Inscrições abertas para nova antologia da The Books Editora

Sempre quis escrever mas não sabe por onde começar? Talvez o tema dessa antologia vá te inspirar, principalmente se você gosta de animais!

A The Books Editora, organizada pela Raquel Machado e Simone Soares, está selecionando textos para a sua nova antologia. Se você ficou interessado, preste atenção nas regras abaixo:

Informações básicas:
Data limite inscrição: 10/10/18
Número de páginas: Mínimo 8 Máximo 12
Taxa: R$200,00 (o autor receberá 5 livros)



Maiores informações podem ser vistas no edital:
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Qualquer dúvida podem enviar e-mail para: antologiamascotes@gmail.com.

Resenha | No Tempo dos Feiticeiros

Oi gente, aqui é Fernanda

Hoje eu trouxe pra vocês a resenha de um livro super legal, da mesma autora de Como treinar o seu dragão.

Título: No tempo dos feiticeiros
Autor: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Livro cedido em parceria com a editora




No Tempo dos Feiticeiros mostra a guerra entre duas tribos: os feiticeiros, que eram mágicos, e os guerreiros, que não eram. Esta é a história de Xar, um menino feiticeiro cujos poderes ainda não despertaram, e de Desejo, uma menina guerreira cujo maior sonho é ser reconhecida pela mãe. Xar e Desejo foram ensinados a odiar um ao outro, mas terão que superar as diferenças e enfrentar um mal que pode destruir seus lares.


De um lado vamos conhecer Xar, filho caçula do Rei Encanzo, o grande líder dos feiticeiros. Xar vem enfrentando um grande problema, sua magia ainda não despertou e ele se sente muito inferior em relação aos outros do grupo. Xar resolve que precisa caçar uma bruxa, para que então possa roubar seus poderes, mas o maior problema é que bruxas estão praticamente extintas, será quase impossível achar uma, só que ele não está disposto a desistir. É nessa busca que ele vai acabar se deparando com Desejo. 


Desejo é filha da Rainha Sicórax, que comanda o grupo dos guerreiros. Desejo tem que lidar constantemente com o fato de que sua mãe a acha fraca para uma guerreira. A rainha é uma mulher muito rígida e gosta de apontar os defeitos na filha, vive criticando-a. Desejo precisa do reconhecimento da mãe, isso é tudo o que ela mais quer e nada vai impedi-la da conseguir. 

Xar e Desejo são historicamente de tribos inimigas, mas os dois possuem um mesmo objetivo e vão enfrentar todos os perigos juntos. 

No tempo dos feiticeiros é um livro maravilhoso, não só em sua história, mas também em seu projeto gráfico, é repleto de ilustrações feita pela própria Cressida Cowell, o que só deixou o livro ainda mais interativo e prazeroso. Foi uma leitura extremamente rápida, as quatrocentas páginas praticamente voaram diante dos meus olhos, quando eu percebi já estava chegando ao final.

A narrativa da Cressida esta ainda melhor do na série Como treinar o seu dragão. Vale ressaltar que esse é um livro infanto-juvenil, então é uma história criada para esse público, você tem que ter isso em mente antes de ler. Não é uma fantasia madura, mas é um livro que nos ensina boas lições. Lições sobre como é importante manter nossa essência, aceitar quem somos, independente de opiniões alheias, sobre a busca constante por reconhecimento.

Adorei toda a ambientação criada pela autora, o enredo muito original e os personagens divertidos.  Foi impossível seguras as gargalhadas. Me lembrou o sucesso que foi a outra série e tenho certeza que essa também será. É impossível não se encantar por Xar e Desejo.

Estou curiosa e ansiosa pela continuação. Foi uma leitura ótima, surpreendente e altamente recomendável para qualquer público. 





Cinco motivos para assinar o Intrínsecos

Oi, galera, tudo bem?

Quem esteve na Bienal de São Paulo ou é um seguidor fiel das redes sociais da Intrínseca já está sabendo dessa novidade. O Intrínsecos é um clube de assinatura da editora Intrínseca que está comemorando 15 anos de mercado. Os planos são mensais (R$ 54,90) ou anuais (R$ 49,90) e o leitor recebe em casa uma edição exclusiva (e com brindes, claro). Se você ainda tem duvidas se vale a pena se aventurar por mais esse clube de assinatura, aqui vão cinco motivos pelos quais você deve, SIM ser um Intrínseco. 

A edição é exclusiva (E EM CAPA DURA)


Sabe aquele livro capa dura que você fala: poxa, vida, queria um desses? Pois é. Você pode ter em casa. E o melhor é que o projeto vai ser exclusivo. Funciona assim: os livros do Intrínsecos serão lançados pela editora, sim. Mas quem for assinante, recebe uma cópia meses antes do livro estar disponível nas lojas. Ou seja, o livro é inédito, o que significa que não corre o risco de você já ter um  exemplar em casa e, além disso, você vai ler antes de muita gente! O projeto gráfico é exclusivo para o clube de assinaturas e ainda será em capa dura, com direito àquelas fitinhas para marcar a página e tudo. Quantos livros assim você tem em casa? Com o Intrínsecos você vai poder ter pelo menos 12, se você  fizer o plano anual =P. 

O livro do mês é escolhido pela equipe da Intrínseca


Já pensou que moral é receber em casa um livro escolhido com muito amor pela equipe da Intrínseca? Pois é! A equipe é tão dedicada que farão pessoalmente a curadoria do conteúdo que chega na sua casa. Todo o mês eles escolherão uma aposta para ser enviado aos assinantes. O mais legal é que você terá em casa livros de vários gêneros, sempre com alta qualidade, para variar ainda mais as suas leituras. Você poderá conhecer autores novos ou ter uma edição exclusiva daquele seu autor preferido. UM LÓSHO SÓ! 

Não é caro!


Já parou para pensar em quanto custa um livro capa dura? Ele requer mais cuidado, tem um custo de produção mais elevado, um material mais resistente, o que reflete diretamente no preço que você encontra nas lojas. Agora pensa em um livro capa dura, com marcador, brinde e ainda uma revista. Não tem como dizer que R$ 49,90 é um preço alto, certo? Muito livro brochura custa isso! 

Tem brinde!


Todo amante de livros também AMA um brinde, né? E o assinante do Intrínsecos não precisa se preocupar com isso. Junto do livro, a caixinha vem com brinde. Se você assinar até o dia 21 de agosto, além do brinde padrão da caixa, você ainda leva uma ecobag. Tá esperando o que, nénon?

Não precisa se preocupar com nada



Uma vez que você assina o Intrínsecos, você não precisa se preocupar com mais nada. Todo o mês você vai receber a sua caixinha, sem sair de casa e sem precisar ficar na frente do computador/celular pesquisando quais são as novidades da Intrínseca para adicionar na sua lista de desejados, afinal, eles já vão mandar um livro fresquinho pra sua casa. E já pensou na sensação de ser surpreendido com uma caixa exclusiva sem saber o que tem dentro? Demais, né?!

Corre, assina logo!
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Amsterdã, uma surpresa na Europa

Oi pessoal, tudo bem?

Tem tempo que não falo de viagem por aqui. Vocês já foram a Amsterdã? Já pensaram em visitar a cidade? Porque, sinceramente, eu nunca tinha pensado, e ela só apareceu no meu roteiro porque era lá a chegada mais barata na Europa. No fim, a cidade me surpreendeu e muito! Listei aqui alguns lugares essenciais para visitar na cidade. Entre, eles, claro, a indispensável Casa de Anne Frank que, com certeza, vai ser um dos lugares mais emocionantes que você irá conhecer na vida.

Chegamos na cidade e nos hospedamos bem perto da praça dos museus. Para mim, o lugar foi o ideal. Nosso hotel foi o Aalders: limpo, muito bem localizado, confortável e numa rua super tranquila. O fato dele ser tão pertinho da praça dos museus ajudou na missão de tirar uma foto no famosíssimo I amsterdam. As letras mais parecem um formigueiro de gente. Mas, se você quer uma foto só sua, temos duas opções: procurar os outros letreiros que se espalham pela cidade (sim, existem outros dois itinerantes, mas você tem que ficar de olho para descobrir onde eles estão), ou basta acordar cedo e ir lá. Fomos 7: 30 da manhã e foi super tranquilo. Tinham outras três pessoas mas nos revesamos super na boa para tirar nossas fotos. Aproveitamos e comemos nas barraquinhas que ficam no entorno da praça. Aliás, não dá para ir para Amsterdã e não comer um stroopwafel feito na hora. Ele é uma especie de Wafflel, mais fino e mais crocante, recheado com caramelo. Nas feiras de rua você ainda consegue colocar toppens: chocolate, m&ms, etc.



Já que acordamos cedo, ficamos na fila para o Museu do Van Gogh. Sim, tem fila desde cedo e os ingressos esgotam que é uma beleza. Ele funciona todos os dias a partir das 9h e o ingresso custa 18 euros. Reserve pelo menos umas 2 horas para o museu. As obras do pintor são lindas e merecem ser admiradas com calma. 

De lá, fomos para uma feira de rua chamada Albert Cuyp Market: É lá que você vai encontrar lembrancinhas, gorros, luvas, cachecóis, e, claro, comidas tipicas, como mais stroopwafel. A feira é enorme. Para chegar lá pegamos um tran, que são os famosos "bondinhos" de Amsterdã. Eles são super funcionais e pontuais. Não deixa de ser uma característica de Amsterdã e um "passeio turístico". Não andamos de bike, que aliás é outra coisa que tem muito por lá (Bruno não sabe andar), fizemos tudo de tran. 

Vocês não podem deixar de terminar o dia no Adam Lookout. É o maior prédio de Amsterdã e no topo dele tem o balanço mais alto da Europa. Que tal se balançar com a cidade inteira aos seus pés? Prepare-se pro frio e para a fila. Para chegar lá tem uma balsa gratuita na estação central. E existem alguns combos que dão direito a entrada no prédio. Você pode juntar com a Fábrica da Heineken, por exemplo. Mas como fomos no fim da tarde, acabamos comprando o combo que dava direito a dois drinks. 

Andar no balanço em si é pago, você paga para entrar no prédio como um rooftop. Mas o balanço é "barato" (máxima do quem converte não se diverte) e você paga a mais 3 euros. A sensação é incrível. Pegamos exatamente o pôr do sol de inverno de Amsterdã. O metal do balanço estava um gelo, mas foi maravilhoso. Se vocês quiserem uma experiência diferente, não deixem de fazer esse passeio.


E por falar na Heineken, cerveja cuja sede está em Amsterdã, o tour de lá é bem bacana, mas costuma fechar cedo, então fica ligado. Normalmente fecha 17:30. 

Para você que gosta de literatura, Amsterdã também foi feito para você. Eu não pude deixar de conferir o banquinho de ACEDE que, sim, é apenas um banco como vários outros idênticos na beira dos canais de Amsterdã, mas foi ali que o Ansel e a Shailene sentaram. Hoje em dia o banco é cheio de declarações de amor e cadeados de namorados. Tirei minha foto que ficou quaaaaaase parecida com a do filme e seguimos viagem. 


Aliás, o legal de Amsterdã é justamente andar por aí sem rumo, com calma, observar os canais (faça um passeio pelos canais! É bem bacana. O condutor é o guia e vai te contando várias curiosidades da cidade, principalmente que envolvem o período da Segunda Guerra). 

Foi saindo desse passeio de barco que descemos em frente a casa de Anne Frank. Se você pretende (e precisa!) ir lá, deve comprar antecipadamente pela internet para evitar dor de cabeça.


A casa funcionava também o trabalho de Otto Frank, pai de Anne e por algum tempo foi o local onde a família e mais quatro judeus se esconderam. Das oito pessoas, apenas Otto sobreviveu A casa é um dos museus mais visitados de Amsterdã. São milhões de visitantes por ano que mantém viva a memória de Anne. O audio-guia do museu é super explicativo. Tem em português também. Você passeia por cada cômodo da casa até chegar ao anexo.O que mais me chamou a atenção no museu foi justamente o silêncio e o respeito das pessoas. Ninguém fala nada é um momento de muita reflexão. Não dá nem para descrever a experiência que tive ali, principalmente quando cheguei ao anexo. É como se você tivesse ainda mais próximo daquilo tudo que aprendeu nas aulas de História. E por mais que você saiba que tudo aquilo aconteceu de verdade, só quem passou pela Segunda Guerra e, de fato, viveu os horrores desse período, sabe o quanto é doloroso. Consegui sentir mais que o 1% de dor que sentimos ao ler os livros. 

E aí, curtiram as dicas? Já foram para Amsterdã? 


Resenha 409 | Queria que você me visse

Fala galera, tudo bem?

Tá precisando de um livro fofinho e rápido de ser lido para dar um alívio depois de uma leitura que te deixou bem cansado? Então você pode gostar de "Queria que você me visse".

Título: Queria que você me visse
Autor: Emery Lord
Editora: Seguinte
Páginas: 352
Livro cedido em parceria com a editora




Sinopse: Neste romance envolvente, Vivi e Jonah descobrem que, quando se encontra a pessoa certa no momento ideal, tudo muda para sempre.  Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander.  Vivi é apaixonada pela vida. Encantadora e sem papas na língua, ela se recusa a tomar um de seus remédios porque sente que ele reprime seu ímpeto de viver novas aventuras. E, ao encontrar Jonah, ela tem certeza de que está prestes a viver mais uma. Mas será que Jonah está disposto a correr os mesmos riscos que ela?

O pai de Jonah morreu há poucos meses e nada tem sido fácil desde então. Ele vive em Verona Cove, uma cidadezinha da Califórnia com seus cinco irmãos e a mãe, que ainda não se recuperou da morte do marido. Mas basta Vivi chegar à cidade para tudo mudar. Seu jeito alegre e extrovertido encanta os moradores de Verona Cove, em especial a família de Jonah. Porém, por trás de toda a sua animação, Vivi esconde os seus próprios fantasmas. Enquanto a garota é a responsável por mudar a vida de Jonah, ela lentamente mergulha em sua própria doença mental, o que pode colocar os dois em perigo.


O livro é simples, mas é fluido, conseguiu me prender até o final. A trama fala de saúde mental e relações familiares em uma linguagem bem jovem. Apesar de não ser um livro com muita profundidade, ele cumpriu o que foi proposto: mostra que às vezes precisamos lidar com pressões que nem sempre parecem caber dentro de nós, mas apesar dos dias ruins serem um fato inegável, eles não estão ali 100% do tempo. Dias bons sempre irão aparecer.

Na medida em que conhecemos os personagens, graças à narrativa intercalada em primeira pessoa, descobrimos seus passados, seus traumas, seus medos. Os capítulos de Vivi são os mais ágeis, sua vida é uma verdadeira montanha russa. Ela é descolada e muito impulsiva. Sua narração dá mais ritmo para a trama. Vivi tenta ser aquela pessoa animada e contagiante. Seu temperamento acaba envolvendo quem está a sua volta (e quem está lendo também). É assim que ela vai ajudar Jonah. Mas nem sempre Vivi tem seus dias bons, e quando esses momentos chegam, ela muda totalmente.  Foi um pouco difícil entender as atitudes da personagem e por isso não consegui manter uma relação de amores por ela o tempo inteiro. Algumas das suas atitudes me deixavam com o pé atrás, como culpar a depressão por algo errado que tenha feito, não acho que depressão possa ser uma justificativa. No lado oposto, Jonah é mais centrado e muito generoso. Ele cadencia a trama. Gostei, principalmente, de como a autora explorou a relação do menino com sua família. 

"Queria que você me visse" fala sobre depressão, tristeza, luto, problemas familiares e escolhas.