08 novembro 2016

# Resenha 379 // Belgravia

Oi, pessoal, tudo bem?

Hoje é dia de resenha!


Título: Belgravia
Autora: Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: Uma nova saga histórica, fascinante e irresistível, repleta de segredos e escândalos.
Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos.

Estamos diante de um romance histórico e o que me chamou a atenção no livro foi 1) ele é escrito por um homem, em meio à milhares de livros assinados por mulheres e 2) É do mesmo autor de Dontown Abby. Já que eu não vejo a série, vamos ler o livro do cara. 

A narrativa se passa na aristocracia londrina, com direito a muita gente metida que só está interessada no status e uma variedade de joguinhos de interesses.No olho deste furação, desta cidade que está vivendo a iminente ameaça de invasão de Napoleão, temos duas famílias: de um lado os Trenchard. Alice só quer ser aceita, mas apesar de ter nascido em uma família rica, não tem título de nobreza. De outro, Bronckenhurst. Edmund, o visconde Bellasis, um charmoso soldado, por quem Alice é apaixonada. 

Décadas se passam e entre as duas famílias só restaram mal-entendidos. Mas uma revelação pode mudar tudo.

O livro é fluido e o autor dá um bom panorama de como era a sociedade da época. Os personagens são bem construídos e a história tem várias reviravoltas. 

É um bom romance de época e me surpreendeu. Belgravia é um pouco diferente dos outros livros do gênero que costumamos ler. Talvez pelo autor ter uma experiência com televisão, ele consegue explorar um pouco mais os dramas. Esse é aquele livro que você consegue ver facilmente uma adaptação.

A edição tá linda demais e este é um daqueles livros que nenhum fã de romance de época pode perder.

# Resenha 378 // Novamente Você

Oi gente ;)

Hoje eu trouxe a resenha de um livro nacional super envolvente e de uma autora que tem escrito livros maravilhosos. Vamos ver o que eu achei do livro Novamente Você?

Título: Novamente Você
Autor: Juliana Parrini
Páginas: 362
Editora: Suma das Letras
Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: Miah Madsen precisa voltar para o lugar que fez questão de esquecer por doze anos e encarar sua família, seus amigos e, inclusive, seu ex-marido. Tudo o que ela não queria era ser novamente a Maria Rita. Mas, ao colocar os pés naquela ilha, ela percebe que aquele lugar seria o seu maior pesadelo. Porém, essa era a sua única opção.
Leonardo Júnior ou Léo, como é chamado por todos, era um caiçara típico que foi abandonado pela esposa de um dia para o outro. Porém, em vez de se entregar ao sofrimento, ele descontou sua mágoa e sua decepção no trabalho árduo, sendo recompensado com o sucesso. Léo se tornou um empresário bem-sucedido, dono da melhor pousada de Ilha Grande, o lugar onde nasceu. O que ele não imaginava é que Maria Rita, sua ex-esposa, voltaria e faria seus alicerces balançarem novamente. Será que podemos nos apaixonar novamente pela mesma pessoa após tantos anos? Afinal, uma mágoa pode mesmo durar para sempre?

Novamente você é um livro que conta a história de Maria Rita, agora mais conhecida como Miah Madsen. Miah acaba de chegar de fora de Brasil, onde viveu por doze anos, ela nunca pensou que um dia fosse voltar a por os pés em Ilha Grande, mas esse dia infelizmente chegou e agora ela vai se deparar com tudo o que ela deixou para trás.  

Logo em sua chegada ela encontra ninguém menos que Leonardo, seu ex-marido. Se antes ele era um simples pescador da vida, ela agora encontra Leonardo como um empresário local muito bem sucedido, que ao invés de se afundar na solidão por ter sido abandonado pela esposa, aproveitou para muda de vida. Maria Rita também encontra dificuldade em lidar com sua família, mas ela precisa resolver todas as pendências do seu passado já não resta outra opção para ela, a não ser se manter na ilha por algum tempo. 

Eu li os dois livros da Juliana Parrini publicados pela mesma editora e realmente amei, fiquei fascinada com sua escrita e não tive dúvidas que gostaria de ler esse novo lançamento. Como já esperado, a autora me conquistou com sua narrativa leve e muito envolvente, foi impossível abandonar a leitura antes de chegar no final. 

Contudo, nesse livro eu encontrei algumas coisas que me incomodaram um pouco. Eu sou aquele tipo de leitor que aprecia muito uma boa escolha para o nome dos personagens e o que mais me irritou nesse livro foram os nomes compostos, como Leonardo Júnior, acho isso tão novela mexicana. E o pior não é o cara ter esse nome, é as pessoa o chamarem de Leonardo Júnior, sério, quem faz isso na vida real? Ou o cara é Leonardo ou é Junior. Toda hora ficar berrando "LEONARDO JÚNIOR" me irritou completamente. 

Ademais, o livro contém alguns vícios de linguagens e gírias um pouco ultrapassadas. O que me deixou um pouco surpresa, já que os livros anteriores que eu li da autora, não encontrei nada que me incomodasse. 



A exceção disso, o livro é fantástico, é um dramalhão bem mexicano, mas feito com muito amor e amizade, um enredo bem pensado e que consegue envolver completamente o leitor. Os personagens são ótimos, daqueles tipo amor e ódio, os meus preferidos. O livro também possui uma boa ambientação e eu consegui imaginar tudo, como se eu realmente tivesse mergulhado no livro. 

Eu gostei tanto do livro que por mim a autora poderia lançar um livro de cada personagem, ou até mesmo uma continuação com o mesmo casal, que já virou um dos meus queridinhos. 

A capa despensa qualquer comentário, é além de linda e tem tudo a ver com o enredo. Só tenho a dizer que recomendo muito o livro para quem ama um bom romance. E quero dizer que mal posso esperar por um novo lançamento da Juliana, ela certamente conseguiu me conquistar ainda mais.




26 outubro 2016

# Resenha 377 // Thomas e sua Inesperada Vida Após a Morte

Hello, galera. Vocês gostam de livros infantis? Hoje eu trago a resenha de um incrível. lançado pela Seguinte. Eu adorei a leitura! Espero que gostem da resenha!

Título: Thomas e sua Inesperada Vida Após a Morte // The Acidental Afterlife of Thomas Marsden
Autora: Emma Trevayne 
Páginas: 240
Editora: Seguinte


Sinopse: Roubar túmulos é um negócio arriscado. É, na verdade, um péssimo negócio. Para Thomas Marsden, a partir de uma noite de primavera em Londres (véspera do seu aniversário de doze anos), esse passa a ser um negócio também assustador. Isso porque, deitado em uma cova recente, ele encontra um corpo idêntico ao seu. Esse é apenas o primeiro sinal de que alguma coisa muito esquisita está acontecendo. Muitos outros vêm em seguida, até que Thomas vai parar num mundo estranho, habitado por fadas e espiritualistas, onde a morte é a grande protagonista. Desesperado para conhecer a sua verdadeira história e descobrir de onde vem, Thomas vai ser apresentado à magia e ao ritual, e vai se dar conta de que, de vez em quando, aquilo que faz dele um garoto comum pode torná-lo extraordinário.



Thomas Marsden e sua família vivem de forma humilde. Para conseguirem um pouco de dinheiro e conseguirem se manter por mais um tempo, Thomas e seu pai saqueiam túmulos. Estranho, é verdade, mas os tesouros que eles encontram juntos com os mortos valem a pena e ajudam a manter a família alimentada.

Roubar túmulos é arriscado, mas, certo dia, se torna assustador. Na véspera do seu aniversário de doze anos, Thomas encontra um corpo idêntico ao seu dentro de uma cova. Mas isso é apenas o começo; junto com o corpo, há um bilhete e alguns ingressos para o teatro. A partir daí, a vida de Thomas muda.

Ele descobre que seus pais não são seus pais de verdade; ele foi encontrado no cemitério. Então, talvez, o garoto morto tenha sido seu irmão e o bilhete e os ingressos possam lhe levar às respostas sobre seu passado... Mas a curiosidade de Thomas acaba levando-o a um mundo estranho, cheio de fadas e espiritualistas, no qual o tempo está correndo e Thomas tem um importante papel. Será mesmo que um garoto tão comum quanto Thomas pode ser tão importante?

"A questão é: não é por que uma coisa é estranha que isso significa que ela não seja real."

Thomas e sua Inesperada Vida Após a Morte me pegou de surpresa. Eu não sou muito de ler sinopses, admito... geralmente me interesso em um livro pela capa e MEU DEUS QUE CAPA LINDA. Enfim, eu não esperava nada do que me foi apresentado na trama, mas o livro me surpreendeu positivamente e Emma Trevayne conquistou seu lugar na minha estante.

O protagonista, Thomas, é o típico personagem que eu chamo de "pokémon": ele evolui durante a trama. No começo, Thomas é um garoto bem simples mesmooo. Ele é calmo, obediente, e parece faltar um pouco de personalidade dele; ele próprio parece perceber que falta algo nele. Mas no decorrer da trama, Thomas se mostra um garoto decidido, corajoso e cheio de surpresas.

Já os personagens secundários, apesar de não tão aprofundados, também são ótimos. Talvez pela pouca quantidade de páginas e por ser um livro infantil, mas a autora não focou nos outros personagens e ainda assim conseguiu apresentá-los de forma satisfatória e torná-los interessantes.

Sobre a trama: é maravilhosa. Eu AMO livros com fadas, elfos e etc, então para mim foi incrível ler mais uma história com esses seres. A mitologia é bem trabalhada no livro e a ambientação ficou impecável. O livro não é repleto de magia, mas trás bastante coisa sobre as fadas e seu passado e eu adorei tudo haha

E um grande ponto positivo: a escrita da Emma. Ela escreve maravilhosamente bem; o livro é gostoso de ler e difícil de largar. A escrita dela me conquistou totalmente!

A capa do livro é PERFEITA, como eu já surtei no começo da resenha; a ilustração é linda, com tons maravilhosos e transmite bem o que a história quer passar. Pessoalmente, o livro é ainda mais lindo <3 

Leitura mais que recomendada!


09 outubro 2016

# Resenha 376 // Jackaby

Olar! A resenha de hoje é sobre um livro que ADOREI e estou muito ansioso pela continuação. Vamos ver?

Título: Jackaby
Autora: William Ritter
Páginas: 256
Editora: Única



Sinopse: Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana. Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara. Prepare-se para desvendar este mistério! Um livro destinado aos fãs de Sherlock Holmes e Doctor Who.


Abigail Rook chega a New Fiddleham lembrando-se do que fez; largou os estudos e usou o dinheiro para ir em busca de sua própria aventura (meio fracassada, pode-se assim dizer); ela estava cansada de ver seu pai participar de toda a ação e ter de se comportar como uma dama, quando o realmente queria era estar junto a ele. 

Decidida a mudar os acontecimentos, ela desembarca em New Fiddleham e parte em busca de um emprego, que pague o suficiente para que ela não precise dormir na rua e ainda sobre um pouco para ela poder se alimentar. Em meio à sua busca, ela se depara com Jackaby, um homem curioso, não levado a sério pelas pessoas da cidade. Ele é um detetive, mas afirma que não é um detetive comum; ele vê o que os outros não veem e sabe o que outros não sabem, e diz que muitas vezes os acontecimentos estão além da compreensão humana. Sem oportunidades além desta e um tanto intrigada, Abigail acaba se tornando sua auxiliar.

Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam a ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com a vista para os bastidores.

Sempre em busca de aventuras, Abigail se sente animada quando já começa seu trabalho em meio a um misterioso caso: mortes estranhas começam a acontecer na cidade, deixando poucas pistas. Jackaby de cara percebe que não se trata de um simples serial killer e precisa driblar a polícia para tentar entrar no caso. Suspeitos começam a aparecer e o perigo se torna mais iminente; Abigail é avisada de que sua morte está próxima, mas quão perto ela está do seu destino? Ninguém é o que parece ser.


Venho esperando pelo lançamento de Jackaby desde quando foi anunciado que a Única o publicaria; já era super afim de lê-lo quando foi lançado no exterior, então foi uma alegria imensa poder ler o livro e tê-lo em mãos. O livro não é bem o que eu esperava (sabem que não leio sinopses, me interesso pela capa haha), mas nem por isso deixei de adorar a leitura.

Para começar, preciso elogiar a escrita do William Ritter. OMG, que livro lindo de se ler haha A escrita do autor é muito curiosa, divertida e envolvente ao mesmo tempo. O livro tem um estilo bem jovem (nada esperado, levando em conta que a trama se passa em 1800 e alguma coisa e livros do tipo geralmente são mais vintage haha), com uma narrativa repleta de humor e aventura.

Jackaby é um personagem encantador; ele parece meio ranzinza no começo, mas logo se mostra um cara bem doidinho, mas engraçado e super legal. Abigail também não se sai mal; ela é determinada e não tem medo do que pode acontecer, disposta a tudo por seus amigos e pelos seus sonhos. 

A trama dispensa comentários; quando soube que era sobre assassinatos e investigações até desanimei um pouco, pois isso não faz meu estilo, mas estava super enganado. William Ritter nos apresenta uma história incrível, que mistura suspense com fantasia, com uma pegada de urban fantasy que deixa um gostinho de quero mais quando se termina a leitura. Estou desesperado por Beastly Bones, a continuação.

Sobre o físico do livro, só tenho uma coisa a reclamar: na revisão ou diagramação, não sei, pode ter ocorrido um erro da parte da editora. Durante a leitura, alguns diálogos se misturam e logo quando começamos a ler ficamos um pouco confusos; depois de um tempo, dá pra se acostumar, mas realmente precisa ser corrigido. Fora isso, a capa é LINDA DEMAIS <3 e o design interno também fico maravilhoso.

Em suma: LEIAM LOGO ESSE LIVRO!



05 outubro 2016

# Resenha 375 // O Mapa de Vidro

Olar, pessoas!

Hoje eu trago para vocês a resenha de um livro que me surpreendeu bastante; eu não esperava gostar tanto quanto gostei! Confere só:

Título: O Mapa de Vidro // The Glass Sentence
Autora: S. E. Grove
Páginas: 396
Editora: Verus


SinopseEla conhecia o mundo somente por meio de mapas. E não tinha ideia de que eles poderiam ser tão perigosos. Boston, 1891. Sophia Tims vem de uma família de grandes cartógrafos. Desde a Grande Ruptura em 1779, quando todos os continentes foram lançados a uma era diferente – da pré-história a um futuro distante – esses exploradores viajam e mapeiam o que é conhecido como Novo Mundo. Há oito anos, desde que seus pais não retornaram de uma missão urgente, ela vive com seu tio Shadrack, o melhor cartógrafo em Boston. A vida com seu brilhante, adorado e distraído tio, ensinou Sophia a cuidar de si mesma. Quando Shadrack é sequestrado por pessoas que estão atrás de um poderoso artefato, ela é a única que pode salvá-lo. Ao lado de Theo, um refugiado do oeste, ela embarca em uma aventura por cidades secretas e mares desconhecidos baseando-se apenas nos mapas deixados por seu tio e sua intuição. O que Sophia e Theo não sabem é que suas próprias vidas estão em perigo quando se descobrem segredos há muito enterrados. O mapa de vidro vai fazer você mergulhar em um mundo de fantasia autêntico e intrigante, com uma heroína que vai ganhar o seu coração.

Em 1779, o mundo passou por um grande acontecimento, que ficou conhecido como A Grande Ruptura. Os continentes se dividiram em várias partes e cada parte passou a ter um tempo diferente; enquanto umas estavam no passado, outras estavam no futuro. Tudo o que antes era apenas imaginado pelos historiadores, se tornou real. Ninguém sabe como, ou em que era, A Grande Ruptura aconteceu, nem como revertê-la.

Anos depois, em 1891, Sophia Tims vive em Novo Ocidente com seu tio Shadrack, um dos melhores cartográfos do mundo. Seus pais também eram cartográfos e exploradores, mas desapareceram em uma viagem quando Sophia era mais nova; viver com Shadrack fez com que Sophia aprendesse a cuidar de si mesma e tivesse o mesmo interesse pela cartografia que seus pais.

Shadrack, então, decide que Sophia está pronta para partir com ele numa busca pelos pais dela e precisam fazer isso rápido, levando em conta que as fronteiras de Novo Ocidente com as outras eras estão sendo fechadas e os documentos de seus pais estão com Shadrack; sem eles, jamais poderão voltar - tanto Sophia quanto Shadrack mantêm as esperanças.

Os planos vão por água abaixo quando Sophia, depois de sair para comprar suprimentos, volta para casa e encontra tudo destruído e percebe que Shadrack está desaparecido, deixando para trás apenas um mapa de vidro - um tipo de mapa que Sophia ainda estava aprendendo a decifrar - e uma missão: encontrar alguém chamada Veressa , que poderá ajudá-la a resolver tudo.

Com a ajuda de Theo, um garoto de outra era que fugiu de um circo, Sophia parte à busca por Veressa, mas percebe que as pessoas que sequestraram Shadrack são mais perigosas do que ela esperava e que existem muitos segredos envolvendo Veressa, Shadrack e o mapa de vidro.

Tornou-se evidente que, em um momento terrível, as várias partes do mundo se separaram. Elas se desprenderam do tempo. Girando livremente em diferentes direções, cada pedaço do mundo fora lançado em uma era diferente. Quando aquele momento passou, os pedaços ficaram espalhados tão perto espacialmente uns dos outros como sempre estiveram, mas irremediavelmente separados pelo tempo. Ninguém sabia a idade real do mundo, ou qual das era causara a catástrofe. O mundo conhecemos o conhecíamos havia se partido, e um novo mundo tomara seu lugar.

Com uma premissa sensacional, S. E. Grove conseguiu me conquistar. GENTE, tipo assim, QUE HISTÓRIA INCRÍVEL! Essa pessoa com certeza se banhou no poço da criatividade para bolar um mundo como o de Mapmakers; achei simplesmente incrível a ideia de um mundo em vários tempos diferentes, várias eras convivendo e aprendendo umas com as outras. Pensa só poder ver coisas do passado ou do futuro que só conseguimos imaginar? Realmente sensacional.

Mas não é só por isso que O Mapa de Vidro se mostrou um livro awesome! Somado à ideia sensacional, temos algo essencial para o sucesso da série: DESENVOLVIMENTO. Não ficaria surpreso se a autora perdesse o fio da meada no meio da história, mas fiquei muito feliz em perceber que ela não apenas conseguiu manter o ritmo, como o fez com maestria. S. E. Grove criou um mundo extremamente rico, habilmente complexo e bem desenvolvido, do tipo que arranca o leitor da sua realidade e o transporta para dentro do livro.

Sua escrita também é de se elogiar; fluída e que torna fácil o entendimento do universo do livro, além de ser cativante. Seus personagens são marcantes, bem construídos e intrigantes; Sophia é uma garota muito inteligente e carismática, fácil de se apegar. Shadrack é instigante; o leitor fica sempre querendo saber mais sobre ele.

Cheio de criatividade, aventuras e com boas doses de tudo que um livro precisa para ser bom, O Mapa de Vidro realmente me conquistou e não vejo a hora de ler a sequência da série. Mapmakers entrou para meu hall de série que necessito acompanhar. Quem diria que cartografia seria tão interessante?