Resenha 387 | Trono de Vidro - Império das Tempestades (I e II)

Oi pessoal, tudo bem?

Se tem uma coisa que não mudou mesmo depois desse hiatus de quase um ano no blog é que, sim, eu ainda amo e defenderei Trono de Vidro com todas as minhas forças. Se vocês pensaram que iam se ver livres dessa minha pequena pressão para todos lerem a série, está muito enganado. O livro cinco acabou dividido em duas partes, mas a resenha vai ser única mesmo.

Título: Trono de Vidro - Império das Tempestades (Tomos I e II)
Editora: Galera Record
Autor: Sarah J Maas


Sinopse: Antes de serem traídos pelo atual rei, os Galathynius reinaram em Terrasen por séculos. E agora Aelin deseja recuperar a coroa e voltar a seu trono de direito... Mas o caminho até lá é longo e sinuoso. Amigos serão perdidos, lealdades serão quebradas e alianças inesperadas surgirão. Com a vida e poder jurados ao povo que está determinada a salvar, a antiga assassina, conhecida como Celaena Sardothien, colocará a própria segurança em risco para proteger os seus. Mas a única salvação está numa relíquia enterrada nas ruínas de um velho pântano.

Penúltimo livro da série, muita coisa deveria começar a se desenhar mas, graças a Deus, estamos falando de Sarah J Maas e esse livro é simplesmente o mais imprevisível e, sem duvidas, o melhor até agora. Isso porque 'Império das tempestades" consegue juntar ação, traições, estratégias surpreendentes e reviravoltas impensáveis. São muitos arcos que, em algum momento, vão se conectar. De um lado, Aelin e o desenrolar de seus planos. Uma vez rainha, ela começa a agir como tal. Sua postura, seus pensamentos, sua magia... tudo converge e Aelin está mais preparada que nunca para a jornada em busca da liberdade de seu povo. Custe o que custar. E neste livro ela começa a colher frutos importantes que plantou ao longo dos quatro volumes anteriores. No inicio ela pode estar um pouco mandona e chata, sabemos que o temperamento dela nunca foi fácil, mas as coisas melhoram, calma jovem Padawan! Lysandra, Rowan, Aedion e Dorian serão essenciais para a nossa Coração de Fogo. 

Por falar em Dorian, agora ele é rei. E como eu senti falta de uma participação mais ativa dele na história!! Quem acompanhava o blog sabe o quanto sou apaixonada pelo personagem e nunca tive dúvidas de que ele iria traçar uma caminhada de autoconhecimento, principalmente depois de descobrir seus poderes. Dorian teve muitas perdas. Quase tantas quanto Aelin. É muito bom vê-lo voltando a ativa e tentando superar, ainda que ao seu jeito.

Mas, na real, este "Império das tempestades" é mesmo das mulheres. E é por isso que eu amo tanto a Sarah! Através da Aelin, a autora mostrou a força e a coragem de uma garota que nunca deixou de acreditar nos seus objetivos. Agora temos outras três super mulheres que arrebataram meu coração nestes dois tomos. E, sinceramente, juntas, nem consigo mensurar do que elas são capazes!!

Foto: @lendoeesmaltando


Elide, a manca, ex escrava do seu próprio tio e filha da mulher que ajudou Aelin a fugir. Ela aparece em poucos capítulos de "Rainha das Sombras", mas se transforma em um furação no volume cinco. A deficiência na perna pode fazer com que ela se torne um alvo aparentemente fácil, mas Élide é uma das personagens mais inteligentes do livro e mostra que força física nem sempre vai ganhar uma batalha. Ela já sofreu demais e está cansada de se curvar. Seu caminho se cruza com o de Lorcan, um guerreiro feérico, abençoado pelo Deus da morte e fadado a ficar preso a Maeve, sua rainha manipuladora-bitch-morrediabo-teodeio, com quem acaba se aliando (Um erro crasso) . A união dos dois é tão bizarra quanto parece. Ela é mortal, ele não. Ele é muito mais rápido que ela. Ele consegue se defender usando magia, ela não. Mas os dois são extremamente arredios e enxergam no outro inúmeras possibilidades para alcançar seus próprios objetivos. Sendo assim, um acordo é conveniente. O resultado? O segundo melhor casal da série. Porque o primeiro vem logo abaixo, wait and see!

Vamos falar de Manon Bico Negro? Em "Herdeira do Fogo", a parte das bruxas era a mais chata de todas. Não conseguia ler sem revirar os olhos. Mas, Senhor, como eu ia imaginar que Manon ia ser assim tão espetacular? De bruxa má ela se tornou minha personagem preferida da série. Ela é intimidadora e dona de uma grande frieza. Sua caminhada é cheia de reviravoltas, mas a verdade é que, assim como Aelin, Manon é leal aos seus ideais. Manon é coerente. Ela é justa e uma guerreira destemida. São dela as respostas mais sagazes. Manon é tão poderosa quanto Aelin e é por isso que quando este encontro se concretiza, parece que a energia das duas sai das páginas e chega até o leitor. O interessante é que Manon, mesmo que não reconheça Aelin como uma rainha, a trata com respeito, como uma igual. Afinal, nós mulheres, somos todas iguais, certo? GRL PWR!

Sozinha, Manon já é maravilhosa, mas aí a Sarah criou o ship Manorian! Sim, Manon e Dorian. Aí eu me derreto!

Obrigada, Sarah!
Como eu falava acima, o Dorian cresceu muito na história. Manon teve um papel importante na vida do rei quando ele estava tomado pela escuridão, no livro quatro. As interações dos dois em "Rainha das Sombras" foram pontuais, mas agora o casal ganha muito mais espaço! Para mim, eles conseguiram ser mais interessantes que o próprio casal protagonista, que ficou no cliché.

Eu poderia passar muito mais tempo falando da Manon e do quanto ela é maravilhosa, mas a resenha ficaria quase uma dissertação sobre a Bico Negro. Vou apenas concluir dizendo que ela é a melhor personagem desse livro e nenhum outro irá superá-la.

Fechando a corte de Aelin estão Lysandra e Aedion. Este é um lutador nato, fiel à prima e sempre preparado. Descobrimos um pouco mais sobre o passado dele neste volume. Aedion e Lysandra tem muito em comum e é por isso que eles se aproximam demais. Aedion tem um pouco do famigerado instinto protetor, não que Lysandra realmente precise disso, mas ele é aquele cara que se preocupa e com quem você pode sempre contar. Lysandra se torna a melhor amiga de Aelin e podemos esperar muito disso.

O tomo I é bom, mas o tomo II é emocionante. Principalmente a reta final. Terminei o livro chorando porque, né, Sarah faz isso com a gente. Quando nada parecia fazer sentido, a Sarah colocou a cereja no bolo. O que eu mais gosto nela é esse "fator surpresa".  E foi quando terminei de ler o tomo II que me dei conta de que, cada diálogo "suspeito", cada ação que parecia fora do lugar, cada aliança "impensada", cada coisinha que a Sarah foi deixando pelo caminho formou um plot twist que me deixou sem fôlego. Foi difícil me recuperar depois de terminar "Império das Tempestades". Mas difícil mesmo é saber que antes do livro final teremos o livro do embuste do Chaol (sério, odeio ele) e só então vamos saber como termina Trono de Vidro. Órfã desde já!!









A bordo | Áustria - O que fazer?

Oi, gente!

Aqui é a Deia, do blog Own Mine, e a Kel me convidou para passar por aqui e contar um pouquinho sobre a minha experiência na Áustria, que visitei agora em julho!

Centro de Klagenfurt
Eu fui para lá junto com o CISV, uma ONG internacional que trabalha com a educação para a paz por meio da interação de crianças e adolescentes de diferentes culturas! É bem legal e tem em várias cidades do Brasil (quem tiver interesse, é só dar uma olhadinha no site deles!) -http://www.br.cisv.org/

A oportunidade de viajar com o CISV também me deu a chance de conhecer lugares que eu nunca imaginaria ir: como a Caríntia, o estado da Áustria em que eu fiquei hospedada. Eu vou contar um pouquinho sobre o que eu vi por lá! 

A capital da Caríntia se chama Klagenfurt e tem cerca de cem mil habitantes. Eles têm um aeroporto, mas tem pouquíssimos voos. Optamos, então, em pegar um voo que ia para Graz (que fica em outro estado) e, então, um transfer até a cidade (dá mais ou menos 1h30 de viagem). Eu fiquei hospedada em St. Veit, na casa de outra participante do CISV (que ficou na minha casa quando veio para o Brasil), uma cidadezinha que fica cerca de 15 minutos da capital.

Agora, detalhes técnicos: se você não conhecer ninguém que mora por lá, vale a pena alugar um carro. A maior parte dos pontos turísticos são afastados, então você precisa de um para se locomover a vontade.

Lago Wörthersee

Como eu fui para a Áustria em julho, estava muito calor – o termômetro chegou até 37ºC! Isso pode surpreender muita gente, já que o país é famoso pelo inverno. Eu tive sorte de estar na Caríntia, que é um dos lugares que muitos austríacos vão para passar os meses mais quentes! Isso por essa ser a região dos lagos!

Klagenfurt é banhado pelo Wörthersee, um lago de mais ou menos 16,5km de cumprimento. Para nadar em qualquer dos lagos, você precisa encontrar um ‘clube’ – você paga a entrada (eu paguei mais ou menos 5 euros para o dia inteiro) e eles fornecem a estrutura (espaço bem cuidado, banheiros, chuveiros, salinhas para se trocar, pier, trampolins, bóias), além de ter restaurantes e lojinhas. 

Os clubes ficam lotados – e depois de um certo horário, o preço cai, o que leva muitas pessoas da região a irem passar o finalzinho da tarde lá depois de trabalhar (o sol se põe ao redor de 21hs nessa época do ano!). 

Castelo Hochosterwitz

Outra coisa que é muito comum encontrar por lá são castelos. Só para você ter uma ideia: da varanda da casa em que eu estava hospedada, eu conseguia ver um castelo – o Taggenbrunn (que estava em reforma para virar um hotel). Esse da foto é chamado Hochosterwitz, e é considerado um dos castelos mais protegidos da Áustria. Ele foi construído mais ou menos na época em que o Brasil foi descoberto e nunca sofreu uma invasão (mal imaginavam eles que tantos estranhos iam subir tão fácil por lá no futuro). Fãs de Game of Thrones: tem até um portão da lua entre as armadilhas para os inimigos que tentam entrar lá! O preço do ingresso para esse castelo é 13 euros (estudantes e menores de 15 anos pagam mais barato), mas a região tem (mesmo) muitos outros, e, tenho certeza, que os preços devem variar!

Vista da Grosslockner
Para quem gosta mesmo é do inverno, você pode encontrar neve (mesmo no verão) se for para Grosslockner, a montanha mais alta da Áustria (com 3.798m de altura)! É claro que não estava frio de verdade (quando eu cheguei lá, a temperatura variou de 12 a 20 graus), mas tem neve – e a gente conseguiu até fazer guerra de bolinha de neve. Para entrar no parque de carro, você paga uma taxa de 35 euros (independentemente do número de pessoas dentro do carro) e pode ficar lá o dia todo. Se você for de ônibus, é 5,50 euros por pessoa. O parque tem trilhas, tem muitas marmotas (que são muito fofas), tem restaurantes, souvenirs e muita natureza! Vale a pena ir cedo para o parque, já que fica com uma fila enorme para entrar depois do almoço!

Bom, espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho da Caríntia! Obrigada Kel por me convidar para fazer esse post!

O dia em que Colleen Hoover me decepcionou

Pois é, isso é verdade, Colleen me decepcionou - e feio - com "November, 9", mas vou contar o porquê neste post.

Título: Novembro, 9 | November, 9
Autor: Colleen Hoover
Páginas: 352
Editora: Galera Record



Sinopse: Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Quem acompanha o blog conhece o meu amor pela Colleen. Sabe aquela autora que eu leria até a lista de compras? Pois é, Colleen Hoover! Claro que eu não AMEI absolutamente todos os livros dela. Há destaques como: "Sem esperança", "Talvez um dia", "Confesse". Outros são bons como: "Pausa" ou "Em busca de Cinderela". Mas não sei o que houve com "November, 9", aqui no Brasil, "Novembro, 9'. Quer dizer, sei: o livro é fraco, cliché. Nem parece que foi a Colleen que escreveu.

A obra conta a história de Fallon. Ela tinha uma carreira promissora na TV até ter o corpo parcialmente queimado em um incêndio na casa do pai. O acidente foi há alguns anos atrás, mas as cicatrizes ainda permanecem. E as consequências também. Ela perdeu contratos e teve que abrir mão do seu sonho. Claro que ela culpa o pai pelo que aconteceu. E é durante um almoço com ele, no dia em que Fallon está prestes a se mudar para Nova York em busca de novas perspectivas, que a garota conhece Ben. Ele se intromete na conversa de Fallon com o pai para defendê-la. Surge aí um interesse e os dois decidem passar o resto do dia juntos. A conexão entre Ben e Fallon é imediata e, em algumas horas eles tem um convívio super intenso. Porém, ela está decidida a continuar seu caminho rumo a NY. Eles não trocam telefones e nem outro meio de contato, mas prometem se encontrar no ano seguinte, na mesma data. Já ouviu falar dessa história, né? Pois é.


Meu primeiro problema com o livro foi não ter conseguido me identificar com o casal protagonista. Ainda que cada um tenha os seus próprios fantasmas e estejam envolvidos em um drama bem mais complexo do que parece, não tive empatia e nem achei que eles combinassem. Entendo a proposta do livro, mas não consegui aceitar um casal que se conhece em um restaurante, passa algumas horas junto e se apaixona perdidamente. E, principalmente, que em meio a tanta tecnologia, um casal tão apaixonado conseguiu passar um ano sem se ver, sem buscar nada sobre o outro na internet. Impossível.

Outro ponto fundamental foi a falta de desenvolvimento dos dois. Como eles só se encontram no dia 9 de Novembro, sabemos bem pouco sobre que o período que se passou. As respostas chegam prontas, por exemplo: arrumei um emprego ou entrei para a faculdade. Mas não há um detalhamento, tudo fica muito perdido. O mesmo vale para personagens secundários. Tudo basicamente só gira em torno de Ben e Fallon. Qualquer outro personagem que apareça fica muito raso.


Ben é chato demais, um dos piores personagens que a Collen já criou, se não for o pior. Ele tem atitudes controversas e me pareceu forçar alguns comportamentos de Fallon. Já ela começa o livro totalmente mimada. Dá uma melhorada ao longo da história, mas está muito longe das protagonistas da Colleen.

Mas a gota d'água mesmo foi o final. Totalmente bizarro, apressado, um plot twist que tentou juntar todas as pontas soltas, mas que não me convenceu em nada.

"Novembro, 9" me deixou tão traumatizada que rolou até um receiozinho na hora de ler o próximo livro lançado da Colleen. Depois de ler mais dois livros dela, percebi que, pelo menos até agora, é só mesmo o "Novembro, 9" que é o pontinho fora da curva. Felizmente para mim!






A bordo | Como é viajar de TAM para a Colômbia

Oi, leitores viajantes, tudo bem?

Já contei tanto detalhe da minha viagem para a Colômbia, mas faltou um fator determinante: falar sobre como eu cheguei em Bogotá. hahaha. Nos posts anteriores eu mencionei que fui de TAM, já que o voo direto pela Avianca estava muito caro. Pois bem, hoje vou detalhar para vocês questões como: conforto, comida, serviço de bordo e entretenimento nesta rota. As informações são de Jul/17

Fizemos uma ponte aérea Rio-São Paulo para Guarulhos e passamos pela imigração por lá. Tinhamos cerca de três horas em São Paulo. Lá pegamos um Boeing 767 que em cerca de 6 horas pousaria no aeroporto internacional de Bogotá. O avião tem uma distribuição em 2 x 3 x 2. Sentei com o Bruno nos assentos duplos. Os comissários ofereceram cobertor, travesseiro e fones de ouvido.

Logo que o avião estabilizou, foi servido o almoço na famosa opção: chicken or pasta. Ficamos com um ravióli com molho quatro queijos gratinado, que estava bem mais gostoso do que a massaroca da foto pode sugerir. De sobremesa tinha um pudinzinho e torradinhas com polenguinho. Os comissários ainda nos ofereceram um tablete de chocolate.



O entretenimento de bordo era bem digno, com opções de filmes e séries para todos os gostos. Não achei o assento do avião confortável, fiquei incomodada o voo inteiro e, por isso, acabei não conseguindo dormir. Mas essa é uma opinião totalmente pessoal. O Bruno não sentiu o mesmo desconforto, por exemplo.

O único "problema" da ida é que eles serviram o almoço e só. Foi a única refeição para as 6 horas de viagem. Com o tempo, percebemos que algumas pessoas estavam com sanduíches. Mas para consegui-los era preciso ir pessoalmente até os comissários e pedir um. Ou seja, não serviram para todo mundo e nem avisaram que havia esta opção. Não sei se isso aconteceu por não ter uma quantidade suficiente de sanduíches para todos a bordo ou simplesmente por essa ser uma politica da TAM. 

Também fomos de TAM para Cartagena. Desta vez, em um Airbus A319. Assim como no Brasil, a companhia só serve bebida a bordo. Até Cartagena fizemos um voo de cerca de 1h. Voamos pela manhã, o embarque foi rápido e tudo correu bem.

O problema mesmo veio na hora de retornar de Cartagena para Bogotá. Sofremos overbooking!! Chegamos ao aeroporto como manda o figurino: uma hora e meia antes de embarcar, mas mesmo assim o avião já estava cheio. Apesar da sensação de injustiça e da enrolação do funcionário na hora de nos repassar as informações, ficou decidido assim: o voo que compramos pela TAM sairia 7: 40, mas nos colocaram em um voo da Avianca que sairia 20 minutos antes. As malas seguiriam na nossa companhia de origem e só precisaríamos esperar alguns minutos no aeroporto de Bogotá para pegá-las. Nosso embarque para São Paulo estava garantido.

Claro que ficamos bem chateados com o ocorrido. Nunca viajamos pensando que vamos sofrer um overbooking. No geral, achamos que a TAM soube contornar o problema, outros passageiros também estavam na mesma situação. Ficamos com receio de dar alguma confusão com as malas, já que elas iriam em outro avião, mas deu tudo certo.

Viajar de Avianca não tem comparação. Para mim, é a melhor companhia que atua nos voos internos do Brasil e mostrou que não faz menos no seu país de origem, a Colômbia. Lanche, conforto, serviço de entretenimento na maioria dos aviões... foi tudo ótimo e até compensou a turbulência que nos acompanhou na maior parte da viagem até Bogotá. 

Finalmente, no retorno para casa, embarcamos em um Airbus A319. E esse, sinceramente, era o voo em que eu tinha certeza de que seria o mais desconfortável. Um A319 é um voo de ponte aérea, é muito pequeno, e seis horas é um tempo considerável para ficar nele. 

Para a minha surpresa, o voo foi excelente. Claro que o avião menor tem suas limitações. E a principal delas é a ausência de um forno para ter um prato quente no almoço. Por isso, as opções eram wrap ou um sanduíche de lombo defumado. De sobremesa, uma queijadinha. Eu e Bruno ficamos com o wrap.



Diferente do voo de ida para Bogotá, neste teve serviço de bordo oferecendo lanche: um sanduíche de peito de peru. Voo tranquilo, sem imprevistos até São Paulo!


Resenha 385 | Vida após o roubo

Olá Bookaholics, tudo bem?

Hoje é dia de falarmos sobre um livro infanto-juvenil que mistura humor com sobrenatural. Curiosos? Então, simbora pra resenha!

Título: Vida após o roubo / Life After Theft
Autor: Aprilynne Pike
Páginas: 264
Editora:  Bertrand Brasil





Sinopse: Kimberlee Schaffer talvez fosse linda de morrer... só que ela acabou morrendo mesmo, há mais de um ano. Agora, precisa da ajuda de Jeff para resolver alguns assuntos pendentes. E não vai aceitar um "não" como resposta. Quando estava viva, Kimberlee não era apenas uma menina maldosa; era, também, cleptomaníaca. Portanto, se Jeff não quiser ser assombrado pelo fantasma dela até o dia de sua formatura, terá de ajudá-la a devolver tudo que roubou. Rapidamente, porém, ele descobre que é muito mais fácil roubar do que devolver. Pagar pelos erros cometidos adquire um significado completamente novo nesta versão moderna e inteligente do clássico Pimpinela Escarlate, criada por Aprilynne Pike.


Jeff está tendo dificuldades na nova escola – até aí nada de novo -, mas o pior é que ele vê uma garota cleptomaníaca e odiosa, que na verdade está morta há tempos: Kimberlee Schaffer. O melhor é que ele não descobriu que ela estava morta logo de cara e passou por situações constrangedoras que mais tarde fizeram sentido. Todo o livro gira em torno de saber como essa menina morreu, porque ela continua nesse plano e qual o motivo de apenas Jeff conseguir enxergá-la.

Jeff, como o bom moço que é, irá tentar ajudar Kimberlee a se livrar dos pesos desta vida e finalmente se libertar do plano terreno. Ele tenta devolver tudo que ela roubou durante a vida, para que seu débito com este mundo seja sanado. O problema é que ela roubou muitos itens durante sua curta vida. Portanto, Jeff tem que sozinho ajudar um fantasma, sem chamar a atenção do mundo para as coisas roubadas. 

O livro é um típico infanto – juvenil, leve e divertido. O fato de envolver o sobrenatural cria mais comédia do que drama ou terror. A autora quis, claramente, passar a mensagem de que nada sai de graça nesta vida, tudo que fazemos tem retorno, mesmo após a morte. A história é simples, mas divertida. Os personagens me pareceram bem infantis e não foram bem desenvolvidos. Além disso, o romance de Jeff com outra menina não fez diferença no livro e o tornou até um pouco enfadonho. Todavia, o livro passa uma boa mensagem e nos faz refletir sobre assuntos importantes, como: fé, religião e bondade.
Kimberlee disse que eu era a primeira pessoa a vê-la. Nada na minha vida era tão especial assim. Eu certamente não era especial.