08 agosto 2016

# Resenha 370 // Fração de Segundo

E aí, galera, tudo bem?

Voltei de viagem!! Eta saudade do deserto. Estou pensando em falar um pouco dos meus 15 dias no Chile por aqui, que tal? Mas isso é papo para uma outra hora. Hoje vamos falar de uma duologia sensacional que já me deixou órfã :'( Quero mais de Encruzilhada!!

Já leram? Não? Vocês conferem a resenha do primeiro livro AQUI. E podem ler o que eu achei do segundo neste post. Juro que não tem spoilers!


Título: Fração de Segundo // Split Second
Autora: Kasie West
Páginas: 320
Editora: Seguinte
Livro cedido em parceria com a editora



Sinopse: Por causa de sua habilidade paranormal, Addie é capaz de Investigar seu futuro sempre que se depara com uma escolha, mas isso não torna sua realidade mais fácil. Depois de ser usada pelo namorado e traída por Laila, sua melhor amiga, ela não hesita em passar as férias com o pai no mundo Normal. Lá ela conhece Trevor, um garoto incrivelmente familiar. Se até pouco tempo ele era um estranho, por que o coração de Addie acelera toda vez que o vê? Enquanto isso, Laila guarda um grande segredo: ela pode Restaurar as memórias de Addie — só falta aprender como. Muita gente poderosa não quer que isso aconteça, e a única pessoa que pode ajudar Laila é Connor, um bad boy que não parece muito disposto a colaborar. Como ela vai ajudar a amiga a alcançar o futuro feliz que merece.



Quando li Encruzilhada, simplesmente me apaixonei pelo livro. Narrativa ágil e uma história que me deixou fissurada. Não podia deixar passar a continuação. Foi assim que pedi “Fração de Segundo”. Kasie sabe o que faz. O livro mantém o ritmo acelerado e brinda o leitor com várias reviravoltas. 

Para quem já se esqueceu de Addison (ou não leu o primeiro livro), ela consegue investigar o Destino. Ela não vê o futuro, mas consegue enxergar as opções que tem e o que poderia acontecer se escolhesse cada caminho. Mas, apesar do “dom” aparentemente maravilhoso, ela apenas vê as suas escolhas e não a escolha dos outros, o que pode influenciar no resultado final.  No primeiro livro conhecemos o mundo das pessoas com habilidades especiais e o “mundo normal”, aqueles que não sabem da existência destes “super dotados”.  Addie escolhe o seu caminho e são as consequências desta escolha que acompanhamos em “Fração de segundo”

Narrado em primeira pessoa por Addie e em terceira por Laila, é preciso ter fôlego para acompanhar o livro. Como eu já tinha lido o primeiro há mt tempo, fiquei com a sensação de que deixei alguns pequenos detalhes passarem. Me arrependi de não ter dado uma passada de olho no primeiro livro. Se puderem, façam isso. 

Suspense, ação, romance, tudo isto e muito mais fazem parte de “Fração de segundo”. Addie é extremamente forte e já entrou para o meu hall seleto de personagens preferidas. Ela cresce ainda mais na trama conforme vai se autoconhecendo e treinando suas habilidades.

Os capítulos são curtos e o livro é muito rápido de ler. Não sei se fico feliz ou triste com isso. “Encruzilhada” é uma duologia incrível que muita gente ainda não conhece. Leiam e se surpreendam. Termino a série torcendo por, quem sabe, um spin off da Laila ou de outros personagens. A autora é tão incrível que os descreve como se fossem pessoas próximas.

Amei.  Recomendo.




27 julho 2016

# Resenha 369 // Talvez um dia

E aí, galera, beleza?

Às vezes fico me peguntando o que seria de mim sem essa mulher maravilhosa chamada Colleen Hoover. Sim, porque ela é perfeita e escreve como ninguém. Cada livro é um close mais certo que o anterior. E "Talvez um dia", meus amigos... que livro! Li em maio e estou de ressaca até hoje. Leiam a resenha e depois corram para ler o livro.


Título: Talvez Um Dia // Maybe Someday
Autor (a): Colleen Hoover
Páginas: 368
Editora: Galera Record



Sinopse: Aos vinte e dois anos de idade, Sydney está desfrutando de uma grande vida: Ela está na faculdade, trabalhando em um emprego estável, apaixonada por seu maravilhoso namorado, Hunter, e é colega de quarto de sua melhor amiga, Tori. Mas tudo muda quando ela descobre que Hunter está traindo ela e ela é forçada a decidir qual será seu próximo movimento. Logo, Sydney encontra-se fascinada por seu vizinho misterioso e atraente, Ridge. Ela não consegue tirar os olhos dele ou parar de ouvir o jeito que ele toca seu violão todas as noites em sua varanda. E há algo sobre Sydney que Ridge não consegue ignorar, também. Após seu encontro inevitável acontecer, Sydney e Ridge encontram-se necessitando um do outro em mais do que uma maneira.



Abrir um livro novo da Colleen Hoover é sempre uma caixinha de surpresa. Não que eu não saiba o que me aguarda. Em linhas gerais, sempre me preparo para uma história que apresente um bom casal de protagonistas em um embate profundamente balanceado entre o drama e o romance. Mas, a cada livro que leio ainda me surpreendo com a profundidade dos personagens, a beleza da escrita da Colleen (que parece sempre superar os limites da perfeição) e as lições que acabam ecoando na minha cabeça, mesmo que eu já tenha finalizado a leitura há semanas.

Em maio chegou às livrarias pela Galera Record “Talvez um dia”, livro que conta a história de Sydney. Sua vida vira de pernas para o ar quando descobre que seu namorado a traía com sua melhor amiga (e companheira de apartamento). Irritada e sem ter para onde ir, ela acaba aceitando o convite de Ridge para passar temporada em sua casa. Ridge mora no prédio ao lado e a música é o elo entre os dois. Ele toca violão todos os dias na varanda enquanto ela costuma acompanhar a melodia e, muitas vezes, rascunha algumas letras. Sem nunca terem se falado, mas cientes de suas presenças a poucos metros um do outro, Ridge toma a iniciativa e pede a ajuda de Syd. Ele é o compositor da banda do irmão, mas, graças a um bloqueio criativo, não consegue manter o ritmo de produção. Sydney é a solução que procura e pode ajudá-lo a dar vida às melodias.

Muito além de apenas um bom enredo, “Talvez um dia” dá aos personagens uma trilha sonora densa que os acompanha, literalmente, ao longo de toda a obra. Isso porque Colleen Hoover firmou parceria com o cantor e compositor Griffin Peterson e ambos compuseram as músicas presentes no livro. A sensibilidade de Colleen somada ao talento inegável de Peterson resulta em letras ternas que dão à “Talvez um dia” um inesquecível ritmo cadenciado com nuances do country music.

A experiência é incrível. As músicas me ajudaram a mergulhar de cabeça no mundo de Syd e Ridge, como se os personagens existissem de verdade e estivessem bem ali, do meu lado. Impossível ler sem cantarolar ou ouvir as músicas sem relembrar o amor puro do casal. Está tudo intrinsecamente interligado. Destaque para “I’m in trouble”, que, assim como o título sugere, me deixou totalmente encrencada com este livro. Encrencada porque agora não consigo parar de pensar nele, que se tornou um dos melhores que li este ano. Encrencada porque o li em uma madrugada e já estou com saudades da história.

Sabe aquele aviso lá em cima de ressaca literária? Pois é. Depois de “Talvez um dia” foi muito (para não dizer) impossível, me apaixonar por outro livro.  Esta é, sem dúvida, uma das melhores histórias que li na vida. Posso ser suspeita para falar, uma vez que não nego o meu fascínio pela autora. Mas tá aí um livro que todo mundo deveria ler. Não sei se é o melhor da Colleen, porque eu também amo Sem Esperança, mas não consigo me lembrar de algum outro livro que tenha me deixado com uma ressaca tão ruim quanto este. 

É impressionante o quanto a Colleen consegue ser tocante e sincera no que ela escreve. Você esquece que está diante de uma história de ficção e quer, com toda a sua força, que tudo aquilo seja verdade. Ridge é fascinante.  Tá aí um livro que eu nunca vou esquecer. 

E as músicas? Estou escutando enquanto escrevo este texto, ao mesmo tempo em que acompanho a letra bem baixinho, para não atrapalhar as colegas da equipe.



25 julho 2016

# Resenha 368 // Temporada de acidentes

Oi pessoal, tudo bem?

Sabe quando um livro te surpreende tanto que você quer contar sobre ele para todo mundo? Pois é. Este é "Temporada de acidentes". Sério, vocês precisam ler. Mas, primeiro... leiam a resenha e deixem essa blogueira feliz


Título: Temporada de acidentes
Autor: Moïra Fowley-Doyle
Editora: Intrinseca
Páginas: 256
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo. A temporada de acidentes vai começar. Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores. No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal? Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.



É sempre em outubro. Este é um mês que requer cuidado redobrado para Melanie e sua família. Ela já perdeu muitos parentes neste período e teme que o pior aconteça com suas filhas Cara, Alice e seu filho postiço Sam. Por isto outubro é considerado "a temporada de acidentes". Sem saber o que vem pela frente, Cara e seus irmãos buscam diariamente sobreviver aos desastres iminentes.Eles até que tentam levar uma vida "normal", mas todos do colégio acham a família de Cara esquisita. A amizade com Bea também não ajuda. Ela joga cartas e é tida como "bruxa" pelos alunos. É Bea, aliás, quem alerta sobre o perigo desta temporada, que promete ser "a pior de todas".

Logo de inicio adianto que o livro é super bacana. A premissa é o máximo: um mês onde coisas terríveis acontecem. Como? Porque? É isto que a autora Moïra vai costurando ao longo da leitura. O ritmo é fluido, daqueles que você vai se envolvendo no decorrer das páginas.




Boa parte da narrativa é feita pela perspectiva de Cara. Ela é criativa e tem uma forma própria de ver o mundo.  Ela consegue ir além do óbvio. É difícil para a jovem ter uma vida como a dos outros. Mas ela não perde a sua fé. Ela acredita e vai atrás de uma justificativa para a temporada de acidentes.

Seria injusto falar apenas de Cara quando todos os personagens tem o seu brilho. É impossível não se sensibilizar com os dramas, não torcer para que tudo dê certo e suspirar com um romance tão lindo e tocante. 

Outro trunfo da leitura é a inserção de tabus a serem debatidos. A autora trata tudo de forma lúdica e com grande sensibilidade. O livro é bem mais do que aparenta e isso é sensacional. Pude refletir bastante e sair do senso comum. 

"Temporada de acidentes" beira a poesia, é a união perfeita entre a fantasia e realidade. A autora escreve muito bem e abusa das metáforas. Não é aquele texto pobre e cheio de clichés. Ela conduz muito bem a história, sem perder o seu fio condutor. Envolve o leitor nos mistérios que estão por trás da temporada de acidentes. Alguns fáceis de serem deduzidos, outros nem tanto. 

No final, o livro me lembrou bastante Mentirosos, não só pelas semelhanças na escrita de ambas as autoras, como em alguns rumos que as histórias tomaram.




# Resenha 368 // Temporada de acidentes

Oi pessoal, tudo bem?

Sabe quando um livro te surpreende tanto que você quer contar sobre ele para todo mundo? Pois é. Este é "Temporada de acidentes". Sério, vocês precisam ler. Mas, primeiro... leiam a resenha e deixem essa blogueira feliz


Título: Temporada de acidentes
Autor: Moïra Fowley-Doyle
Editora: Intrinseca
Páginas: 256
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo. A temporada de acidentes vai começar. Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores. No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal? Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.



É sempre em outubro. Este é um mês que requer cuidado redobrado para Melanie e sua família. Ela já perdeu muitos parentes neste período e teme que o pior aconteça com suas filhas Cara, Alice e seu filho postiço Sam. Por isto outubro é considerado "a temporada de acidentes". Sem saber o que vem pela frente, Cara e seus irmãos buscam diariamente sobreviver aos desastres iminentes.Eles até que tentam levar uma vida "normal", mas todos do colégio acham a família de Cara esquisita. A amizade com Bea também não ajuda. Ela joga cartas e é tida como "bruxa" pelos alunos. É Bea, aliás, quem alerta sobre o perigo desta temporada, que promete ser "a pior de todas".

Logo de inicio adianto que o livro é super bacana. A premissa é o máximo: um mês onde coisas terríveis acontecem. Como? Porque? É isto que a autora Moïra vai costurando ao longo da leitura. O ritmo é fluido, daqueles que você vai se envolvendo no decorrer das páginas.




Boa parte da narrativa é feita pela perspectiva de Cara. Ela é criativa e tem uma forma própria de ver o mundo.  Ela consegue ir além do óbvio. É difícil para a jovem ter uma vida como a dos outros. Mas ela não perde a sua fé. Ela acredita e vai atrás de uma justificativa para a temporada de acidentes.

Seria injusto falar apenas de Cara quando todos os personagens tem o seu brilho. É impossível não se sensibilizar com os dramas, não torcer para que tudo dê certo e suspirar com um romance tão lindo e tocante. 

Outro trunfo da leitura é a inserção de tabus a serem debatidos. A autora trata tudo de forma lúdica e com grande sensibilidade. O livro é bem mais do que aparenta e isso é sensacional. Pude refletir bastante e sair do senso comum. 

"Temporada de acidentes" beira a poesia, é a união perfeita entre a fantasia e realidade. A autora escreve muito bem e abusa das metáforas. Não é aquele texto pobre e cheio de clichés. Ela conduz muito bem a história, sem perder o seu fio condutor. Envolve o leitor nos mistérios que estão por trás da temporada de acidentes. Alguns fáceis de serem deduzidos, outros nem tanto. 

No final, o livro me lembrou bastante Mentirosos, não só pelas semelhanças na escrita de ambas as autoras, como em alguns rumos que as histórias tomaram.




22 julho 2016

# Resenha 367 // Loney

Oi pessoal, tudo bem?

Como prometido, hoje tem resenha de Loney Para quem não sabe, esta semana a Intrinseca organizou um especial bem bacana sobre o livro, que é uma das apostas da editora para este mês.


Título: Loney // Loney
Autor: Andrew Michael Hurley
Editora: Intrínseca
Páginas: 301
Livro cedido em parceria com a editora



Sinopse: Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era criança e visitou o lugar.
À época, a mãe de Smith arrastou a família para aquela região numa peregrinação de Páscoa com o padre Bernard, cujo antecessor, Wilfred, morrera pouco tempo antes. Cabia ao jovem sacerdote liderar a comunidade até um antigo santuário, onde a obstinada sra. Smith crê que irá encontrar a cura para o filho mais velho, um garoto mudo e com problemas de aprendizagem.
O grupo se instala na Moorings, uma casa fria e antiga, repleta de segredos. O clima é hostil, os moradores do lugar, ameaçadores, e uma aura de mistério cerca os desconhecidos ocupantes de Coldbarrow, uma faixa de terra pouco acessível, diariamente alagada na alta da maré. A vida dos irmãos acaba se entrelaçando à dos excêntricos vizinhos com intensidade e complexidade tão imperativas quanto a fé que os levou ao Loney, e o que acontece a partir daí se torna um fardo que Smith carrega pelo resto da vida, a verdade que ele vai sustentar a qualquer preço.


A história de Smith (ou Tonto) e seu irmão, Hanny começa na década de 70, quando os dois foram levados para passar uma temporada em um antigo povoado, na Inglaterra, onde costumava-se fazer peregrinações. A mãe dos meninos é extremamente religiosa, daquelas fervorosas, e ela acredita que existe um santuário que pode ajudar Hanny, que é mudo, a se curar. No livro, Tonto relembra fatos de sua infância e este é o fio condutor da história. 

Um belo dia recebo um pacote da Intrínseca e, quando abro, tinha uma caixa linda com o livro Loney. Só a caixa e a capa já me deram a impressão do que o livro se tratava. Para completar, Loney tem o selo Stephen King de aprovação.  Pois é, trata-se de um livro de terror/ suspense. Para uma pessoa medrosa que só (como sou),  acabei ficando receosa com a leitura. Terror é completamente fora do meu eixo de conforto. Para ser sincera, não leio terror (e nem pretendo).  Mas resolvi dar uma chance à Loney, final, era só ler de dia, certo?

Para um livro vendido como “terror”, achei ele “tranquilo” (para a minha alegria) mas sei que quem curte esse gênero de horror/gótico/amolevarumsustinho pode acabar se decepcionando com o livro. Loney me lembrou o estilo de “As gêmeas do gelo”, da Bertrand ou “Caixa de Pássaros”, também da Intrínseca (ambos excelentes, aliás)

O autor aposta em uma atmosfera bem sombria. Misturar religião com suspense e Igrejas e padres é algo bem cliché, mas Hurley se sai bem. Vários mistérios rondam o povoado e você só quer saber quais são.

Esse não foi o livro mais simples que eu já li. É lento em algumas partes, o que, para um livro de suspense, é péssimo. O autor aborda muito a questão a religião, uma vez que a família do protagonista beira o fanatismo. A história não tem muitos personagens, o que é bom para manter o foco no desenrolar da trama. Nem todos são devidamente aproveitados, mas o livro manteve a sua linearidade e até que conseguiu me prender. Acho que por eu estar esperando algo super assustador, ler algo “não tão assustador assim”, me deixou “menos tensa” e me fez querer continuar na leitura.

Como narrativa é em primeira pessoa e o livro é bem descritivo. Acredito que o autor tenha optado por detalhar bem as coisas para facilitar a visualização do leitor e contribuir para um cenário mais sombrio. Apesar disto, não precisava de tanto, o livro ficaria mais enxuto e direto. 

No final, uma decepção.  Fica aquela sensação de mais perguntas que respostas resolvidas. O autor deixou muita coisa em aberto. Muitos livros de terror/suspense fazem isso, o próprio Caixa de Pássaros faz, mas, a meu ver, em Loney, essa opção deixou a desejar, não surtiu o mesmo efeito, infelizmente. 

O livro é bom, Raquel? É. Mas não espere algo assustador.  Foi uma leitura que me entreteve, apesar dos pontos ressaltados. Não é o meu preferido e acredito que existam outros livros melhores do gênero. Mas não foi uma leitura desperdiçada. 

Antes de terminar, preciso elogiar o trabalho da intrínseca com o livro. Sério, ficou lindo demais., super caprichado. Livro capa dura, com jacket e ainda com um preço super justo, o que sabemos que não acontece com frequência.