conhecer a escrita do autor que você tanto elogiou, fico feliz em saber que ele conseguiu transmitir a sensibilidade que a personagem pedia! Mais um livro para a minha listinha!

    Beijos,

    Mari
    cantinhodeleituradamari.blogspot.com.br

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  13. Qrouito ler esse livro ,pois desde o começo a capa e o título já me conquistaram e claro a sinopse que não tem como não amar .
    E sua resenha não mudou o fato de eu querer le-lo ,pelo contrário ,só aumentou a vontade .

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  14. Ola LINDONA o que me faz querer ler o livro foi a inocência das crianças, que acredito ser o ponto alto do livro, essa sinceridade e a visão sob o olhar singelo delas. Adoro essa capa. Mesmo em uma época de muito sofrimento, devido a Guerra, com certeza a delicadeza e a poesia fazem do livro uma ótima leitura. Dica mais que anotada. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  15. Ah esse livro!! Também acho que todos deveriam ler ele! Inclusive tive vontade de abraçar o dentista da minha filha, pq quando entrei no consultorio ele estava com esse livro em cima da mesa. Eu conheci ele na turnê Intrinseca, e de cara me apaixonei. E o fato de a história ser contada pela persnagem que é uma garota cega, me chamou a atenção, pois seria uma forma diferente de leitura.
    Simplesmente maravilhoso! Tambem super indico!
    bjus

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  16. Oi Kel, tudo bem?
    o livro parece ser bem profundo mesmo, eu não sabia bem do que se tratava. Histórias envolvendo a segunda guerra sempre mexem muito comigo, e o fato dessa ser protagonizada por duas crianças realmente deve ter dado um diferencial. Fiquei curiosa para saber com o autor retratou o ponto de vista de uma menina cega.
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

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  17. Caraca, Kel! Fiquei louca com esse livro na Turnê, mas o bicho é grossinho, não é barato e ainda por cima tô mega atrasada na minha fila de leituras. Deixei pra lá, mas a cada vez que vejo uma resenha como a sua, elogiando o livro e me mostrando pontos com os quais certamente vou me identificar, percebo que não posso adiar tanto assim. Espero poder ler em breve e gostar tanto quanto vc.
    Beijos!
    Giulia - www.prazermechamolivro.com

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  18. Nossa deve ser uma historia bem triste e sofrida, falou em guerra não tem como não ser. Mas apesar de tudo que passaram Marie e o pai seguem suas vidas com muito afeto um pelo o outro.Fiquei interessada por esta historia.

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