28 setembro 2015

# Resenha 279 // Quero ser vintage

Olá meus bookaholics.

Hoje teremos a resenha de "Quero ser Vintage". Um livro voltado para o público adolescente, cujo tema principal é a moda do momento: ser vintage. Pra quem não sabe, vintage é um estilo de vida e moda retrógrada que reúne o melhor do século passado. Seguindo essa definição, algumas pessoas adotam peças de roupa ou de decoração mais antigas, mas existem aquelas - como a personagem principal de "Quero ser Vintage" - que exageram e entram de cabeça nessa moda. Então, vamos a resenha?

Título: Quero ser vintage
Autor: Lindsey Leavitt
Editora: Benvirá
Páginas: 288 
Livro cedido em parceria com a editora


Sinopse: Depois de descobrir que foi traída virtualmente, Mallory não pensou duas vezes antes de xingar Jeremy em uma rede social e sumir do mapa. Ela decidiu ser totalmente vintage e viver com sua avó quando era adolescente, nos anos sessenta, época em que as relações iam além da superficialidade das redes sociais. Mas Mallory não imaginava que viver sem tecnologia seria tão difícil. Como fazer as pesquisas da escola sem internet? Como esquentar um lanche sem a praticidade do micro-ondas? Como falar com as amigas sem mensagens do celular ou e-mail?







Mallory é uma menima como qualquer outra, dona de uma vida totalmente dentro dos padrões. Ela tem um namorado (Jeremy) e passa a maior parte das horas vagas com ele. Os dois se dão bem, mas  Mallory, por medo, sempre coloca limites no relacionamento. Um belo dia, Mallory vai a casa de Jeremy, como sempre faz, lá eles conversam e namoram, então o clima começa a esquentar e Mallory, tentando escapar da situação, pede que Jeremy faça alguma coisa para ela comer. Enquanto ele prepara o sanduíche, Mallory resolve fazer um trabalho no computador dele ( péssima ideia, não?! ) e então ela vê que Jeremy tem uma conta em um daqueles jogo online tipo " The Sims". Nesse jogo ele tem cachorro, casa e ops...uma esposa. Mallory descobri que ele troca juras de amor com a tal esposa dentro e fora do jogo ( por e-mail e mensagens ). Ela  se sente traída e para se vingar, escreve na tal rede social do jogo, que Jeremy é um cretino e depois sai correndo da casa dele ( uma atitude bem madura, vocês não acham? ). O que Mallory não esperava era que sua pequena desilusão amorosa fosse se tornar um debate virtual sobre quem estava certo: ela ou Jeremy. Desconhecidos tomaram partido e xingaram Mallory por ter chamado o ex-namorado de cretino. 

Depois de toda confusão com o namorado, Mallory resolve se distrair um pouco. Seu pai a chama para ajudá-lo a limpar a casa da vó dela ( que foi para uma casa de repouso ). Lá ela encontra uma lista que a vó tinha feito quando era jovem.  A lista  continha objetivos das adolescentes da época e parecia sem contexto no mundo atual. E é aí que ela tem uma ideia genial: realizar todos os planos que sua avó escreveu na lista, sem usar nenhuma tecnologia para isso. Afinal, se sua vó conseguiu se dar bem sem computador ou micro-ondas, por que ela não conseguiria?




Se fosse para definir a personagem principal em uma palavra, eu definiria como infantil. Mallory tem 16 anos, mas existem garotas de 13 mais maduras. Ela foge do namorado e de tudo que possa lembrar o vexame que passou na internet, tenta se proteger nesse sonho de ser vintage e viver a vida de outra pessoa, porque como toda boa adolescente, ela acha que a vida é horrível e que seus problemas são os piores do mundo. A situação dela com o ex é totalmente ridícula e os dois não tem uma conversa séria durante todo o livro. Além disso, ela conhece outro menino ( como não poderia deixar de ser ), e ele vira seu potencial novo namorado, em um relacionamento totalmente sem graça. 

A escrita da autora é boa e a narrativa é em primeira pessoa, o que funciona muito bem quando o personagem principal é interessante (o que não é o caso) . Os personagens secundários são sub aproveitados e a história toda se desenrola sem grandes supresas e presa a situação da Mallory com o ex. A essência do livro é mostrar como é difícil viver sem toda a tecnologia que estamos acostumados e também os benefícios que essa abstinência pode nos trazer. A mensagem que a autora quis passar é a de como perdemos momentos e relações valiosas por estarmos ocupados demais para os outros. 

Enfim, o livro não é de todo ruim, mas também não é o melhor livro do mundo. Caso você queira uma leitura despretenciosa, com uma narrativa bem leve e fácil, esse livro é uma ótima opção.

11 comentários

  1. Fui comentar na outra resenha, Puff!! Sumiu \õ/
    De qualquer jeito, sei muito bem como é ler um livro assim, que mesmo não sendo tão ruim poderia ser bem melhor, mas... fazer o que, né? rs'
    Não vou nem colocar na lista de leitura pois nem a sinopse me ganhou, com a sua opinião então... Gostei da sinceridade.

    Beijos - Obsession Valley

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  2. Oi Nat,
    Uma pena que o livro te decepcionou um pouco.
    Mas que namorado cretino haha gostei desse plot dela na casa da avó, em parte, deve ser bacana de acompanhar.

    Amei a dica.

    bjs e tenha uma ótima terça.
    Nana - Obsession Valley

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  3. Pela sinopse o livro talvez até tenha uma ideia interessante. Afinal, ver uma adolescente comum decidir viver sem a tecnologia e praticidade delas é algo que poderia render momentos bons.
    Só é uma pena que se tratando de aspectos ruins e que podiam ser melhorados este livro esteja cheio. O pior deles, segundo sua resenha, parece ser a protagonista. Mais uma infantil além da conta, por que será que não me surpreendo por dificilmente livros juvenis terem protagonistas que me agradem? Mallory parece ser uma personagem impulsiva no mal sentido (ok, talvez não haja impulsiva no bom sentido, mas depende muito do personagem. Em alguns ser impulsivo é um charme a mais, em outros é irritante), e saber que boa parte da trama foca somente na relação dela com o ex me desanima. A aparição de outro rapaz não me surpreende também. Acho que seria difícil tentar entender e acompanhar uma personagem como essa, ainda mais em um livro narrado em primeira pessoa, que pode ser uma maravilha ou um desastre completo.
    Sua resenha está ótima e mesmo o livro não sendo de todo ruim, não me conquistou.
    Abraços

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  4. Oi Nati!!
    Confesso que não sabia dessa moda vintage rss, bem interessante se não for leva aos extremos (na minha opinião). O livro tem uma boa premissa e parece ser divertido ver como a personagem vai se abster das comodidades e facilidades do século XXI.

    Beijos e uma ótima semana.

    http://joandersonoliveira.blogspot.com.br/

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  5. Que pena você não ter gostado do livro! A premissa dele é boa, mas pelo que parece a autora não soube desenvolver/amadurecer os personagens.
    Com certeza é um livro que eu leria se não fosse por isso...
    Beijos de luz!

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  6. Não fiquei com nenhum pouco de vontade de ler esse livro :P
    Já não gostei de saber que a protagonista é infantil, e que os personagens secundários também não são muito melhores. E também desanimei por saber que a história se desenvolve sem muitas surpresas. Então esse eu passo mesmo :/

    Beijos!

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  7. Oi Natiane,
    Acho que esse livro meio que objetiva demonstrar o "extremo". Posso estar engana, mas eu senti isso com a resenha. Mesmo com os pesares, eu ainda assim, fiquei curiosa, pois aparenta ser um livro diferente. Nunca li nada que abordasse o "vintage", hahaha.
    Beijos
    Blog Historiar

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  8. Parece o tipo de história que até poderia ser boa, mas que não é. Em parte por conta da personagem ser tão imatura, mesmo tendo a idade que tem. A capa é bonita e o enredo até me chamaria atenção, mas depois de ler a resenha acho que vou deixar para lá. Tenho livro demais para ler, então não vou me arriscar com um que acho que não gostarei tanto assim.
    Beijos!

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  9. Olá!
    Lendo a sinopse o livro pareceu interessante, mas ao ler a resenha meu interesse diminuiu.
    Pois não gosto de personagens imaturas, se pelo menos ela no decorrer da história amadurecesse, porém acho que isso não acontece.
    A mensagem que autora queria passa é importante, pena que no livro não foi bem desenvolvida.

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  10. Concordo com a personagem por chamar o namorado de cretino afinal ele estava fazendo declarações fora do jogo ai já é demais, se fosse só no jogo. Seria até divertida e bem construída a historia se a personagem fosse mais madura, porque viver sem essas tecnologias do mundo moderno não é nada fácil.

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  11. Sinceramente não pretendo ler esse livro, pois não é meu estilo de leituras, então não me chamou muito a atenção, mas mesmo assim, sua resenha está muito boa.

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