# Mudando de Assunto // Entrevista com o autor Diego Dinardi

Oi, pessoal, tudo bem?

Hoje o Mudando é com o autor Diego Dibardi. Aproveitem o bate papo e conheçam mais sobre o trabalho só autor. 



1) Como surgiu a ideia de escrever Arisé?

Eu tinha 12 anos quando os primeiros contornos do mundo de Arisé surgiram na minha cabeça, e desde então não consegui me livrar dele! Eu passava horas criando mapas, alfabetos, línguas e todo tipo de coisa para enriquecer esse mundo, muitas vezes durante aulas da escola ou da faculdade hahaha

Eu sempre tive uma queda por histórias ambientadas em mundos paralelos, então acho que isso tudo brotou deste interesse. Criar uma história ambientada nessa terra que eu estava criando foi um próximo passo natural, porque eu também sempre gostei bastante de escrever.

 Foram mais de dez anos até a versão final do livro,e nesse tempo o mundo de Arisé e a trama mudaram bastante. Para você ter uma ideia, a primeira versão tinha uma ambientação meio medieval, bem distante do futurismo utópico da versão final!



2) O que o leitor pode esperar do seu livro?

Uma história de aventura criada por alguem que ama o gênero intensamente. É quase que uma carta de amor! Mas também é uma história com personagens interessantes e bem humanos, com uma sensibilidade que foi crescendo naturalmente dentro da obra. Também tem uma boa dose de mistério, alguns resolvidos ao final do livro, e outros que provavelmente deixarão os leitores ansiosos para os próximos três livros da série Arisé. E, acima de tudo, muita diversão!



3) Arisé se passa na terra futurística de Abridased. Foi difícil criar uma cidade totalmente diferente das que vimos hoje? 

Abridased é a cidade onde a história se inicia, e meu lugar favorito no mundo de Arisé. Foi a primeira imagem que surgiu na minha mente e dela fluíu todo o resto. Não diria que foi um trabalho difícil, porque para mim foi muito divertido criar esse universo futurista, mas com certeza foi algo que demandou muita energia. Pensar nos mitos, nas dinâmicas políticas, na história e geografia e fazer com que tudo isso funcione como engrenagens complementares de um mundo coeso é bem trabalhoso, mas acho que nasci para isso hehe:)


4) Já havia se imaginado como escritor? De onde veio a vontade de escrever livros?

Eu já quis ser muita coisa na vida. Arqueólogo, ator, jornalista, astronauta, saqueador de tumbas, mestre pokemon...mas tinha uma coisa que indenpendia de tudo isso: escrever. Escrever histórias sempre foi algo que eu soube que faria sempre, não importa que caminhos a vida tivesse reservado para mim.É o tipo de coisa da qual não dá para fugir. É como olhar para dentro de si e descobrir que em algum lugar lá no fundo uma programação muito específica, que vai reger tudo o que você fará até morrer. Acho que eu fui feito para escrever, é simples assim.


5) Arisé é uma grande aventura futurística. Você acha que este é o gênero que te caracteriza ou pretende escrever livros de outros gêneros literários? 

 Eu amo fantasia e ficção científica, mas acho que, depois de concluir a série Arisé (mais três livros e um spin-off!), provavelmente vou sentir vontade de me aventurar por algum outro gênero. Tenho umas ideias bem embrionárias ainda para histórias de terror, infantis e dramas da vida à la Charles Dickens e Haruki Murakami. Vamos ver o que o futuro reserva :)


6) Acredita que a sua formação em jornalismo contribuiu, de alguma forma, para o seu interesse em escrever livros?

De certa maneira, sim, com certeza. Eu escolhi estudar jornalismo por gostar de escrever, e só por isso. Nunca tive nenhuma paixão pelo jornalismo em si. Na faculdade, conheci outras pessoas nesta exata situação, que são meus amigos até hoje e me estimularam muito. E trabalhar como jornalista de design me deu a oportunidade de conhecer pessoas incríveis e inspiradoras, que me deram combustível com suas histórias de vida para alimentar minha criatividade. Acho que tudo foi parte de um plano maior do universo hahaha


7) Quem são as suas inspirações literárias?

MUITAS. Eu sou terrivelmente eclético para tudo na vida, então absorvi influências dos mais variados meios, da alta literatura aos videogames. Na literatura especificamente, os autores que mais me inspiraram foram Tolkien, Charles Dickens, Tolstoi, Jane Austen, Philip K. Dick, Arthur C. Clark, Azimov, Phillip Pullman, William Gibson, J.K. Rowling, Haruki Murakami, Julio Verne e provavelmente muitos outros que não consigo lembrar agora. Isso sem contar as incontáveis séries de TV, games, desenhos animados e musicas que também me inspiram diariamente.


8) Como você vê o mercado literário de hoje?

Eu tenho uma visão otimista. Acho que agora temos espaço para mais autores do que nunca, dos mais variados gêneros. O crescimento do mercado de livros digitais é uma coisa boa neste sentido também, permitindo que mais autores disponibilizem suas obras em plataformas nas quais podem alcançar seus públicos gratuiramente. Também não vejo problema nenhum com o boom da literatura pop. Livros feitos com carinho são gemas valiosíssimas independente de gênero, são pedaços da alma dos autores e merecem ser apreciados, além de terem o poder maravilhoso de inspirar pessoas a lerem cada vez mais. Um Harry Potter, Crepúsculo ou 50 tons podem ser a chave de ouro que alguém precisa para abrir aquele baú empoeirado onde estão guardados Anna Karenina, Orgulho e Preconceito, O Apanhador no Campo de Centeio, Ulisses, Dom Casmurro, Fundação, Oliver Twist e incontáveis outros.


9) Quais são os seus planos futuros?

Para o futuro próximo, encontrar uma editora séria para lançar a versão impressa de Arisé. De resto, quero poder continuar a viver como escritor para escrever mais histórias que, se nada mais, pelo menos permitam aos leitores terem algumas horas de diversão e escapismo.



10) Deixe um recado para os leitores do blog

Continuem lendo muito e, se puderem, deem uma passadinha pelo mundo de Arisé. Acho que vocês vão gostar :)

13 comentários:

  1. eu adoro entrevista com autores, pois vc aprende muita coisa com ela!
    nossa o livro demorou 10 anos? a história deve ter mudado muito nesse período, sem falar na evolução do próprio autor.
    quem nunca quis ser um mestre pokemon??? =)
    eu não conhecia esse termo de literatura pop, mas concordo com ele o importante é que seja feito com carinho e que o leitor goste, as vezes eu quero ler algo fácil sem precisar pensar muito, pois já estou com muita coisa na cabeça

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  2. eu adoro entrevista com autores, pois vc aprende muita coisa com ela!
    nossa o livro demorou 10 anos? a história deve ter mudado muito nesse período, sem falar na evolução do próprio autor.
    quem nunca quis ser um mestre pokemon??? =)
    eu não conhecia esse termo de literatura pop, mas concordo com ele o importante é que seja feito com carinho e que o leitor goste, as vezes eu quero ler algo fácil sem precisar pensar muito, pois já estou com muita coisa na cabeça

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  3. Muito legal a entrevista!
    Acho legal demais essas entrevistas, pois ajuda a nós leitores a conhecer um pouco mais do escritos e é mais legal ainda quando o autor é de literatura brasileira, pois esta ajudando a divulgar a nossa literatura. Adorei! E vou me informar mais sobre o livro.

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  4. acho que qualquer um que ama ler e escrever já pensou em ser jornalista né? eu mesmo já quis hehe
    não conhecia o autor nem a sua obra, mas não fiquei muito curiosa não =/
    o gênero dele não é muito o meu estilo, e acredito que a obra não iria me agradar, mas mesmo assim desejo muito sucesso ao autor :D
    parabéns! *-*

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  5. Não conhecia o autor, fiquei beem curiosa pra ler Arisé. Me identifiquei bastante com a parte de ele ter feito jornalismo por gostar de escrever. Espero mesmo que ele encontre uma editora, pois o livro promete.

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  6. Legal essa entrevista!!
    Gosto muito desse genero de leitura. Concerteza vou encontrar um tempo para ler!!

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  7. Muito interessante a entrevista, por meio delas já conheci muitos livros e autores.
    A obra passou por uma transformação enorme, afinal, foram 10 anos trabalhando em Arisé. Apesar de fugir dos gêneros que sou habituada a ler, para os fãs do gênero parece um prato cheio e é muito legal ver que é de um autor nacional, isso mostra que eles vão ganhando um pouco mais de espaço na literatura.
    Abraços

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  8. Oi Kel,

    Adorei a entrevista, e achei o escritor de Arisé muito simpático! Quando ele menciona que demorou mais de dez anos para definir exatamente todos os contornos do novo mundo que ele mesmo criou, me lembrou muito de Stephen King quando escreveu a Torre Negra (só amor por esta série e pelo mestre SK - mds eu amo este homem hahaha)... Enfim, nem preciso dizer que fique com muita vontade de dar uma chance para Arisé <3

    Beijos!

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  9. Pois é agora com os livros digitais, há mais liberdade das produções dos autores que podem criar livro digitais ou físicos. Amei a entrevista eu não conhecia o livro e como adoro aventuras irei procurar mais sobre o livro, pois do autor eu já sei.

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  10. Ainda não conhecia esse livro, mas a entrevista com o Diego me fez ficar curiosa. Apesar de não ser muito ligada nesse estilo futurístico, fiquei com vontade de conhecer Arisé.
    Acho muito bacana qdo as pessoas conseguem colocar em prática um sonho de criança. Fiquei imaginando ele ainda criança e já pensando em um mundo q só existe na cabeça dele...
    Q bom q ele não desistiu e conseguiu colocar pra fora.

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  11. Oi Kel ^^ gostei muito da entrevista e eu não conheço o autor, mas a forma como ele descreveu o livro dele me deixou apaixonada <3 não sei explicar..contudo fiquei bem curiosa vou ver se do uma procurada na obra.
    que bom que ele não desistiu e lutou pelos sonhos dele ^^
    Seguindo o Coelho Branco

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  12. Ainda não conhecia nem o autor e nem o livro, mas fiquei interessada, ainda mais porque não é o gênero que leio com frequência. Adoro saber as novidades dos autores nacionais!

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  13. Cada entrevista é um aprendizado! Infelizmente ando meio por fora da literatura nacional mais recente, já tinha visto o livro dele em algum lugar antes, mas o autor eu não conhecia.
    Adorei a entrevista!

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