11 agosto 2017

# Resenha 382 // Piano vermelho

Oi gente,

Hoje uma amiga muito querida vai tomar as palavras deste post para opinar sobre Josh Malerman. A Dani, do LJI  leu "Piano vermelho". Ela é super fã do Josh e adora um suspense. Espero que vocês curtam a resenha.


Título: Piano vermelho
Autor: Josh Marleman
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação - ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir.


Eu sou fã do autor Josh Marleman desde o lançamento do livro "A caixa de pássaros" um thriller psicológico enigmático e perturbador. Esse primeiro livro gerou muitas opiniões boas e ruins, isso se dá pelo detalhe do final que deixa uma conclusão subjetiva, o que na minha opinião foi uma sacada inteligente e diferente.

Nesse novo livro conhecemos quatro amigos Philip Tonka, Duane, Larry, Ross que formavam a banda Os Danes, que viviam em Detroit as sombras do sucesso que não emplacou, e que nos tempos atuais viviam dentro do estúdio ajudando outras bandas no início de carreira. O fato interessante desse grupo de amigos é que serviram na segunda guerra mundial, mais precisamente na banda do exército.

E por esse motivo tempos depois eles recebem uma visita inusitada de um funcionário do governo a fim de propor uma missão na África. O intuito era investigar um estranho som com enorme poder de destruição. Alguns soldados que foram enviados para essa missão voltaram perturbados, e após colocar o som para eles analisarem o fato, o som é um completo caos.

Philip o líder da banda conversa com seus amigos que resolvem aceitar a proposta, mais pelo dinheiro propriamente dito. Embarcam nessa missão incerta junto com outros soldados auxiliares em busca do som desconhecido.

 Meses se passam e somente Philip retorna gravemente ferido em um hospital do exército, e nesses seis meses que ficou inconsciente ele estava aos cuidados da enfermeira chamada Ellen que de certa forma criou laços com o paciente. Seus exames de imagem eram inacreditáveis, ninguém sabia ao certo como ele conseguiu todos os ferimentos gravíssimos e o que foi a causa, e o mais inacreditável era a sua recuperação.


Nessa nova aventura regida pelo autor Josh Marleman, entramos em uma história sinistra e inacreditável, quatro amigos que foram em busca de um som perturbador, onde somente um retorna. Aonde foram parar o restante da banda e os soldados enviados com eles na missão é um completo mistério.

E assim que o livro vai se desenvolver, em uma linha de tempo entre o passado e o presente somos levados a uma memória prejudicada pelo acidente e a dúvida do que realmente aconteceu na missão. Acredito que essa nossa história tem um grande potencial de criar várias teorias que poderiam ter acontecido na África. Mas o final foi o que me deixou frustrada.

Porque o livro em si é muito bom, ele tem todos os elementos capazes de manter uma história perturbadora ao ponto de fazer o leitor devorar o livro, mas por um momento toda essa emoção é tirada bem na conclusão do livro!! No entanto, eu tenho essa leitura como satisfatória, ela realmente deixa o leitor curioso para saber a real origem do som e do porquê que ele é tão devastador.

Philip, o personagem principal, é o mais atuante em toda história, e aos poucos somos apresentados a sua vida e algumas teorias do que pode significar propriamente o nome do livro. Portanto leia com atenção, tente abrir a mente para entender o real sentido desse enredo perturbador.  Josh Marlerman tem uma psique muito criativa e notável, por isso dou um voto de confiança na ideia que ele tenta nos transmitir em seus enredos. Nem tudo deve ser realmente descoberto, e esse tom de mistério é o que faz esse autor ganhar a minha admiração.


09 agosto 2017

# Resenha 381 // Cem Anos de Solidão

Oi, pessoal, 

Gabriel García Márquez é um dos nomes mais clássicos da literatura. Colombiano, foi Nobel de Literatura e nos deixou com várias preciosidades publicadas. Quando terminei de ler "Cem Anos de Solidão" a Raquel me deu a difícil missão de contar para vocês sobre essa história. Espero ter feito bem. 

"Cem anos..." tem diversas capas lançadas no Brasil. Mas escolhi a que ilustra o livro que li. 

Título: Cem anos de solidão
Autor: Gabriel García Márquez
Páginas: 448
Editora: Record



Sinopse: Em Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Márquez narra a incrível e triste história dos Buendía - a estirpe dos solitários para a qual não será dada uma segunda oportunidade sobre a terra. O livro também pode ser entendido como uma autêntica enciclopédia do imaginário.










José Arcadio Buendía, Úrsula, Melquíades Coronel Aureliano Buendía, José Arcadio, Pilar Ternera, Arcadio, Remédios, Amaranta, Rebeca, Aureliano José, José Arcadio Segundo, Aureliano Segundo, José Arcadio, Fernanda, Petra Cotes, Amaranta Úrsula, Meme e Aureliano Babilônia. Estes são apenas alguns dos personagens do grande livro (em tamanho e em importância) “Cem Anos de Solidão”, do Nobel em Literatura, o escritor e jornalista colombiano Gabriel García Márquez. E, não, não me equivoquei e repeti os nomes dos personagens sem querer. A família Buendía tinha o costume de dar nomes dos familiares aos seus descendentes. (Leitor, preste bastante atenção para não confundir os personagens!)

A história passa-se numa aldeia fictícia chamada Macondo. Esta comunidade foi fundada pela família Buendía, que deixou a região de Riohacha para se livrar do fantasma de Prudêncio Aguilar, assassinado por José Arcadio Buendía após uma briga. (essa foi só a primeira morte do livro).

Macondo era constantemente visitada por ciganos liderados pelo misterioso Melquíades, que traziam novidades que deixavam os habitantes da comunidade encantados, sobretudo José Arcadio Buendía. O fundador da cidade sempre se interessava pelos produtos trazidos pelos ciganos e era obcecado pela alquimia.

Úrsula era a esposa de José Arcadio Buendía. A interessante personagem era a matriarca da família, ela quem tomava as decisões da casa até a velhice, inclusive era quem batizava os herdeiros com nomes tão pouco originais. Úrsula viveu até mais de 100 anos e enterrou muita gente, sofreu, passou tempos em luto e seguiu em frente.

O casal José Arcadio Buendía e Úrsula tinha quatro filhos: o primogênito José Arcadio, que engravidou a empregada da casa, Pilar Ternera, fugiu com os ciganos e voltou anos depois irreconhecível de personalidade e aparência (tatuado da cabeça aos pés). O outro filho era Aureliano, mais tarde conhecido como Coronel Aureliano Buendía, um liberal que promoveu 32 revoluções políticas contra o governo conservador e perdeu todas. Teve 17 filhos com 17 mulheres diferentes. Escapou do pelotão de fuzilamento e, no fim, passou a fabricar peixinhos de ouro. Amaranta era a filha solteirona que se envolveu em alguns “quase” casos amorosos que sempre deram errado de alguma forma. Rebeca era a filha adotiva. Chegou pequena à casa dos Buendía, não se sabe de onde, trazendo os ossos dos pais. Mais tarde, trocou o noivo por José Arcadio para desespero da família, já que os dois tinham sido criados como irmãos.



Esse não era o primeiro caso na família de envolvimento entre parentes, já que Úrsula e José Arcadio Buendía eram primos. Nem o primeiro, nem o último. Filho de Aureliano com Pilar Ternera, Aureliano José, foi criado e se apaixonou pela tia Amaranta. Ela não se envolveu com medo de que os filhos nascessem com rabo de porco.

Outro a se apaixonar pela tia foi Aureliano Babilônia, filho de Meme, neto de Aureliano Segundo, bisneto de Arcadio, trineto de José Arcadio e tetraneto de José Arcardio Buendía e Úrsula (ufa, está conseguindo acompanhar?). A tia era Amaranta Úrsula, irmã do seu pai. Mas, ao contrário da outra Aramanta, a Úrsula cedeu aos encantos sem saber que era seu sobrinho.

Para quem lê a resenha e não leu o livro, pode parecer que é uma história incestuosa, violenta, pesada. Mas não. Tem horas que você até se choca com alguns acontecimentos, sobretudo com alguns assassinatos e com casais que se existissem na vida real seriam caso de ojeriza. Mas, na literatura tudo está perdoado.

Ao todo, o livro mostra sete gerações dos Buendía. A família é cercada de tragédias e a história vai se repetindo várias vezes de forma distinta e com personagens diferentes, mas muito parecidos e com nomes iguais. No final, é concretizada uma maldição. Mas você terá que ler o livro para descobrir do que se trata!



06 agosto 2017

A bordo || Bogotá - Onde comer?

Oi, leitores viajantes, tudo bem?

Se tem uma coisa que se faz muito bem em Bogotá é comer. Eu e Bruno comíamos por valores entre 70 mil e 130 mil pesos, os dois. Visitamos muitos restaurantes bacanas na cidade e vou listar alguns aqui.

É importante destacar as famoooosas "porções colombianas". Lá, a grande maioria dos pratos é "muito bem servido", não importa o restaurante que você for.

A área mais baladeira da cidade está na zona Rosa e dentro dela, na zona T, existe uma rua toda fechada com váááárias opções para você. Se estiver com preguiça de decidir antecipadamente, é só ir para lá e ver o restaurante que mais te chamar a atenção. Mas tenho certeza que em qualquer pesquisa rápida que você fizer na internet sobre Bogotá, em primeiro lugar estará o Andrés Carnes de Rés.


  • ANDRÉS




O "original" fica fora da cidade, mas bem pertinho da zona T está o Andrés DC. São quatro andares de restaurante. Mas não se iluda com o tamanho. Ele fica mais cheio que o Outback durante a Billabong Hour. O Andrés é dividido em quatro ambientes: Inferno, Terra, Purgatório e Céu. O que varia é a decoração. Todo o tipo de quinquilharia que juntas formam um local super descolado e original. Fiquei na Terra #chateada, é a mais sem graça. Aos sábados tem uma espécie de baladinha com apresentações de dança e musicais. Tentamos ir, mas estava lotado às 19h. Voltamos no domingo, no mesmo horário, e estava vazio. A dica é reservar pelo site para garantir.





Claro que toda a fama se reflete no cardápio. Foi o lugar mais caro que jantamos em Bogotá. Mas o bacana foi que pudemos provar muitas comidas tipicas da cidade. O cardápio é enorme. Real oficial! Você fica confuso com tantas opções. A comida é uma delícia. Vale a pena ir pela experiência.



  • LA FABBRICA
Assim que chegamos em Bogotá fomos ao La Fabbrica, que fica no Parque 93, outra área com boas opções de restaurantes, não muito longe da zona T. O local é um italiano que olhando de fora você tem certeza de que vai ser cobrado até para respirar ali dentro. Que nada! Os preços de lá são ótimos e a comida, melhor ainda. É uma excelente opção para um jantarzinho romântico.

Daquelas fotos ruins, mas com um sabor excepcional.

Deu pena de comer essa sobremesa


O atendimento também é excelente e a cerveja, geladíssima. Eu pedi um talharim com massa verde que estava "de comer rezando". Uma delicia! A sobremesa também era ótima.


  • LA TRAPPOLA
Como no domingo fomos à feirinha de Usaquén, aproveitamos para almoçar no La Trappola. Lá só serve pizza, independente do horário. Como eu não tenho escrúpulos quando o assunto é gordice e nas férias vale tudo, fui lá!  A decoração do restaurante, em si, já é linda, a comida, então, nem se fala... A pizza é de tamanho individual, feita à lenha e bem recheada. Uma delicia!! Não é a toa que dizem que é "tipicamente italiana". Os sabores são variados. Incluam no roteiro se forem passar por Usaquén ou se quiserem ir à uma pizzaria de primeira, não tem como se arrepender.

Pizza que o Bruno pediu

Essa era só minha!



  • T Bone


Se for fazer passeios pelo centro, uma opção ótima com uma carne saborosa é o T Bone. Não se assuste, a entrada é realmente esquisita. Um corredorzinho pequeno entre uma farmácia e um armarinho. Mas ali se esconde uma preciosidade. Foi a melhor carne que comi na Colômbia. O restaurante é super aconchegante, cheio de ambientes diferentes. Fomos durante o almoço e estava vazio. Além disso, o atendimento é nota dez! Os sucos de lá também são muito bons!

Como resistir a uma decoração lindinha como essa?

Essa carne enorme vinha com uma porção de fritas e salada à parte.



  • EL CORRAL GOURMET
Agora, se a sua praia é um hamburgão gourmet, vá ao El Corral. O restaurante tem a sua versão Fast Food em shoppings, mas recomendo mesmo o que fica no Parque 93. Comi um hambúrguer delicioso com molho de chili. O preço é justo e as sobremesas também são muito boas.É aquele restaurante coringa que você sabe que vai encontrar alguma coisa que te satisfaça. Além de hambúrguer ele tem costela, carne, salada, wraps... um steakhouse. O El Corral abre durante o almoço e jantar. Fui quando retornei da Catedral de Sal.





  • BOGOTÁ BEER COMPANY


Em qualquer bairro que você for é capaz de encontrar uma filial do BBC. Ele está espalhado por toda a cidade. E todos ficam sempre bem cheios. Fomos à noite, no nosso último dia em Bogotá, no Parque 93 (sempre ele). Muita gente aproveita para fazer um happy hour por lá. Estávamos com tanta fome e a comida estava tão gostosa que esqueci de fotografar. O BBC, como o nome já diz é uma ótima opção para beber uma cerveja gelada. Eles tem boas opções. Para comer pedimos um mix de cogumelos (aliás, em Bogotá eles amam cogumelos, que bom!) e uma pizza da casa! Deliciosa. Massa fina e bem saborosa!

02 agosto 2017

# Resenha 380 // The kiss of deception

Oi gente! 


Aqui é a Fefa (do blog Lendo & Esmaltando) a Quel voltou e eu também. Hoje trouxe pra vocês a resenha desse livro mara, que me fez passar a noite acordada. 

Título: The Kiss of Deception
Autora: Mary E. Pearson
Editora: DarkSide


Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.
Em The kiss of deception conhecemos Lia, a Primeira Filha  da Casal Real do reino de Morrighan, ela tem 17 anos e esta prometida em casamento ao príncipe de Dalbreck, uma maneira que os governantes encontraram para unir os dois reinos que há tempos vivem em conflito e também para se protegerem de Venda, um reino obscuro. 

Lia sempre sonhou em se casar por amor e não aceita o destino que foi imposto a ela, diante disso ela organiza um plano para fugir e para isso ela conta com a ajuda de sua melhor amiga Pauline. Elas partem para um vilarejo distante em busca de um novo recomeço, Lia deixa sua identidade para trás e começa a viver longe da realeza. Mas tudo muda quando ela conhece Kaden e Rafe, um deles é um príncipe e o outro um assassino enviado por Venda.  



A princesa acaba se deixando conquistar pelos dois rapazes envolventes e o melhor de tudo nesse livro é que não sabemos quem é quem. Mary traz diversos POV's ( pontos de vista), uma hora o livro é narrado pelo ponto de vista de Lia, ora por Kaden ou Rafe, porém não sabemos quem é o príncipe e quem o assassino. 

Fui trollada da maneira mais épica, passei o livro inteiro acreditando e torcendo por um personagem, pra depois descobrir que quem eu pensava ser não condizia com a realizada. Acredito que Mary tenha conseguido enganar a maioria dos leitores e só isso faz dela uma autora brilhante. Quando eu cheguei no momento em que as identidades são reveladas, fiquei: - MAAAAAAAAAAS O QUÊ?  Fiquei sem entender nada e juro que voltei vários capítulos para confirmar se eu tinha lido errado ou se eu tinha sido mesmo trollada magnificamente. 

Eu lembro que na época em que esse livro foi lançado, muitas pessoas ficaram angustiadas e desesperadas com o final, justamente por isso eu deixei pra começar a ler a série somente quando eu tivesse ela completa em mãos e tenho certeza que essa foi a melhor decisão que eu já tomei. O final é uma bomba e faz o leitor ficar desesperado pelo segundo livro, tanto que eu terminei The kiss of deception e logo engatei na continuação. 



Mary E. Pearson traz uma narrativa fantástica e muito envolvente, é impossível qualquer leitor abandonar a leitura desse livro. Os personagens são únicos e eu fiquei enlouquecida com a Lia, uma jovem de tão pouca idade e ao mesmo tempo tão forte, decidida, extremamente corajosa e principalmente empoderada. Ela parte em busca do que quer, do que acha o certo a fazer e não tem ninguém que possa impedi-la. 

Amei o jogo que Mary fez com o leitor,fazer a gente se apaixonar por um personagem e depois perceber que tudo não passou de um imenso jogo de trocas. A ambientação do enredo também foi muito descritiva e fiquei encantada pelo mundo que a autora criou, fui capaz de imaginar tudo para um belo filme. 

Crônicas de amor e ódio é uma série sem igual, uma fantasia única, que promete e cumpre ser uma maravilhosa leitura. Mary se mostra uma autora de grande talento e confirmei isso ao ler a série completa. Recomendo muito o livro para quem gosta de uma boa história de fantasia, aventura e empoderamento. 

Como a série já foi lançada por completo no Brasil, sugiro que comece a leitura o quanto antes.








31 julho 2017

A bordo // Roteiro de 3 dias em Bogotá

Oi leitores viajantes, tudo bem?


Vamos para a parte que mais interessa nesta viagem? Afinal, o que tem para fazer em Bogotá? Apertem os cintos e prestem atenção às instruções da sua equipe de bordo. No caso eu :D

Antes de tudo, um aviso:

Se você está pensando em viajar para a Colômbia, você precisa ter a vacinação da febre amarela, que deve ter sido tomada no mínimo dez dias antes da viagem. Além disso, de acordo com as novas regras do Ministério da Saúde, para embarcar é necessário um certificado de vacinação internacional. 

Passamos quatro dias na cidade, infelizmente só três inteiros. Mas deu para ter um gostinho de tudo o que Bogotá tem para nos oferecer. Abaixo está o roteiro que fizemos:


DAY 1

  • Tour dos Graffitis

Não sei vocês, mas eu adoro ficar zapeando pelo Trip Advisor. Às vezes lá é melhor que muito blog de viagem. Foi assim que eu encontrei o Bogotá Graffiti Tour. Basicamente é um passeio a pé pela cidade que conta um pouquinho de cada arte de rua. E o centro de Bogotá está recheado delas! 

Por que recomendo que façam o tour? Porque é impossível seguir sozinho e conseguir ver todos ou entender a história por trás deles. É fascinante. O tour deve ser marcado antecipadamente (mas, relaxem, não precisa ser com duas semanas de antecedência. Eu marquei um dia antes) pelo site: http://bogotagraffiti.com/. Eles possuem dois horários: manhã e tarde. Eu fui de manhã e adorei. Dura cerca de duas horas. 



O guia é o J, um americano que mora há anos em Bogotá e é amante dos grafites. O cara sabe demais. E passa tudo para a galera com muita paciência. Assim como em São Paulo, a prefeitura de Bogotá está apagando muitos grafites, o que é terrível porque eles são lindos e deixam o centro histórico ainda mais atraente. Por isso não deixam essa oportunidade passar. Alguns já haviam sido apagados quando eu fui e se transformaram em paredes brancas e sem graça. O J indicou outros que sumiriam em breve também.

O único ponto ruim do tour é o fato de ser feito em inglês. O J também fala fluentemente espanhol, mas o passeio é em inglês. Então, se você não domina muito a língua, não recomendo. Mas caso isso não seja um problema e a sua vibe seja mesmo ver as artes, não pense duas vezes em reservar! Se você souber se virar no espanhol, pode ir tirando dúvidas com o J entre um grafite e outro. 



O tour é "de graça". No final, os participantes dão 'gorjetas" ao guia. O valor sugerido é de 20 mil pesos, mas ele deixa claro que a doação é voluntária. Paga se você curtiu o passeio e acha que o trabalho vale a pena. 




  • Praça Bolívar
Depois da pausa para o almoço seguimos para a Praça Bolívar. Nela estão os prédios mais importantes da cidade: a prefeitura, o Palácio da Justiça, a Catedral, o Congresso Nacional e pombos. Muitos pombos.  Esse é o passeio básico-clichézão que não pode faltar em nenhum roteiro. Capricha na pose da foto e arrase! Vale dizer que a praça é bem policiada, como todos os pontos turísticos de Bogotá. 

Um pequeno mapinha para te ajudar no deslocamento:


  • Centro Cultural Gabriel García Márquez

Colombiano e autor de vários clássicos da literatura mundial como "Cem anos de solidão" e "Amor nos tempos de cólera" e "Memórias das minhas putas tristes" ele foi ganhador do Premio Nobel de Literatura e é extremamente respeitado no país. O Centro Cultural em sua homenagem é um pouco e cultura no centro da cidade.

O espaço é simples e não exatamente atraente aos olhos, mas vale a visita. É um ótimo lugar para fazer uma pausa para um café e ainda aproveitar para visitar a livraria gigantesca que tem lá. 

  • Casa da Moeda e Museu Botero

http://www.spanishincolombia.gov.co/

Quase em frente ao Centro Cultural está a Casa da Moeda, ou Casa de la Moneda e, no mesmo prédio, o Museu Botero. As atrações são gratuitas, com wifii e banheiros, mas, claro, o importante é o que você vai conseguir absorver do conteúdo dos museus. Eu achei o máximo! Ambos funcionam diariamente das 9h às 19h, exceto às terças-feiras, que estão fechados.

Foi na Colômbia que foram cunhadas as primeiras moedas de ouro das Américas. E o museu tem um um ótimo acervo, dividido em dois andares, que conta desde a história pré-colombiana até os dias de hoje. Vai desde a história fabricação até a economia do país. Bem bacana. Eles tem guias disponíveis. 

Acho que é impossível ir à Colômbia e não ouvir falar de Botero. Ele é um artista colombiano com um estilo inconfundível de arte: sempre coisas bem rechonchudinhas. Ele é de Medelin, mas sua arte está espalhada por vários lugares do país. Segundo o próprio Botero, ele pinta volumes e adora "retratar a sensualidade das formas". De fato, seus quadros são lindos. E parte do acervo você vai encontrar bem aí, totalmente de graça, no centro histórico de Bogotá. 

Gastamos cerca de duas horas para visitarmos os dois museus. O espaço deles é pequeno, então acredito que você não vai precisar de mais do que isso para realizar este passeio.




  • Museu do Ouro
Aos domingos o museu do Ouro tem entrada gratuita. Mas fomos no sábado mesmo.

O funcionamento é de segunda à sábado, das 9h às 18h e aos domingos, das 10h às 16h. A entrada custa 4 mil pesos (jul/17)

Sem dúvidas o Museu do Ouro é um dos mais organizados que eu já visitei, com grande acervo, bem detalhado e representa um importante resgate histórico. Vale a pena olhar com calma. Não pegamos um guia, mas acho que isso pode acrescentar ao passeio.



Igualzinho, né? hahahaha
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DAY 2


  • Cerro Monserrate


Encabeçando as atrações em Bogotá está o Cerro Monserrate, um dos pontos mais altos da cidade. A montanha faz parte da Cordilheira dos Andes e, além de receber inúmeros turistas, também reúne milhares de fiéis que sobem até a Basílica Santuário del Señor Caído de Monserrate. Fomos em um domingo, então estava lotado. Aliás, algo que eu senti muito em Bogotá é a religiosidade do povo. A dica é ir cedo, principalmente se você pretende fazer isto em um final de semana. Chegamos por volta das 9h 30min da manhã. Estava "cheinho", mas na hora que descemos, por volta de 13h, as filas para subir estavam absolutamente enormes.



Há três formas de chegar ao topo: funicular, teleférico ou a pé. Muitos católicos sobem as escadas de joelho como forma de pagar promessa. O caminho é longo, só opte por este se tiver disposição. Escolhemos subir de funicular apenas por ser menor fila naquele momento, nada especial. Os preços estão disponíveis aqui. Eles variam de acordo com o dia da semana, assim como o funcionamento dos meios de transporte. Por isso, fiquem atentos.




A vista lá de cima é linda e a sensação é de paz. O cerro tem toda a estrutura necessária. Lanchonetes, banheiros (alguns pagos), bancos e uma Via Crucis que termina perto da Igreja. Ficamos um bom tempo contemplando. Descemos também de funicular e seguimos a pé pela cidade.



Aos domingos, uma via que enorme que corta Bogotá fica fechada para ciclovia. São quase 120 km dedicados ao lazer e com direito à muitas barraquinhas de comida.  Para quem curte andar de bike, a ciclovia é uma boa dica para aproveitar o domingão. Descendo o Monserrate e andando por lá, chegamos ao Parque de la Independência, totalmente por acaso. Logo na entrada tem o nome da cidade. Claro que paramos para uma foto.




  • Feira de artesanato e mercado de pulgas


Pegamos o ônibus e seguimos para Usaquén onde almoçamos e aproveitamos a feira de artesanato dos domingos e o mercado de pulgas.  A região de Usaquén parece uma cidadezinha dentro da cidade. A estrutura das casas é colonial, tudo muito charmoso. Lá também tem restaurantes muito interessantes. Vale a pena explorar bem a região.



  • Parque Simon Bolívar


Por fim, ainda fazendo render este dia de mormaço em Bogotá, fomos ao Parque Simon Bolivar. Ele é maior que o Central Park. Um espaço lindo, cheio de verde, no meio da cidade. Muita gente faz piquenique por lá. Então, se você tiver essa oportunidade, não deixe passar. O parque é bem cuidado, muito limpo e ótimo para relaxar. E foi o que fizemos!


Juro que é em Bogotá!



DAY 3


  • Catedral de Sal


Taí outro lugar que não pode faltar em nenhum roteiro de Bogotá, sendo você católico ou não. A Catedral de Sal fica no município de Zipaquirá, à cerca de 50 minutos da capital. É considerada uma das 7 Maravilhas da Colômbia e de fato, é. Nenhuma foto consegue registrar o que é este lugar. A Catedral é o único Santuário religioso feito dentro de uma mina de sal.

Para chegar lá fechamos um transfer no nosso hotel que nos levou e nos esperou. Mas, aos domingos, funciona um trem chamado Turistren, que sai da estação em Usaquen, rumo à Catedral. Outra opção é ir de ônibus até o terminal e de lá pegar outro até Zipaquirá. Sinceramente, queríamos chegar de uma forma simples e rápida. Fomos em um dia de semana (o que eu recomendo altamente) e estava bem tranquilo. Não tivemos problemas com fila. Compramos os tickets lá mesmo. As entradas custam 50 mil pesos. 




Lá as visitas são guiadas e você pode optar por inglês ou espanhol. Os tours são intervalados. Fizemos em inglês porque era o que estava saindo naquele momento.

No  caminho para chegar à nave central da Igreja há uma Via Crucis. Cada estação é feita por um artista diferente, mas tudo é esculpido em sal. Lindíssimo. Mas, como eu disse, não dá para explicar, só vendo. No final do tour caímos em algumas lojinhas de souvenir, muitas com esculturas sacras feitas em sal. Recomendo conferir.