23 maio 2016

# Resenha 347 // Black para sempre

Oi pessoal, tudo bem?

Hoje vim falar de um livro que gostei bastante. Já falei deste livro lá no meu blog, mas acho que vocês também precisam conhecer essa história super sensual! Vale a pena.


Título: Black para sempre
Autor: Sandi Lynn
Editora: Valentina
Páginas: 256






Sinopse:  O primeiro livro gira em torno de Ellery, que sempre imaginou que seu futuro estaria ao lado de seu namorado perfeito e seus felizes para sempre estava garantido. Entretanto, quando ele faz suas malas e pede espaço, ela vê seu mundo ruir e decide focar somente em suas pinturas e desistir de relacionamentos, até que em uma noite ajuda um homem completamente bêbado a chegar a sua casa em segurança. Um homem que logo estará disposto a brigar por um futuro ao lado de Ellery e apoiá-la quando seu mundo estilhaçar novamente.




Ellery é uma pintora de vinte e três anos que se mudou recentemente para Nova York. Atualmente trabalha em uma gravadora e faz um trabalho voluntário distribuindo comida aos necessitados. Ao olhar para o passado e ver tudas as situações complicadas que já viveu, Elery acredita que as coisas, finalmente, entraram nos eixos, até que seu namorado Kyle resolve sair de casa.

Em uma balada com a melhor amiga, Elery ajuda ver um cara muito bêbado. Ela se oferece para levá-lo em casa. Esse cara é Connor Black um CEO extremamente rico, que a cada noite esta com uma mulher diferente. O que não estava nos planos da garota era dormir na casa de Connor e, no dia seguinte, ele acha que rolou uma coisa entre os dois. Mas o jeito destemido e liberto de Ellery vai acabar conquistando o coração desse homem misterioso e talvez seja isso que Ellery precise, alguém em quem se apoiar quando seu mundo ruir novamente.

Claro que ambos escondem segredos e a autora consegue criar um clima de mistério em cima deles. Vi muitos comentários no skoob sobre como esse livro seria parecido com Cinquenta tons de cinza e eu como uma super fã da trilogia não achei muito parecido, exceto o fato do protagonista também ser um CEO rico, mas, fora isso, são livros bem diferentes Esse livro não é tão extenso e é bem direto ao ponto o enredo parece que conta muito mais história do que Cinquenta tons.

A narrativa é maravilhosa, impossível não se sentir curiosapor mais e mais doses do livro. O livro não é puramente sensual, mas também aposta no drama. Eu sei que é uma ficção, mas é inevitável não se envolver com a história dos personagens e pegar toda a bagagem de sentimentos para si.

Me envolvi completamente com os personagens e tomei as dores pra mim, o casal é apaixonante e a cada ponto alto do livro eu queria chorar junto com todo mundo. Quando os segredos começam a vir a tona, e eles vem da pior maneira possível, eu me debulhei em lágrimas, sofri tudo o que tinha que sofrer.

Talvez o que tenha me conquistado tanto é o fato do livro ter todo esse viés de drama, superação, de momentos difíceis e eu me identifico com essa história da vida dar tanta cacetada na gente e você não sabe de onde você tira forças, mas você consegue se levantar e a Ellery é assim, ela tira forças não sei de onde, mas ela sempre consegue. Sem falar que ela é uma pessoa pura, simples, eu poderia dizer que até ingênua, é bondosa demais, esta sempre pensando no bem estar dos outros.

O final é fechado, ele encerra o enredo de uma forma bem direta, tanto que o segundo volume é a mesma história, só que pela visão do Connor.

A edição ficou linda, a editora Valentina sempre capricha muito nesse aspecto. Diagramação e revisão perfeita.

Essa com certeza foi uma leitura marcante, gosto muito do gênero hot/erótico e esse livro com certeza entra para a minha lista de melhores leituras.

22 maio 2016

# Top Sunday // Lugares de livros para visitar

Oi pessoal, tudo bem?

Eta saudade de fazer um Top Sunday! Depois de três anos fazendo esta coluna, preciso de muita inspiração para pensar em algo que eu já não falei, hahahaha. Mas como essa semana o blog bombou como há muito tempo não bombava, eis que aqui estou.

Aposto que você já pegou um livro e ficou pensando: queria passar pelo mesmo local que este personagem. Eu vivo com essa vontade. Então, como junho tá chegando (GRAÇAS A DEUS) e muita gente entra de férias... Imagina que sensacional não seria viajar para estes locais:

# 3° lugar: Paris - O Código DaVinci
























Para os amantes de suspense, Código DaVinci foi um livro que fez (muito!) barulho. E as pistas que Robert Langdon seguiu para desvendar o mistério do Santo Graal envolveram o Museu do Louvre. Além de ver a Monalisa, visitando o museu você ainda recorda de toda a tensão do livro de Dan Brown. Aliás, a rota Codigo DaVinci já virou atração turística de verdade e várias agencias fazem pacotes inspirados no livro. As informações estão no site da BBC


# 2° lugar: Amsterdam - A Culpa é das Estrelas





















E como não falar de roteiro literário sem falar de A Culpa é das estrelas? Esse é um passeio que eu nunca deixaria passar. Além do clássico banquinho que os personagens sentam no filme, quem vai para Amsterdam ainda pode conhecer a casa Anne Frank, Vocês sabiam que o hotel que a Hazel se hospedou também existe? Já pensou ficar por lá também? E, claro, temos também o Restaurante Oranjee, o lugar super romântico que o Gus levou a Hazel para provar estrelas!



# 1° lugar: Porto - Harry Potter






























Mas é claaaaaro que não poderiam faltar os cenários de Harry Potter. Eu sei que o livro é fantasia e não cita estes pontos turísticos, mas eles existem e foram usados como locação dos filmes. Já pensou pisar no mesmo lugar que o nosso amado "Golden Trio" pisou um dia? Mas antes de chegar no produto final (os livros) que tal ter uma experiência pelos locais onde a JK costumava tomar um café e buscar inspirações? Ela fez isto no Café Majestic, uma cafeteria no Porto. A cidade também abriga a Lello, uma das livrarias mais bonitas do mundo e que serviu de inspiração para a JK criar a Floreios e Borrões. 

20 maio 2016

# Resenha 347 // No seu olhar

Oi pessoal, tudo bem?

Onde tem livro novo do Nicholas Sparks, tem Raquel doida querendo comprar e ler logo. Não foi diferente com "No seu olhar" Confiram a resenha!

Título: No seu olhar
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 432

Sinopse: "Filha de imigrantes mexicanos, Maria Sanchez é uma advogada inteligente, bonita e bem-sucedida que aprendeu cedo o valor do trabalho duro e de uma rotina regrada. Porém um trauma a faz questionar tudo em que acreditava e voltar para sua cidade natal, a pequena Wilmington.  A cidade também é o lugar que Colin Hancock escolheu para se dar uma segunda chance. Apesar de jovem, ele sofreu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Também cometeu sua parcela de erro e magoou mais gente do que gostaria. Agora está determinado a mudar de vida, tornar-se professor e dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve.  Colin e Maria não foram feitos um para o outro, mas um encontro casual durante uma tempestade mudará o rumo de suas histórias. Ao confrontar as diferenças entre os dois, eles questionarão as próprias convicções. E ao enxergar além das aparências, redescobrirão a capacidade de amar.  Porém, nessa frágil busca por um recomeço, o relacionamento deles é ameaçado por uma série de incidentes suspeitos que reaviva antigos sofrimentos. E quando um perigo real começa a se impor, Colin e Maria precisam lutar para que o amor sobreviva."


Como todo o livro do Nicholas, basta o menor sinal de fumaça para meus dedos se coçarem e o subconsciente martelar o tempo todo “você precisa desse livro, você precisa desse livro.”. E eu realmente precisava. Não me sentia tão angustiada com um livro do autor desde “Um porto seguro”. E olha que eu li 80% das obras dele.

Desta vez a protagonista é Maria. Uma advogada que luta pelo seu crescimento dentro de uma grande empresa. Voltando para casa, seu carro fura o pneu em meio a uma tempestade (Nicholas adora isso) e Colin se oferece para ajudá-la. Em um primeiro momento, Maria se assusta com o rapaz cheio de hematomas no rosto e resquícios de sangue. Mas acaba aceitando a ajuda. Colin é lutador de MMA, que resolveu retomar os estudos e, concidentemente, estuda com a irmã de Maria na faculdade.
Como na maioria dos livros do Sparks, seus personagens escondem algum mistério no passado. Colin é exatamente esta pessoa, mas que tenta com afinco ser uma pessoa diferente. Seu relacionamento com Maria não acontece de forma tão rápida como em outros livros do autor, o que me agradou bastante.











Sem dúvida foi um livro bem diferente dos últimos que eu li. “No seu olhar” é menos romance e mais suspense e mistério. Fiquei muito tensa. O foco é em assédio e perseguição. Maria sofre investidas de um desconhecido e tudo o que posso dizer é que é realmente assustador. O interessante é que, dentro do tema, Nicholas insere uma discussão legal sobre o assédio. E, acreditem, não é tão simples provar que algo está errado. Me senti muito impotente por Maria e, confesso, muito neurótica. Talvez por isso “No seu olhar” não tenha sido um livro tão fácil de ser lido. Explico: Até metade do livro, ele fluía super bem. Mas quando as ameaças à Maria começaram a se intensificar, botei o pé no freio e lia menos de dois capítulos por dia.

Como um casal, eu até que gostei da Maria e do Colin. Ultimamente eu ando viciada em UFC e qualquer tipo de luta, então nem preciso dizer que adorei o Colin. Bem mais que a Maria.Quem também tem um papel bem importante na história é Serena, irmã mais nova da Maria, que estuda com Colin. Ela é uma figura: agitada, fala o que pensa e bem independente. Evan e Lily, por outro lado, são um casal de amigos de Colin. Ele e Evan moram no mesmo terreno. Não gostei muito da Lily, mas o Evan é um amor e quase um irmão para Colin. 

Claro, tirando a temática, o livro é 100% tradicional Nicholas Sparks. MUITAS descrições, capítulos grandes, poucos diálogos, parágrafos enormes... Não é o melhor do Sparks, mas, sem dúvida, foi o que mais mexeu comigo.

Fãs de Sparks, não percam este livro. E se você nunca leu nada do autor e quer experimentar algo um pouco diferente da “narrativa clichezão” (não que eu concorde com isso) que já virou fama do autor, tente “No seu olhar”.




18 maio 2016

# Resenha 353 // Mr. Mercedes

Olá bookaholics, tudo bem?

Hoje vamos falar do mais novo livro do mestre do terror Stephen King : Mr Mercedes. Esse é o primeiro livro de uma trilogia sobre a vida do detetive Bill Hodges.

Título: Mr. Mercedes
Autor: Stephen King
Páginas: 400
Editora: Suma de Letras


 Sinopse: Uma alucinante corrida contra o tempo, em que três heróis improváveis tentam impedir um assassino de acabar com milhares de vidas. Ainda é madrugada e, em uma falida cidade do Meio-Oeste, centenas de pessoas fazem fila em uma feira de empregos, desesperadas para conseguir trabalho. De repente, um único carro surge, avançando para a multidão. O Mercedes atropela vários inocentes, antes de recuar e fazer outra investida. Oito pessoas são mortas e várias ficam feridas. O assassino escapa. Meses depois, o detetive Bill Hodges ainda é atormentado pelo fracasso na resolução do caso, e passa os dias em frente à TV, contemplando a ideia de se matar. Ao receber uma carta de alguém que se autodenomina o Assassino do Mercedes, Hodges desperta da aposentadoria deprimida, decidido a encontrar o culpado. Mr. Mercedes narra uma guerra entre o bem e o mal, e o mergulho de Stephen King na mente obsessiva e psicótica desse assassino é tão arrepiante quanto inesquecível.

Hodges já foi um detetive de grande sucesso, todavia, agora já aposentado de suas funções, entrou em depressão e cogita a hipótese de se matar com a arma que era de seu pai. Mas sua vontade de viver se reacende quando ele tem a oportunidade de prender o assassino, que apesar de seus esforços conseguiu escapar em seu último caso. Voltando a ativa, Hodges retorna ao passado e investiga o caso do Mr. Mercedes, que matou e feriu várias pessoas usando um Mercedes roubado.

Stephen King, cada vez mais, se mostra um autor surpreendentemente versátil. Há uma clara e grande diferença entre os primeiros livros dele e seus recentes lançamentos. Mr. Mercedes é um romance que apesar de ter a marca registrada de escrita do autor, demonstra bem essa nova faze de Stephen. O livro em si é recheado dos clichês do gênero, não há grandes surpresas e os personagens são esteriótipos quase perfeitos, porém, ele foi escrito por Stephen King e isso muda tudo. A escrita encantadora e envolvente dele continua presente e é isso que faz o livro ser bom. Ademais, a história é sóbria, sombria e realista, o que por si só já torna tudo mais interessante quando se fala do gênero policial. O autor também conseguiu misturar os clichês do gênero ao contexto moderno mostrando uma desenvoltura singular.





























O vilão é um capítulo à parte. Suas atitudes nos fazem várias perguntas ao longo do livro: Será que a maldade é inerente ao ser humano e tudo mais é o desenrolar de uma mente já infectada pela total falta de apatia? Será que as escolhas que fazemos são essencialmente nossas? O que nós somos?Obviamente, essas perguntas não tem uma resposta certa, mas Mr. Mercedes nos mostra que os monstros existem sim, mas dentro de cada um de nós. O sobrenatural não é o pior dos mundos, existe dentro do ser humano um lugar obscuro que se mostra muito pior que uma aranha gigante ou um carro amaldiçoado. Nós mesmos somos algozes de nossa própria existência.


“Tenho certeza de que você fez “o melhor que pôde”, mas infelizmente (para você, não para mim) você falhou. Imagino que, se já houve um “bendito” que você quis pegar, Detetive Hodges, foi o homem que dirigiu deliberadamente para cima da multidão na fila para a Feira de Empregos no City Center no ano passado, matando oito e ferindo muitos mais. (Devo dizer que superei até minhas maiores expectativas.) Era em mim em quem você estava pensando quando lhe deram aquela placa na Cerimônia Oficial de Aposentadoria? Era em mim em quem você estava pensando quando seus colegas, os outros Cavaleiros do Distintivo e das Armas, contavam histórias sobre (isso é só um palpite) criminosos que foram pegos literalmente sem as calças ou relembravam pegadinhas feitas na delegacia?”



 

17 maio 2016

# Papo literário // Capas originais x capas nacionais

Oi pessoal, tudo bem?

Semana passada eu comentei que gostaria de fazer um papo literário sobre escolha das capas. Talvez esta seja uma ótima oportunidade.

Ninguém é obrigado a saber, até porque isto é um pouco dos bastidores de uma produção editorial, mas acho que às vezes é importante esclarecer algumas coisas que ficam no imaginário dos leitores. Repare só os posts no facebook das editoras. Principalmente na divulgação de capas que não seguem o padrão original. Você vai ver pelo menos umas quatro ou cinco pessoas reclamando da capa e dizendo preferir a original. Pode fazer o teste. É batata!

Claro que, muitas vezes, a capa original é mais bonita, mais atrativa. Se é um livro de um autor que você é super fã e acompanha o trabalho, é natural querer ter a capa original na estante. Poréééém... o buraco é mais embaixo.

Estamos falando de um mercado, certo? Então tudo tem o seu preço. Assim como as editoras pagam pela tradução, compram os direitos do livro, a capa também é negociada. E nem sempre é baratinha. Então, pensemos racionalmente: comprar um capa cara (que muitas vezes é negociada em dólar) ou usar a equipe de design para fazer a versão brasileira? Vamos la, você sabe responder esta!



Outro detalhe importante é que o designer pensa na capa como um todo, levando em consideração a disposição do título também. Então, na hora da adaptação, muitas vezes o título traduzido é maior que o original e simplesmente não cabe dentro do layout original. Nestes casos acontece o que? Acertou quem pensou em: nova capa!



Não, as editoras não são malvadas por não comprarem a capa original, não é de proposito. Isto é uma decisão editorial. Cabe à editora decidir se quer ou não  investir naquela capa já pronta e nem sempre vale a pena gastar um valor alto nisto (lembrando que este valor se reflete no preço final do livro). Isso sem levar em conta que as editoras tem uma equipe de designer para fazer, adivinhem o que? SIM, Fazer capas! As capas nacionais são o portfólio de vários profissionais que trabalham pesado para deixar o livro mais atrativo para os leitores. 

E vamos combinar que nem sempre a capa está assim tão ruim que justifique a reclamação da mudança!